Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
Você está em:
/
/
Coluna

Coluna

DOIS EXTREMOS

Edson Almeida
O grande destaque do campeonato, após a quarta rodada (Bahia e Madre de Deus com um jogo a menos), é que representam os campeões dos três últimos anos: o Vitória continua muito favorito, com aproveitamento integral e o Colo Colo só decepciona, sem um mísero pontinho para criar expectativa de melhora.
 Quando o cronista adverte para certos clubes tomarem muito cuidado ao chegarem ao título de forma surpreendente, como aconteceu com o clube ilheense em 2006, aparecem logo os corneteiros de plantão para apoquentar a cabeça da gente, reclamando, gritando que é despeito, que tudo está sendo dito por que não foram Bahia nem Vitória que conquistaram a taça. 
A verdade, porém, é que não foi por falta de aviso: o Colo Colo, com quase 20 pontos menos que o Vitória, conquistou o campeonato de 2006 e caiu no erro de cálculo que tudo passava pela sorte do seu dedicado presidente em contratar jogadores pelo interior ou do Intermunicipal. Até que é uma prática elogiável, mas antes de qualquer outra atitude, um clube para ser estável, capacitado a se manter no topo das disputas, tem que construir uma estrutura de melhor qualidade. E infelizmente o pessoal do Colo Colo não tem encontrado os meios adequados para se organizar definitivamente como uma entidade de ponta.
Sei que vão aparecer os do contra, mas a vida é assim mesmo, a gente nunca pode agradar a todos. Mas querem um exemplo bem latente? O Bahia. Foi só se reorganizar, acabar com aquela mentalidade de contratar jogadores de quinta categoria, já ressurge como grande candidato ao título, com capacidade e perspectiva de desbancar o favorito Vitória, porque, além da forte tradição que soma no clássico, tem hoje um grupo pontilhado de experientes e bons jogadores e resgatou a sua condição estrutural de vanguarda.
Os aspectos da organização, do apoio logístico, da grandeza de intenções e da política administrativa são fundamentais para manter grupos, clubes ou entidades no topo de suas competições. Tanto no mercado econômico, quanto esportivo.
Vejo o atual campeonato, após a sua quarta rodada, com a velha disputa entre rubro-negros e tricolores muito acirrada – e quem perder menos pontos para os outros adversários ou entre si, será o campeão.
Os resultados desta quarta-feira foram um espelho fiel deste possível desfecho: o Vitória massacrou o Poções, aplicando-lhe 7x0, mas bem que poderia ter sido o dobro, e o Bahia foi ao Pólo e meteu 3x1 no Camaçari, com futebol que poderia, também, ter chegado aos seis ou sete gols.
Os quatro primeiros colocados são os que pintam como finalistas. Vitória (12 pontos), Fluminense (9), Bahia e Madre de Deus (7). Não há por onde se negar que o caçulinha Madre de Deus apareça como uma grata surpresa. Mas é preciso fazer uma advertência: ano passado, foi o Vitória da Conquista que, agora, anda um tanto apagado. Então, é bom que os estreantes comecem logo a montar uma estrutura realmente forte para não ficar apenas na promessa.
Claro que todos ainda têm chances, mas não há por onde se negar que 2009 se encaminha para mais um renhido duelo (tirei do baú) entre Bahia e Vitória, que continuam dando as cartas.