CAMPEÃO DOS BÚZIOS
A contar pelas previsões feitas na TV pelos consultores de búzios, o Bahia já pode encomendar as faixas de campeão baiano – e Binha de São Caetano tem até razão quando prevê títulos da Copa do Brasil, da Série B e tudo que é competição que o tricolor vai participar.
No ano anterior, os videntes consultados até que não foram tão incisivos, deixando uma margem de possibilidades para o Vitória, sob a argumentação de que “se o Bahia facilitasse, o rubro-negro continuaria mandando no futebol estadual”. E continuou. Com todas as letras e todos os sons. No profissional, no infantil, no juvenil e no júnior. Aliás, foi bem semelhante o sentimento que todas as retrospectivas televisivas deixaram: o campeão Vitória só foi citado na hora fatal, quando o helicóptero desceu no Barradão para entregar a taça, após as duas goleadas (a do Bahia contra o Vitória da Conquista, em Camaçari, e a do Vitória diante do Itabuna, no MB), e como a surra tricolor foi insuficiente, o gafanhoto de asa fez meia-volta e entregou o troféu ao inesperado bicampeão.
O que eu achei mais comovente nos relatos televisivos foi o fato de contarem jogo por jogo do tricolor, ainda sob a expectativa da quebra do jejum, até que, no final de cada matéria, o locutor dizia “mas quando todos esperávamos que o título mudasse de endereço, a hegemonia continuou na Toca do Leão”. Eu até fiquei intrigado quando vi uma outra reportagem, contando todos os lances da campanha do campeão, mas, depois, pude constatar que era uma produção independente, da autoria e responsabilidade do próprio Vitória em um canal que leva o nome da capital, com apresentação do amigo Wilton Matos.
Mas a maioria absoluta de todas as pesquisas, vidências em bolas de cristal, em sessão de atabaques, em jogadas de búzios sobre a mesa e mentalização com o além, neste passar de ano, apresentou tudo favorável ao Bahia. Até a contratação de Paulo Carneiro, um rubro-negro histórico, maior responsável pela derrocada tricolor em uma década sem títulos, foi um ingrediente importantíssimo para os espíritos afirmarem que a taça já tem o endereço de Itinga. Que o pessoal de Canabrava vai ter que redobrar seus esforços, e que mesmo assim, tudo leva a crer que o tricolor está com a mão na taça, mesmo antes de o campeonato começar.
Quero fazer justiça a Genildo Lawinsky que, do estúdio, até ironizou um pai de santo, quando este afirmou, em local estratégico no Farol da Barra, em reportagem de véspera de Ano Novo que, “este ano o Bahia tem todas as condições favoráveis para levantar o título”. Aí Lawinsky, que é um tricolor muito equilibrado, perguntou qual era o time do babalorixá e ele respondeu: “sou Bahia, mas neste momento tenho que ser imparcial”. Na consulta de outra emissora de TV, uma jovem mãe-de-santo, apresentou um dado tão curioso quanto inusitado: “a ida de Paulo Carneiro para o Bahia veio dar unidade, coesão e muita união ao grupo, o que está faltando no lado da Toca”. E foi rigorosa: “se o Vitória não se desdobrar em treinamentos, esse ano só vai dar Bahia, de cabo a rabo”.
Talvez neste momento apenas o Pai Ambrósio, batincunzeiro do Se Liga Bocão e da Itapoan FM, descoberta de Zé Eduardo, seja o único a prever o Vitória com mais possibilidades, porque, rubro-negro, os búzios dele devem apontar para outra direção.
Vou me valer da velha e conhecida sentença chinesa para dar a minha modesta opinião sobre essas vidências: pode ser que sim, pode ser que não.
No ano anterior, os videntes consultados até que não foram tão incisivos, deixando uma margem de possibilidades para o Vitória, sob a argumentação de que “se o Bahia facilitasse, o rubro-negro continuaria mandando no futebol estadual”. E continuou. Com todas as letras e todos os sons. No profissional, no infantil, no juvenil e no júnior. Aliás, foi bem semelhante o sentimento que todas as retrospectivas televisivas deixaram: o campeão Vitória só foi citado na hora fatal, quando o helicóptero desceu no Barradão para entregar a taça, após as duas goleadas (a do Bahia contra o Vitória da Conquista, em Camaçari, e a do Vitória diante do Itabuna, no MB), e como a surra tricolor foi insuficiente, o gafanhoto de asa fez meia-volta e entregou o troféu ao inesperado bicampeão.
O que eu achei mais comovente nos relatos televisivos foi o fato de contarem jogo por jogo do tricolor, ainda sob a expectativa da quebra do jejum, até que, no final de cada matéria, o locutor dizia “mas quando todos esperávamos que o título mudasse de endereço, a hegemonia continuou na Toca do Leão”. Eu até fiquei intrigado quando vi uma outra reportagem, contando todos os lances da campanha do campeão, mas, depois, pude constatar que era uma produção independente, da autoria e responsabilidade do próprio Vitória em um canal que leva o nome da capital, com apresentação do amigo Wilton Matos.
Mas a maioria absoluta de todas as pesquisas, vidências em bolas de cristal, em sessão de atabaques, em jogadas de búzios sobre a mesa e mentalização com o além, neste passar de ano, apresentou tudo favorável ao Bahia. Até a contratação de Paulo Carneiro, um rubro-negro histórico, maior responsável pela derrocada tricolor em uma década sem títulos, foi um ingrediente importantíssimo para os espíritos afirmarem que a taça já tem o endereço de Itinga. Que o pessoal de Canabrava vai ter que redobrar seus esforços, e que mesmo assim, tudo leva a crer que o tricolor está com a mão na taça, mesmo antes de o campeonato começar.
Quero fazer justiça a Genildo Lawinsky que, do estúdio, até ironizou um pai de santo, quando este afirmou, em local estratégico no Farol da Barra, em reportagem de véspera de Ano Novo que, “este ano o Bahia tem todas as condições favoráveis para levantar o título”. Aí Lawinsky, que é um tricolor muito equilibrado, perguntou qual era o time do babalorixá e ele respondeu: “sou Bahia, mas neste momento tenho que ser imparcial”. Na consulta de outra emissora de TV, uma jovem mãe-de-santo, apresentou um dado tão curioso quanto inusitado: “a ida de Paulo Carneiro para o Bahia veio dar unidade, coesão e muita união ao grupo, o que está faltando no lado da Toca”. E foi rigorosa: “se o Vitória não se desdobrar em treinamentos, esse ano só vai dar Bahia, de cabo a rabo”.
Talvez neste momento apenas o Pai Ambrósio, batincunzeiro do Se Liga Bocão e da Itapoan FM, descoberta de Zé Eduardo, seja o único a prever o Vitória com mais possibilidades, porque, rubro-negro, os búzios dele devem apontar para outra direção.
Vou me valer da velha e conhecida sentença chinesa para dar a minha modesta opinião sobre essas vidências: pode ser que sim, pode ser que não.