HORA DE ESCLARECER
O clássico aflorou alguns assuntos que, agora, não se pode deixar passar em branco, até por uma questão de explicitar pontos de vista sobre essas questões. O primeiro deles trata-se da venda de ingressos, outra vez um problema que os torcedores enfrentaram, além de muitos deles não haverem entrado no estádio e, depois, não ter aparecido no borderô toda a carga disponível antes da partida. Pior de tudo é que nesta segunda-feira, ao meio da resenha da Itapoan FM, o sr. Bruno Balsimelli, diretor da BWA, que não foi a escolhida para a fabricação dos ingressos nos jogos de Pituaçu, telefonou, pediu para falar e disse misérias contra o superintendente da SUDESB, Raimundo Nonato da Silva, o Bobô.
Falou coisas de assustar: que não houve licitação para se contratar a empresa responsável pelos ingressos, cuja qualidade é a pior possível, que Bobô levou por fora, acusações terríveis e estarrecedoras que não apenas comprometem a imagem do ex-craque campeão brasileiro, atualmente dirigente da SUDESB, mas, também, a própria imagem do governo do Estado.
Raimundo Nonato da Silva precisa, o mais rápido possível, esclarecer todas as informações, mostrando a sua versão, porque ficou triste saber de tantas mazelas, conforme a entrevista do Sr. Balsimelli que, aliás, quando fui procurar como se escrevia o seu nome, pela Internet, andei encontrando várias confusões envolvendo o seu nome. Em venda de ingressos de jogos do Palmeiras, no Palestra Itália, do Vasco, no Maracanã e de partidas do campeonato mineiro. E como há esses precedentes, é preciso vasculhar tudo, para não se cometer injustiças.
É bom se esclarecer, também, esse imbróglio da sede de praia do Bahia, que agora parece estar sendo desapropriada pela Prefeitura, visando a reurbanização da orla marítima de Salvador, por valores ainda não definidos. Há quem diga que é pela simples troca de um terreno de propriedade municipal para o Bahia construir uma nova sede ou coisa que o valha.
Desde que cheguei a Salvador, nos anos 60, que esta confusão estava criada, havendo até a informação de que, em sendo um terreno pertencente à Marinha, o Bahia jamais o poderia vender, já que o seu direito se delimitava no uso, podendo, sim, repassa-lo a outras empresas, instituições ou pessoas, sem a ação pura e simples de compra e venda. Recentemente, mandaram-me uma lei que falava sobre isso sobre todas as propriedades que se encontram à beira das praias brasileiras, além das ruas e das avenidas, já no limite mínimo de 55 m da areia e do mar, dizendo coisa neste sentido, mas como não sou um profissional especializado para fazer uma leitura correta, também fico na expectativa de maiores e concretas informações. Eu e os torcedores do Bahia.
Outro assunto pendente é que, mesmo empatando com o invencível Bahia em Pituaçu, tirando-lhe os 100% de aproveitamento em seu mando de campo, além de manter-se na liderança do campeonato, a torcida do Vitória anda muito descontente com o time, acha que precisa de contratações mais qualificadas para chegar ao título e não fazer feio na Série A e, desta forma, alguns torcedores me perguntam se não acho que Alexi Portela e Jorginho Sampaio já deveriam ter sido substituídos na direção do clube.
Não, não acho. Foram eles que, há pouco mais de três anos, pegaram o clube falido, na terceira divisão, reordenaram a casa, subiram, ano após anos, recuperaram o prestígio nacional da equipe e não será porque esta ou aquela contratação não está agradando, que vou entrar no desvario de pedir a cabeça de dois rubro-negros autênticos e construtores.
Uma coisa será fazer crítica construtiva, outra coisa é entrar no perigoso bloco dos críticos sistemáticos e contumazes.