TUDO É CARNAVAL
Edson Almeida
É muito provável que os tricolores Elton e Helton Luiz e os rubro-negros Jackson e Vanderson desfilem no mesmo bloco carnavalesco, porque isso já aconteceu com outros ídolos, em várias folias, sem que nenhum sentimento de rivalidade profissional tivesse sido afetado, porque o mais importante em qualquer atividade humana é que os cidadãos se integrem, convivendo sem violência ou ressentimentos, a todo tipo de comemoração popular. E isso – se for verdade o que me anteciparam – deve servir de lição para facções de torcidas que, em lugar do respeito mútuo e da compreensão de que todos têm o direito de realçar as suas preferências, preferem ferir, machucar, inutilizar e até matar os seus adversários.
A folga para o festejo carnavalesco não traz grandes novidades nas disputas. O Bahia, após a vitória em Conquista, por 2-0, manteve-se líder, invicto e praticamente imbatível, com um ponto a mais (25) e um jogo a menos; o Vitória, que segue na cola tricolor, sapecou uma nova goleada de 7-0 (Camaçari), tem 24 pontos ganhos, mas paga na tabela os dissabores de haver pedido dois jogos por 2-0, para o seu maior rival, dentro do Barradão, e para o Fluminense, em Feira. Acho que essas diferenças, pelo menos nesta etapa classificatória, cujo primeiro turno está chegando ao final, devem pesar muito para a definição do título.
Na verdade, a taça estará em jogo mesmo é na fase final, quando os quatro melhores times – e tudo tem mostrado que dois deles são Bahia e Vitória -, vão decidir o título em mata-mata. Primeiro contra quarto, segundo contra terceiro, dois jogos, depois os vencedores, que o desenho está apontando tricolores e rubro-negros, vão para as duas batalhas finais.
Não pode ser descartada a possibilidade de os outros finalistas pregarem peças aos dois grandes favoritos, mas isso fica por conta de grandes surpresas, tal a diferença de competência entre uns e outros. Suponhamos que o campeonato tivesse que ser decidido como está: Bahia x Fluminense e Vitória x Conquista. Porque a classificação atual apresenta Bahia 25, Vitória 24, Conquista e Fluminense 17, com o time do Sudoeste ganhando no saldo de gols. A lógica indica Bahia e Vitória favoritos para uma final.
Interessante é que, de todos os prováveis finalistas, o Bahia já ganhou dos três adversários em jogos realizados no campo inimigo: 2-0 Vitória, 1-0 Fluminense e 2-0 Vitória da Conquista. E por isso, não apenas os torcedores, mas grande maioria de cronistas, já apresenta o Bahia como grande favorito ao título. Não há porque se esquecer que, no ano passado, até a última rodada, as apostas davam favoritismo ao Bahia e o campeão, de última hora e com méritos, foi o Vitória. Méritos, porque um título só se decide na(s) batalha(s) final (is).
Na rodada de véspera de Carnaval, o jogo do Bahia em Conquista foi atípico. Jogou um futebol pobre, apenas de luta e de duas oportunidades muito bem aproveitadas. O time do interior esteve melhor o tempo todo, criou chance de tudo que foi jeito, mas faltou competência para fazer os gols. Por isso acho que não se deve desmerecer o líder que, afinal de contas, jogou com muito empenho e foi lúcido na hora de decidir, alcançando o seu oitavo triunfo consecutivo. Vitória atropelou o Camaçari, repetiu a goleada imposta há duas semanas no Poções (7-0), mas o torcedor ainda não perdoa os erros do clássico, quando o bicampeão fraquejou em dois lances capitais. Ganhar do Camaçari de 100 não apaga uma derrota no Ba-Vi.
Neste momento, Bahia, Vitória, Conquista e Fluminense são favoritos às quatro vagas; Itabuna, Atlético, Madre de Deus, Poções e Feirense têm ainda chances de derrubar os prováveis companheiros de Bahia e Vitória, mas o que preocupa mesmo é a situação de Camaçari, Colo Colo e Ipitanga, que seguem ameaçados de rebaixamento.
Mas como o campeonato agora só volta a esquentar depois da Quarta-feira de Cinzas, todos, grandes e pequenos, botaram na cabeça que tudo é Carnaval.
É muito provável que os tricolores Elton e Helton Luiz e os rubro-negros Jackson e Vanderson desfilem no mesmo bloco carnavalesco, porque isso já aconteceu com outros ídolos, em várias folias, sem que nenhum sentimento de rivalidade profissional tivesse sido afetado, porque o mais importante em qualquer atividade humana é que os cidadãos se integrem, convivendo sem violência ou ressentimentos, a todo tipo de comemoração popular. E isso – se for verdade o que me anteciparam – deve servir de lição para facções de torcidas que, em lugar do respeito mútuo e da compreensão de que todos têm o direito de realçar as suas preferências, preferem ferir, machucar, inutilizar e até matar os seus adversários.
A folga para o festejo carnavalesco não traz grandes novidades nas disputas. O Bahia, após a vitória em Conquista, por 2-0, manteve-se líder, invicto e praticamente imbatível, com um ponto a mais (25) e um jogo a menos; o Vitória, que segue na cola tricolor, sapecou uma nova goleada de 7-0 (Camaçari), tem 24 pontos ganhos, mas paga na tabela os dissabores de haver pedido dois jogos por 2-0, para o seu maior rival, dentro do Barradão, e para o Fluminense, em Feira. Acho que essas diferenças, pelo menos nesta etapa classificatória, cujo primeiro turno está chegando ao final, devem pesar muito para a definição do título.
Na verdade, a taça estará em jogo mesmo é na fase final, quando os quatro melhores times – e tudo tem mostrado que dois deles são Bahia e Vitória -, vão decidir o título em mata-mata. Primeiro contra quarto, segundo contra terceiro, dois jogos, depois os vencedores, que o desenho está apontando tricolores e rubro-negros, vão para as duas batalhas finais.
Não pode ser descartada a possibilidade de os outros finalistas pregarem peças aos dois grandes favoritos, mas isso fica por conta de grandes surpresas, tal a diferença de competência entre uns e outros. Suponhamos que o campeonato tivesse que ser decidido como está: Bahia x Fluminense e Vitória x Conquista. Porque a classificação atual apresenta Bahia 25, Vitória 24, Conquista e Fluminense 17, com o time do Sudoeste ganhando no saldo de gols. A lógica indica Bahia e Vitória favoritos para uma final.
Interessante é que, de todos os prováveis finalistas, o Bahia já ganhou dos três adversários em jogos realizados no campo inimigo: 2-0 Vitória, 1-0 Fluminense e 2-0 Vitória da Conquista. E por isso, não apenas os torcedores, mas grande maioria de cronistas, já apresenta o Bahia como grande favorito ao título. Não há porque se esquecer que, no ano passado, até a última rodada, as apostas davam favoritismo ao Bahia e o campeão, de última hora e com méritos, foi o Vitória. Méritos, porque um título só se decide na(s) batalha(s) final (is).
Na rodada de véspera de Carnaval, o jogo do Bahia em Conquista foi atípico. Jogou um futebol pobre, apenas de luta e de duas oportunidades muito bem aproveitadas. O time do interior esteve melhor o tempo todo, criou chance de tudo que foi jeito, mas faltou competência para fazer os gols. Por isso acho que não se deve desmerecer o líder que, afinal de contas, jogou com muito empenho e foi lúcido na hora de decidir, alcançando o seu oitavo triunfo consecutivo. Vitória atropelou o Camaçari, repetiu a goleada imposta há duas semanas no Poções (7-0), mas o torcedor ainda não perdoa os erros do clássico, quando o bicampeão fraquejou em dois lances capitais. Ganhar do Camaçari de 100 não apaga uma derrota no Ba-Vi.
Neste momento, Bahia, Vitória, Conquista e Fluminense são favoritos às quatro vagas; Itabuna, Atlético, Madre de Deus, Poções e Feirense têm ainda chances de derrubar os prováveis companheiros de Bahia e Vitória, mas o que preocupa mesmo é a situação de Camaçari, Colo Colo e Ipitanga, que seguem ameaçados de rebaixamento.
Mas como o campeonato agora só volta a esquentar depois da Quarta-feira de Cinzas, todos, grandes e pequenos, botaram na cabeça que tudo é Carnaval.