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O PRÊMIO DA IMPRENSA

A oitava rodada do campeonato (sétima para Bahia e Madre de Deus), não apresentou surpresas: o Bahia manteve-se líder invicto ganhando do fraco Poções, por 2 x 0, e até foi um escore magro diante da superioridade tricolor, das chances mal concluídas e das boas defesas do goleiro Tafarel. Mas o time de Alexandre Gallo jogou pro gasto, rodou muito a bola e teve em Léo Medeiros o seu maior destaque.


O Vitória, mesmo sem jogar bem, se reabilitou em Senhor do Bonfim, vencendo o lanterna Ipitanga, também por 2 x 0, com Nadson ainda devendo uma boa atuação, até perdendo pênalti, por tê-lo batido com desconcentração. O triunfo veio em boa hora, porque depois de haver perdido duas seguidas, inclusive o clássico, a situação de Wagner Mancini já estava sendo muito questionada.
Nos outros jogos, o Vitória da Conquista voltou a cantar forte em seu terreiro (2 x 1 Itabuna), o Colo Colo voltou a fraquejar em casa (1 x 2 Fluminense) e os empates entre Camaçari e Madre de Deus (2 x 2) e Feirense e Atlético (3 x 3). Para não deixar em branco, o melhor de todos os resultados de times do interior foi o do Fluminense, que não apenas ganhou em Ilhéus, mas, também, no terceiro lugar com 16 pontos, segue colado com os sempre favoritos Bahia (19 pontos) e Vitória (18).


O que mais chamou a minha atenção nesta quarta-feira foi o tratamento que a imprensa recebeu no Estádio Roberto Santos, o reformulado Pituaçu. Tudo lá me pareceu muito bom, desde aquele jogo Bahia 6 x 0 Atlético. Só que, naquela noite, a imprensa já teve dificuldades, pois já não recebeu água como acontece na maioria dos estádios brasileiros, nem teve uma cantina, mesmo tendo que pagar lanches e refrigerantes, condizente com os nossos mais simples costumes. Tudo muito caro, pois um sanduíche custou quatro reais e um copo de qualquer líquido nunca menos de três. Como naquela noite estavam servindo sanduíche congelado (espécie de picolé de pão com patê de peru ou atum), até entendi quando dei a sugestão para se colocar na bela cantina um microondas e o rapaz falou que ainda seriam adotadas algumas providencias.


Nesta quarta, tudo piorou: nem água, só um cafezinho que o cronista tem que sair de sua cabine, em pleno jogo, se quiser molhar a garganta, a cantina completamente vazia, parecendo negócio de mudança de última hora, sanduíches e refrigerantes só em outra cantina, distante do nosso local de trabalho. Não é porque se tenha que pagar, apesar de entender que um clube como o Bahia ou quem quer que seja o responsável não vai falir se disponibilizar alguns copos de água mineral, refrigerantes e lanches para os profissionais da imprensa, que tanto ajudam o desenvolvimento do futebol.


Permitam-me dizer que faço esta crítica com conhecimento de causa, pois sou o precursor de um tratamento mais digno para a crônica em estádios na Bahia – e até hoje o Manoel Barradas mantém os mesmos serviços em dias de jogos. E isso acontece no Grêmio (Olímpico), no Internacional (Beira Rio), no Sport (Ilha do Retiro) e até mesmo em estádios de times sem grande expressão.


Como estou sabendo que o Bahia é o responsável por tudo durante os seus jogos em Pituaçu, fica aqui uma crítica construtiva, para que esses “probleminhas” não voltem a tirar o brilho de espetáculos em que a torcida é maravilhosa, o estádio muito confortável, mas a imprensa não é tratada como merece.


Sobre as acusações feitas pelo conhecido líder da Bamor, o Jorge, de que os bares estão sendo explorados por dirigentes, aí é um caso que todos precisamos de esclarecimentos mais concretos e saneadores.


Afinal, a imprensa precisa ser premiada o reconhecimento de seu papel de grande valia publicitária e o torcedor não pode ser vítimas de preços tão exorbitantes.