QUE DEFESA É ESSA?
Há um ano e meio atrás, Alison e Nen formavam uma dupla de zaga segura e perigosa no ataque, sendo a principal força do Bahia na época. Hoje, é superada com uma facilidade irritante. Para piorar a situação, um lateral direito que não tem a menor noção de marcação. Seja no posicionamento, seja no confronto direto, Arilton é uma avenida. Tem falhado seguidamente e, dos sete gols tomados na volta pós Copa do Mundo, cinco saíram pelo seu setor e um, o 4º do Guaratinguetá, foi em cobrança de escanteio e Arilton que marcava o autor do gol. Apenas aquele gol do Guará, que o jogador tentou cruzar e surpreendeu Fernando, não foi em cima dele.
O que tem chamado atenção é o nervosismo de Alison. Evangélico e sério, o zagueiro sempre foi tido como um jogador acima da média no comportamento. Porém, nesse ano, Alison tem demonstrado um descontrole e uma agressividade digna de Felipe Melo ou dos velhos tempos de Ávine. Toda dividida, ele larga um soco, uma cotovelada, um chute... Contra o Náutico, até achei sua expulsão injusta, mas, em outros lances, merecia o vermelho. Fora que entregou o segundo e falhou no terceiro gol. A chance perdida na pequena área, em outros tempos, era saco! No geral, contudo, tem sido “menos pior” que o capitão Nen.
O veterano já não é mais o mesmo. E isso não vem de hoje. Falava com amigos que, os dois gols marcados no triunfo contra o Vasco em julho do ano passado, serviram para maquiar suas atuações claudicantes. Até o posicionamento, que é o mínimo exigido de um cara tão experiente quanto ele, tem sido equivocado. O confronto direto então... Assim como Alison, Nen vacilou contra o Náutico. O Bahia tinha o jogo em completo domínio, sem ser ameaçado em momento algum, quando o capitão resolveu sair driblando na defesa e perdeu a bola. Fernando salvou a cabeçada, mas o lance reacendeu o time da casa, que empatou na sequência da jogada. Uma certeza que eu tenho hoje é: o Bahia precisa contratar um ou dois zagueiros com urgência. Com Alison, Nen e Vágner, não dá!
Copa do Brasil
Está chegando a hora e as chances do Vitória de conquistar a Copa do Brasil, hoje, são maiores do que se não houvesse esse intervalo de dois meses entre a semifinal e a final. Apesar de ser muito superior tecnicamente, o Santos passa por um momento complicadíssimo. Relacionamento entre os jogadores abalado, gente já vendida, outros com propostas milionárias, e o sistema de jogo desandou. O que complicou para o Vitória foram às contusões de Nino e Uelinton e, principalmente, não poder contar com Ricardo Conceição, que tem sido o principal jogador da equipe. O time vai perder criatividade e velocidade. Pode acabar se tornando o calcanhar de Aquiles.