CHORO DE GLÓRIA OU FRACASSO
Apesar da crítica de um torcedor quando falei em jornada da Itapoan FM que sentia pena dos vascaínos chorões, não vou mudar de opinião, porque se há uma coisa que abomino é a hipocrisia. Diante de uma Tv tela grande (porque ultimamente comentarista de rádio só tem esse privilégio), foram tantas as cenas de desespero, de meninos e meninas, jovens e velhos, que parecia um novo temporal que se assolava sobre nossos irmãos brasileiros, como o que teima em acontecer em Santa Catarina.
Não sei justificar bem o porquê, sou emotivo, pois não sou daquelas pessoas que ficam impávidas diante de grandes alegrias ou tragédias. Volta e meia, estou enxugando lágrimas em momentos de glórias ou fracassos de times, de atletas, até mesmo trabalhando. Lembro-me ainda do difícil episódio do Estádio Sarriá, em Barcelona, quando um tal de Rossi mandou a Seleção Brasileira voltar mais cedo, marcando os três gols da vitória italiana, na Copa da Espanha. Tive que respirar fundo, esperar um punhado de minutos, para realizar meus comentários de perdedor.
Quando as vitórias são nossas então me desmorono por alguns instantes, porque isso nasce com cada cidadão e é difícil mudar. Aliás, outro dia, ouvi famoso psicólogo dizer que verter umas lagrimazinhas diante de assuntos comoventes, faz bem para a saúde e para o espírito. Nos tempos de Ayrton Senna era difícil não ter um domingo de conquista que eu não ficava com os olhos marejados. E nesta tragédia dos catarinenses nem é bom falar, porque a comoção é inevitável, ver e ouvir irmãos que ainda procuram casas e familiares, mortos, soterrados e desaparecidos.
Toda caída para a Segunda ou Terceira divisões é como que um terremoto para os torcedores fanáticos. Por mais que eles saibam que o seu time está condenado à morte, preferem acreditar no milagre da ressurreição. Torcedor do Fluminense em minha infância e adolescência, nunca fui simpatizante do Vasco ou do Flamengo, e principalmente do modo jocoso e prepotente dos cariocas, que sempre se julgam os maiores em tudo, desde o Carnaval, que se limita a um batecum colorido de uma noite no sambódromo às praias, os morros e a beleza de sua gente, mesmo sem nunca ter como nós um reinado de Momo tão fascinante, praias de céu tão azul ou pelo menos uma de nossas Martas Rocha e Vasconcelos, que chegaram ao topo mundial da formosura.
Mas deu pena mesmo ver os atletas em pranto no banco e no campo, a torcida agarrada ao alambrado com cachoeiras nas faces, um torcedor querendo cometer o desatino de um suicídio, quase se jogando de cima da marquise do estádio. E deu muito mais pena ver que o simpático Roberto Dinamite, ídolo nacional como jogador e atualmente presidente do clube, tentando tirá-lo do abismo que o neurastênico Eurico Miranda colocou, estava amargando este triste momento de uma degola de Primeira Divisão.
Sei que, não faz muito tempo, tivemos, anos seguidos o mesmo castigo com os nossos Bahia e Vitória e que nenhum carioca apareceu para nos consolar. Mas quem passa por uma dor tão lancinante como esta, não pode se vangloriar no dia que acontece com os adversários ou estranhos.
O Vitória, aliás, já mandou dois grandes clubes para a Segunda Divisão. Lembram-se do Palmeiras, quando o Rubro-Negro o derrotou por 4x3, no Barradão, em novembro de 2002? Agora, foi à vez do Vasco, um 2-0 com gosto de chocolate em pleno Rio de Janeiro. Além disso, 2008 fica marcado como um ano de alguns estragos Rubro-Negros: tirou o Grêmio do páreo do título (4-2), o Palmeiras (0-0) e o Flamengo (1-0 e 0-0). Mas foi a alegria dos mineiros, só ganhando um mísero ponto em 18 disputados, nos dois jogos contra Ipatinga, Cruzeiro e Atlético. Empatou aqui em 0-0 com o Ipatinga e perdeu os outros cinco jogos.
Ditas essas coisas, acho que o Leão jogou na despedida como time grande, que muitas vezes não soube ser neste campeonato, como aqueles jogos com o Ipatinga e os dois Atléticos, lá em Minas e no Paraná. Apequenou-se, jogou querendo se livrar da bola, recuado, assustado – e acabou deixando seis, nove pontos por lá. Também os empates aqui contra o mesmo Ipatinga e o Sport foram determinantes para não se alcançar uma vaga para a Libertadores. Mas a campanha até que acabou sendo boa, com a conquista de uma Sul-Americana e ótima primeira fase e bom desfecho nesta segunda etapa de tanto decréscimo de produção.
Como dizia um famoso prefeito baiano, ano que vem tem mais. Só que a gente espera, não apenas do Vitória, mas, também, do seu companheiro Bahia, que façam campanha bem melhores. Que o Rubro-Negro chegue entre os primeiros na elite e o Tricolor suba de divisão.
Para a gente chorar com a glória.
Não sei justificar bem o porquê, sou emotivo, pois não sou daquelas pessoas que ficam impávidas diante de grandes alegrias ou tragédias. Volta e meia, estou enxugando lágrimas em momentos de glórias ou fracassos de times, de atletas, até mesmo trabalhando. Lembro-me ainda do difícil episódio do Estádio Sarriá, em Barcelona, quando um tal de Rossi mandou a Seleção Brasileira voltar mais cedo, marcando os três gols da vitória italiana, na Copa da Espanha. Tive que respirar fundo, esperar um punhado de minutos, para realizar meus comentários de perdedor.
Quando as vitórias são nossas então me desmorono por alguns instantes, porque isso nasce com cada cidadão e é difícil mudar. Aliás, outro dia, ouvi famoso psicólogo dizer que verter umas lagrimazinhas diante de assuntos comoventes, faz bem para a saúde e para o espírito. Nos tempos de Ayrton Senna era difícil não ter um domingo de conquista que eu não ficava com os olhos marejados. E nesta tragédia dos catarinenses nem é bom falar, porque a comoção é inevitável, ver e ouvir irmãos que ainda procuram casas e familiares, mortos, soterrados e desaparecidos.
Toda caída para a Segunda ou Terceira divisões é como que um terremoto para os torcedores fanáticos. Por mais que eles saibam que o seu time está condenado à morte, preferem acreditar no milagre da ressurreição. Torcedor do Fluminense em minha infância e adolescência, nunca fui simpatizante do Vasco ou do Flamengo, e principalmente do modo jocoso e prepotente dos cariocas, que sempre se julgam os maiores em tudo, desde o Carnaval, que se limita a um batecum colorido de uma noite no sambódromo às praias, os morros e a beleza de sua gente, mesmo sem nunca ter como nós um reinado de Momo tão fascinante, praias de céu tão azul ou pelo menos uma de nossas Martas Rocha e Vasconcelos, que chegaram ao topo mundial da formosura.
Mas deu pena mesmo ver os atletas em pranto no banco e no campo, a torcida agarrada ao alambrado com cachoeiras nas faces, um torcedor querendo cometer o desatino de um suicídio, quase se jogando de cima da marquise do estádio. E deu muito mais pena ver que o simpático Roberto Dinamite, ídolo nacional como jogador e atualmente presidente do clube, tentando tirá-lo do abismo que o neurastênico Eurico Miranda colocou, estava amargando este triste momento de uma degola de Primeira Divisão.
Sei que, não faz muito tempo, tivemos, anos seguidos o mesmo castigo com os nossos Bahia e Vitória e que nenhum carioca apareceu para nos consolar. Mas quem passa por uma dor tão lancinante como esta, não pode se vangloriar no dia que acontece com os adversários ou estranhos.
O Vitória, aliás, já mandou dois grandes clubes para a Segunda Divisão. Lembram-se do Palmeiras, quando o Rubro-Negro o derrotou por 4x3, no Barradão, em novembro de 2002? Agora, foi à vez do Vasco, um 2-0 com gosto de chocolate em pleno Rio de Janeiro. Além disso, 2008 fica marcado como um ano de alguns estragos Rubro-Negros: tirou o Grêmio do páreo do título (4-2), o Palmeiras (0-0) e o Flamengo (1-0 e 0-0). Mas foi a alegria dos mineiros, só ganhando um mísero ponto em 18 disputados, nos dois jogos contra Ipatinga, Cruzeiro e Atlético. Empatou aqui em 0-0 com o Ipatinga e perdeu os outros cinco jogos.
Ditas essas coisas, acho que o Leão jogou na despedida como time grande, que muitas vezes não soube ser neste campeonato, como aqueles jogos com o Ipatinga e os dois Atléticos, lá em Minas e no Paraná. Apequenou-se, jogou querendo se livrar da bola, recuado, assustado – e acabou deixando seis, nove pontos por lá. Também os empates aqui contra o mesmo Ipatinga e o Sport foram determinantes para não se alcançar uma vaga para a Libertadores. Mas a campanha até que acabou sendo boa, com a conquista de uma Sul-Americana e ótima primeira fase e bom desfecho nesta segunda etapa de tanto decréscimo de produção.
Como dizia um famoso prefeito baiano, ano que vem tem mais. Só que a gente espera, não apenas do Vitória, mas, também, do seu companheiro Bahia, que façam campanha bem melhores. Que o Rubro-Negro chegue entre os primeiros na elite e o Tricolor suba de divisão.
Para a gente chorar com a glória.