Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
Você está em:
/
/
Coluna

Coluna

AULA DE GEDDEL

O que me passaram sobre o ministro Geddel Vieira Lima é que era um político esperto, desses que não selecionam atalhos para chegar à frente, custe o que custar. Cheguei a criticá-lo veementemente, porque, também, me disseram que ele, líder do PMDB, estava pegando uma queda de braço com o governador, que atualmente comanda o PT baiano, para ver quem chegaria primeiro na sucessão presidencial do Bahia, impondo um presidente e seus auxiliares, coisa da velha política tupiniquim.
Fiquei atento a uma oportuna e bem conduzida entrevista do ministro ao Zé Bocão, na Itapoan FM, e, sinceramente, foi uma verdadeira aula de bom comportamento político, de ética e de cidadania, que serviu para aumentar o conceito de que a gente só conhece as pessoas depois de pelo menos ouvi-las em suas posições, quando não se tem a capacidade de conviver com elas.
Geddel disse que é tricolor, que costumava ir ao estádio em todos os jogos, freqüentar a arquibancada, e que o no momento anda retraído, diante das pífias campanhas do time, não provocando mesmo qualquer motivo para gastar os seus domingos com o futebol. Prega união de todos, acha que é preciso encontrar um gestor que tenha tempo para administrar o clube, estará sempre disposto a colaborar, mas deixa uma posição bem clara: está fora de qualquer ação para envolver a política com o futebol, fazendo presidente, liderando qualquer movimento.
E foi enfático quando disse que é tão Bahia que quer, como torcedor, que o Vitória, seu maior adversário, se estrepe, mas essa nunca será a sua posição como político, pois não se furtará a receber o arquirrival para apreciar, com boa vontade qualquer reivindicação que lhe façam os rubro-negros.
Porque os votos que sempre recebeu não foram apenas de uma torcida, mas de uma grande fatia da população, que deve ser respeitada e atendida sem esse sentimento de divisão clubística. É ministro da Integração Nacional, como já foi diversas vezes deputado federal, para atender a tricolores, rubro-negros, galicianos, itabunenses, atleticanos, enfim, todos os baianos, quaisquer que sejam as suas tendências futebolísticas.
Geddel usou uma expressão que ficou marcante “estou fora disso aí”, para por um basta em informações criadas por pessoas que parecem viver sob a luz de polêmicas e fatos sem fundamento.
Confesso que estou aproveitando agora, após este excelente e oportuno esclarecimento que Zé Eduardo levou ao ar, para pedir desculpas ao ministro, porque seria uma coisa muito indecente um homem com tantas responsabilidades, ficar brigando com o governador pelo poder em um clube de futebol, que é muito importante, todos sabemos, que tem uma imensa e apaixonada torcida, mas que não chega a ser uma prioridade social, como alguns fanáticos e inconseqüentes tentam qualificar.
O Bahia, por si só, dentro do seu universo de torcedores, tem que encontrar as suas próprias soluções. Governador e ministro têm que cuidar é de saúde, segurança pública, esporte diversificado para a juventude, educação, empregos, essas coisas abrangentes a todos os segmentos da sociedade, que continuam muito frágeis entre nós.
Já disse que, entre torcedores, existem três espécies muito distintas: os que usam a coerência como bandeira de suas reivindicações, sempre muito dispostos a contribuir para o sucesso, mesmo quando seus times estão em depressão, como é atualmente o caso do Bahia; os insensatos, que só aparecem em dias de glória para puxar uma ponta da bandeira ou nas tragédias para fazer zoada e os falidos orgulhosos, que mesmo diante de tantos dissabores, amargam uma buchada de bode todos os dias, mas insistem em arrotar caviar.
Geddel me pareceu no primeiro grupo, como torcedor e político. De linguagem simples, sem arrogância, aconselhando para que sejam reencontrados os caminhos das conquistas, mas sem comprometer o seu cargo de político, porque entende que só chegou ao topo em que se encontra porque foi sufragado pelos votos dos mais variados setores da população.
Portanto, ministro, reconheço de público que estava errado em minha crítica. Preciso continuar atento sobre certas informações. Obrigado por esta aula.