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TRÊS NOVIDADES

A décima terceira rodada apresentou três novidades: o Vitória teve sérias dificuldades para ganhar do lanterna Camaçari, por 2 x 0, o Fluminense perdeu a vaga no G-4, derrotado que foi em casa para o Itabuna (2 x 1) e o Atlético, que corria por fora, bateu o Madre de Deus (2 x 0) e agora é o quarto colocado. O Bahia, dentro do esperado, não apenas ganhou do Conquista, em Pituaçu, mas o fez de goleada e sem qualquer problema (4 x 1).


Assim estão Vitória (33 pontos), Bahia, um jogo a menos (31), Conquista e Atlético (23). Estes seriam hoje os quatro finalistas para a decisão do título. A seguir, Fluminense (21), Itabuna (18), Feirense (15) e Madre de Deus (14), os intermediários. E na triste disputa contra o rebaixamento, Ipitanga, que voltou a ganhar e melhorou um pouquinho (12), Poções (11), Colo Colo (10) e Camaçari (8).


O Vitória ganhou pela camisa e por ter melhores jogadores, pois se dependesse da vibração durante os dois tempos e as oportunidades criadas, o Camaçari teria alcançado um resultado melhor, pelo menos o empate. Não é que o líder tenha subestimado o adversário, é que jogou mesmo muito aquém de suas possibilidades – e mesmo com alguns desfalques e outros se queixando do surto de gripe “Dalila”, que assola Salvador -, o time de Mauro Fernandes foi confuso, sem aquela supremacia que tem se caracterizado nos últimos jogos contra equipes do interior.  


Não estive no jogo do Bahia, mas só os lances que a tevê mostrou, deram para sentir que foi um time mais solto, de melhor desenvolvimento em campo, até porque pegou um adversário bem mais forte, o Vitória da Conquista, de quem se esperava muito mais resistência do que o Camaçari, que só não fez gols, teve que amargar mais uma derrota, mas teve o seu melhor comportamento no campeonato.


O Fluminense está um time muito imprevisível, porque quando a gente começa a levar fé, ele apronta mais uma decepção, como aconteceu nesta rodada, perdendo para o Itabuna, no Jóia da Princesa, por 2 x 1. O Colo Colo é outro que cultiva grande instabilidade: depois de surpreender o Bahia, ganhando-o por 2 x 0, agora entrega o ouro ao Feirense (3 x 2), em pleno Mário Pessoa e volta a respirar sob aparelhos.


Continuo com o sentimento de que, até o próximo clássico, Bahia e Vitória não perdem para ninguém. O Bahia pega Feirense e Poções, fora de casa e o Vitória enfrenta Madre de Deus e Ipitanga, no Manoel Barradas, além de jogarem em seus domínios, neste meio de semana, contra Potiguar e ASA, pela Copa do Brasil, onde são favoritos em potencial.


Então, por todas estas questões, tudo se afunila para uma decisão entre tricolores e rubro-negros, com as seguintes observações: se o Bahia voltar a ganhar o Ba-Vi do dia 22, ganha muito mais moral e parte para as batalhas finais com a faca e o queijo nas mãos; ao Vitória, resta tentar superar o trauma da derrota do Barradão e, pelo menos, não perder o próximo clássico para chegar com melhores possibilidades na hora de decidir.


A verdade está muito bem delineada: no âmbito local, Bahia e Vitória são indiscutivelmente duas grandes forças, mas quando se trata de competições nacionais, ainda não inspiram muita confiança. O tricolor precisa melhorar muito para aspirar voltar à primeira divisão e o rubro-negro não pode pensar em sucesso entre os da elite e da Sul-Americana com os atuais recursos técnicos que possui.