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DE OLHO NA COPA

O mais importante desta semana nem é o clássico, mesmo se sabendo que a rivalidade não permite qualquer tipo de deslize; o fundamental mesmo é que Bahia e Vitória eliminem os seus adversários na Copa do Brasil e sigam na competição.


No Baiano os dois já se reabilitaram, ganharam de 2 x 0 (o Bahia contra o Poções e o Vitória enfrentando o Ipitanga), mas apenas jogaram pro gasto, sem grande brilho. O tricolor teve sérias dificuldades em Jequié e o rubro-negro os seus problemas em Pituaçu. Foram pressionados, tiveram pontos vulneráveis e só ganharam porque tem uma superioridade técnica muito acima de seus adversários. Quer dizer: a luta de grande contra pequeno sempre acaba dando errado para o menor. 


Mas tanto Alexandre Gallo quanto Mauro Fernandes ainda precisam definir melhor posicionamento de defesa, qual das alas deve ser mais explorada no ataque ou na defesa, encontrar o homem ideal para pensar e fazer o jogo fluir no meio-campo. No Fazendão, só Léo Medeiros parece bem encaminhado para isso; na Toca do Leão, só agora é que Ramon Menezes, que reúne essas qualidades, está voltando. Nos dois times há outros jogadores de boa qualidade no meio-campo (Leandro, Élton, Helton Luís... Vanderson, Rafael Bastos, Jackson, Gláucio. Mas nenhum deles em condições de assumir o expediente da assistência aos companheiros.


Mas, encurtando conversa, as batalhas mais importantes para os dois grandes baianos estão reservadas para esta quarta-feira, quando o Vitória decide a vaga contra o ASA/AL, no Barradão, só podendo empatar em 0 x 0, porque empatou no primeiro jogo, em Maceió, por 1 x 1, mas o que a torcida exige mesmo é uma vitória convincente, que não apenas confirma a vaga, mas, também, aumenta as chances para o Ba-Vi. O mesmo se pode dizer sobre o Bahia, que joga na quinta-feira, em Pituaçu, contra o Potiguar, cujo empate em 2 x 2 no primeiro jogo ainda não foi digerido pelos torcedores. O tricolor tem a vantagem de dois empates (0 x 0 e 1 x1), mas o que se espera mesmo é que faça prevalecer o seu desempenho no Roberto Santos, com mais um triunfo – e sem deixar qualquer tipo de dúvida.


É bom lembrar que passar por ASA e Potiguar não pode ser fácil, a ponto de haver desinteresse ou apatia de nossos representantes. É bom lembrar de Ceilândia e Baraúnas, que chegaram como galinhas-mortas e acabaram cantando de galo contra tricolores e rubro-negros. Portanto, toda atenção será pouco e é fundamental muito empenho na busca desses resultados.


Voltando ao campeonato local, entendo que Bahia e Vitória estejam com as vagas garantidas. O líder Vitória, 37 pontos, está a 14 pontos do quinto colocado, o Vitória da Conquista, 23 pontos – e o Bahia, segundo com 34, 11 pontos na frente. Os outros dois do G-4 (Fluminense e Atlético, 27 pontos), estão ameaçados por Conquista 23 e Itabuna 2. Colo Colo e Ipitanga 13, Feirense e Madre de Deus 12 (porque perderam seis pontos no TJD) e Camaçari e Poções 11, estes últimos seis lutam contra a degola.


Então, fica assim: ganhar o segundo clássico vai dar muita moral ao vencedor, principalmente se for o Bahia, vencedor do primeiro, mas o que importa mesmo é não vacilar nestes dois jogos da Copa do Brasil, porque se a vaga não for confirmada, vai ter crise técnica e existencial.
Porque, além de uma má fase explicitada, vai ter gente com a cabeça colocada a prêmio.