AVISO PRÉVIO
Edson Almeida
Estes últimos tropeços de Bahia e Vitória são como um aviso-prévio de que vai ser preciso dar uma chacoalhada bem forte para os Brasileiros da A e da B. Porque até acho muito saudável esta discussão de que um é melhor do que o outro para chegar ao título estadual, mas está ficando cada vez mais claro que não temos times com consistência sólida para disputar competições nacionais – e nem digo em condições de levantar a taça, pois isso assenta bem para torcedores fanáticos ou ingênuos -, mas para o cronista o caso é pensar em hipóteses práticas de desempenho satisfatório.
Não resta a menor dúvida que o campeonato estadual se encaminha para uma decisão entre os nossos dois maiores clubes, embora não se possa eliminar a possibilidade de os outros dois finalistas pregarem desagradáveis surpresas para tricolores e rubro-negros. Mas desde que a batalha começou os dois se alternam na liderança, mostrando que chegam na frente do pelotão. Após a rodada de ontem, o Vitória, com 34 pontos, está a 11 pontos do quinto colocado (Vitória da Conquista, 23), e o Bahia (31) a oito pontos de distância. Fica, portanto, a quase certeza de classificação das duas maiores forças, com disputa acirrada entre Fluminense (24), Atlético (24), Conquista (23) e Itabuna (18) pelas duas outras vagas.
O que não se pode aceitar é o oba-oba que já se fazia sobre a campanha do tricolor, que até melhorou consideravelmente em ralação à pálida trajetória das cinco últimas temporadas, mas que ainda não conquistou a glória nem as honrarias que algumas edições televisivas insistiam em mostrar – nem o mérito da euforia de torcedores mais arraigados e menos críticos. Precisa melhorar e muito para não converter essas comemorações antecipadas em tristezas e revoltas na hora da verdade.
E se há outra verdade muito clara é que o Vitória tem um time bem inferior ao que disputou o Brasileiro do ano passado, com ótimo desempenho em uma primeira fase, que lhe somou dividendos para toda a disputa, porque durante grande parte do segundo turno se viu no sufoco até de cair para a segunda divisão, valendo-se dos bons resultados das últimas rodadas para conquistar o direito de disputar uma Sul-Americana. Mas está debilitado, não inspira confiança e os seus dirigentes não têm o direito de esconder estas deficiências.
É hilário se ouvir, tanto de um lado quanto de outro, as justificativas que dão para os tropeços: que a grama é ruim, que o árbitro deu muitos cartões amarelos, que foi rigoroso em certas expulsões, que o adversário jogou na retranca. Não seria mais coerente admitir que ainda tentam encontrar os seus verdadeiros destinos?
Só para refrescar a memória dos teimosos: o futebol apresentado nestas duas últimas semanas não satisfaz. Nos quatro jogos do Bahia, perdeu para Colo Colo (2-0) e Feirense (1-0), empatou com o Potiguar (2-2), só tendo mesmo de positivo o sucesso contra o Conquista, por 4-1. O Vitória não perdeu jogos, mas jogou abaixo do que se esperava contra o Camaçari, quando venceu por 2-0 e foi sofrível nos empates contra o ASA (1-1) e diante do Madre de Deus (outro 1-1). Seu resultado mais aceitável, neste período recente, foi o triunfo de 5-1 contra o Itabuna, no Barradão, quando realmente mostrou porque o consideramos um candidato em potencial ao título.
Nesta quarta-feira, o Bahia jogou muito mal em Feira, na derrota de 1-0. Seu domínio foi estéril. Confuso na tática e atrapalhado na técnica, incompetente para converter as inúmeras chances que teve contra um Feirense modesto, mas muito bem fundamentado em marcação segura e contragolpes contundentes; já o Vitória fez tudo errado no empate (1-1) com o Madre de Deus. Foi um time equivocado em todos os fundamentos de quem entrou em campo como grande e favorito.
De tudo fica a certeza de que essas dificuldades são como que um aviso-prévio para nossas forças representativas em competições nacionais; não devem ter grande futuro na Copa do Brasil, cujas estréias contra Potiguar e ASA foram bisonhas – e se não tomarem tenência poderão passar por grandes decepções nos Brasileiros A (Vitória) e B (Bahia). Vai ser difícil o Bahia subir e o Vitória se manter entre os da elite.
E quem avisa amigo é.
Estes últimos tropeços de Bahia e Vitória são como um aviso-prévio de que vai ser preciso dar uma chacoalhada bem forte para os Brasileiros da A e da B. Porque até acho muito saudável esta discussão de que um é melhor do que o outro para chegar ao título estadual, mas está ficando cada vez mais claro que não temos times com consistência sólida para disputar competições nacionais – e nem digo em condições de levantar a taça, pois isso assenta bem para torcedores fanáticos ou ingênuos -, mas para o cronista o caso é pensar em hipóteses práticas de desempenho satisfatório.
Não resta a menor dúvida que o campeonato estadual se encaminha para uma decisão entre os nossos dois maiores clubes, embora não se possa eliminar a possibilidade de os outros dois finalistas pregarem desagradáveis surpresas para tricolores e rubro-negros. Mas desde que a batalha começou os dois se alternam na liderança, mostrando que chegam na frente do pelotão. Após a rodada de ontem, o Vitória, com 34 pontos, está a 11 pontos do quinto colocado (Vitória da Conquista, 23), e o Bahia (31) a oito pontos de distância. Fica, portanto, a quase certeza de classificação das duas maiores forças, com disputa acirrada entre Fluminense (24), Atlético (24), Conquista (23) e Itabuna (18) pelas duas outras vagas.
O que não se pode aceitar é o oba-oba que já se fazia sobre a campanha do tricolor, que até melhorou consideravelmente em ralação à pálida trajetória das cinco últimas temporadas, mas que ainda não conquistou a glória nem as honrarias que algumas edições televisivas insistiam em mostrar – nem o mérito da euforia de torcedores mais arraigados e menos críticos. Precisa melhorar e muito para não converter essas comemorações antecipadas em tristezas e revoltas na hora da verdade.
E se há outra verdade muito clara é que o Vitória tem um time bem inferior ao que disputou o Brasileiro do ano passado, com ótimo desempenho em uma primeira fase, que lhe somou dividendos para toda a disputa, porque durante grande parte do segundo turno se viu no sufoco até de cair para a segunda divisão, valendo-se dos bons resultados das últimas rodadas para conquistar o direito de disputar uma Sul-Americana. Mas está debilitado, não inspira confiança e os seus dirigentes não têm o direito de esconder estas deficiências.
É hilário se ouvir, tanto de um lado quanto de outro, as justificativas que dão para os tropeços: que a grama é ruim, que o árbitro deu muitos cartões amarelos, que foi rigoroso em certas expulsões, que o adversário jogou na retranca. Não seria mais coerente admitir que ainda tentam encontrar os seus verdadeiros destinos?
Só para refrescar a memória dos teimosos: o futebol apresentado nestas duas últimas semanas não satisfaz. Nos quatro jogos do Bahia, perdeu para Colo Colo (2-0) e Feirense (1-0), empatou com o Potiguar (2-2), só tendo mesmo de positivo o sucesso contra o Conquista, por 4-1. O Vitória não perdeu jogos, mas jogou abaixo do que se esperava contra o Camaçari, quando venceu por 2-0 e foi sofrível nos empates contra o ASA (1-1) e diante do Madre de Deus (outro 1-1). Seu resultado mais aceitável, neste período recente, foi o triunfo de 5-1 contra o Itabuna, no Barradão, quando realmente mostrou porque o consideramos um candidato em potencial ao título.
Nesta quarta-feira, o Bahia jogou muito mal em Feira, na derrota de 1-0. Seu domínio foi estéril. Confuso na tática e atrapalhado na técnica, incompetente para converter as inúmeras chances que teve contra um Feirense modesto, mas muito bem fundamentado em marcação segura e contragolpes contundentes; já o Vitória fez tudo errado no empate (1-1) com o Madre de Deus. Foi um time equivocado em todos os fundamentos de quem entrou em campo como grande e favorito.
De tudo fica a certeza de que essas dificuldades são como que um aviso-prévio para nossas forças representativas em competições nacionais; não devem ter grande futuro na Copa do Brasil, cujas estréias contra Potiguar e ASA foram bisonhas – e se não tomarem tenência poderão passar por grandes decepções nos Brasileiros A (Vitória) e B (Bahia). Vai ser difícil o Bahia subir e o Vitória se manter entre os da elite.
E quem avisa amigo é.