TROCA DAS CADEIRAS
Nunca escondi de ninguém que não sou fã da metodologia de trabalho aplicada por Renato Gaúcho. Essa possível ida dele para o Grêmio, porém, não me surpreendeu. Para os gremistas, Renato Portaluppi é uma divindade. O maior ídolo da história para lá de gloriosa do clube. Para o Bahia, um cara que teve seus méritos, principalmente extra-campo, atraindo a mídia em torno do seu nome, até certo ponto folclórico, e ainda serviu de ponte para a vinda improvável de um jogador com muito mercado como Morais. Nem vou entrar na questão do futebol que ele vem apresentando, por que acredito muito no potencial dele. Confio que ele fará a diferença até o final da Série B.
Voltando a Renato Gaúcho, não chego a comemorar sua saída pelo menos até saber o nome do substituto. O mercado é bem escasso e, como disse aqui em outra oportunidade, poucos nomes me agradam. Renato, pelo menos, aparentemente, conhece bem e tem o grupo na mão. Ainda mostrava certa mudança de estilo, tentando, sem muita convicção, fazer trabalhos táticos. Não lamento sua saída. Se o Bahia efetivasse Chiquinho de Assis, eu ficaria confiante e seguro do acesso a Série A. Contudo, essa possibilidade é praticamente nula e já tirei meu cavalinho da chuva. Por isso, fico receoso com esse “novo treinador” que poderá chegar. De antemão, a promessa é de um cara experiente e com nome forte. Com desconfiança, vou esperar pra ver.
RICARDO SILVA
Agora, o caso de Ricardo Silva é completamente diferente. Um cara que, com um elenco limitado em termos de quantidade e qualidade, conquista o título baiano e chega ineditamente à final da Copa do Brasil, não pode ser tratado como "reles" interino. Ainda mais da forma e para quem perdeu o título. O Santos, caso não aconteça nenhum declínio, deverá ter a base ofensiva da Seleção em 2014. Portanto, não existe demérito nenhum! Pior ainda quando anunciam como substituto um cara ainda mais inexperiente que Ricardo. Tem apenas um trabalho como treinador. E ainda dizem que Ricardo Silva vai voltar a ser auxiliar técnico, depois de umas inacreditáveis férias de um mês. Não dou quinze dias para aparecer em outro clube. Só fica se não tiver ambições na profissão. Vai entender o que se passa na cabeça desses dirigentes...
Sobre Toninho Cecílio, me reservo ao direito de não aprofundar. O pouco que conheço dele é o trabalho com certo brilho pelo Grêmio Prudente como treinador, e o tempo de altos e baixos como gestor de futebol do Palmeiras. Não conheço sua metodologia, sua forma de lidar com elenco, apenas assisti há uns cinco jogos o que, coerentemente, não pode servir como base para nada. O elenco atual do Vitória é apenas regular, mas estava de braços dados com Ricardo. Será que os jogadores vão reagir bem? Já vi a vaca ir para o brejo em situações semelhantes. Espero que não aconteça aqui.