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VERDADE VERDADEIRA

O Vitória, derrotado neste domingo na Arena da Baixada, por 2-1 contra o Atlético/PR, mantendo-se com os mesmos 45 pontos atingidos no fim do mês passado no empate contra o Flamengo, no Barradão, por 0-0, ainda está na frente de Sport (45), Santos (43), Atlético/PR (41), Fluminense e Náutico (40), que também correm o risco de rebaixamento e dos da faixa de degoláveis: Vasco (37), Portuguesa (36), Figueirense (35) e Ipatinga (34), que já respiram com ares muito poluídos. 
Se o rubro-negro tem chances de conseguir uma vaga para a Sul-Americana, também ainda não está isento da possibilidade de ser rebaixado. Eu até concordo com os matemáticos e os torcedores mais fanáticos que dizem ser muito remota esta chance, mas se existe é bom advertir para não ter que dar o ombro amigo para choro e lamentações.
 Na verdade, em relação ao nosso representante, a briga comparativa é com o Vasco da Gama, porque os outros três da rabeira (Portuguesa, Figueirense e Ipatinga) já não alcançam mais o bicampeão baiano, mesmo que ele seja derrotado nas três últimas partidas que ainda lhe restam, contra Grêmio e Palmeiras, em casa, e o próprio Vasco, em São Januário.
Vejam a situação, sem contar qualquer ponto adicional para o time da Toca: como só restam nove pontos para todas as equipes disputarem, a Portuguesa só pode chegar a 45 (36+9), igualando-se ao Vitória, mas perdendo no número de vitórias (o rubro-negro já tem 13 e a Lusa só chegaria a 12); o Figueirense, que tem 35 pontos, só poderá atingir a 44 e o Ipatinga, atualmente com 34, só pode alcançar um máximo de 43 pontos.
Então, para efeito de simulação imediata, concreta e compreensível, o concorrente mais vulnerável é o Vasco, que tem 37 pontos, podendo chegar aos 46, um a mais que o Vitória, se o rubro-negro mantiver esse marasmo de não ganhar mais de ninguém. Pode até outro time dos que estão entre Vitória e Vasco estacionar e facilitar as coisas, mas é bom mostrar que, na presente situação, todas as fichas devem ser concentradas em uma disputa contra o clube de São Januário.
Seria muito bom que no próximo domingo, a permanência do Vitória na primeira divisão fique definida, após os resultados de dois jogos, o dele contra o Grêmio, no MB, e o do Vasco diante do São Paulo, em São Januário. Se o Vasco empatar, só lhe restarão seis pontos a disputar e, com os 38 que vai ficar, só podendo atingir um máximo de 44. Se perder então, só poderá alcançar 43.
A outra hipótese de tanger esse risco de cair para a Segunda Divisão é o Vitória, mesmo que o Vasco ganhe do São Paulo, empatar ou ganhar do Grêmio. Com um empate, mesmo que perca para Palmeiras e Vasco e chegue igual ao time do Roberto Dinamite (46-46 e 13 vitórias para cada um), ganha no saldo de gols, porque neste o momento há uma diferença favorável de 15 gols e esse fator vai determinar o desempate.
O que pretendo aqui é advertir aos jogadores, que precisam render mais, ao técnico Mancini, que precisa ser mais racional e menos pirracento e aos dirigentes, que têm o dever de maior atenção junto à Comissão Técnica e o grupo de atletas.
É bom lembrar que, além do jogo direto Vasco-Vitória, em São Januário, os cariocas ainda jogam contra o líder São Paulo em casa e o estacionado Coritiba, já de vaga garantida para a Sul-Americana, no Couto Pereira, enquanto o Vitória pega em casa os duríssimos Grêmio, pretendente ao título e o Palmeiras, que anda necessitando de uma reabilitação. Portanto, são jogos muito difíceis, com o Vitória combalido por uma triste depressão.
Enfim, há uma verdade muito verdadeira: ou o Vitória acorda para a vida e ganha logo alguma coisa neste domingo, contra o Grêmio, ou vai ter que ficar esperando pelo São Paulo, que vai jogar em São Januário. E se nada disso der certo, vamos ter uma próxima semana de muita confusão, porque a paciência dos torcedores já chegou ao limite.  E outra verdade verdadeira é que, se tudo ficar para ser decidido no jogo de São Januário, aí então é melhor preparar os ingressos para dois Ba-Vis na segundona no próximo ano.
Ainda bem que o Bahia ganhou sexta-feira do degolado CRB, por 2-0, está mantido na Segunda Divisão para 2009, o que significa amargar um sexto ano sem jogar entre os da elite, que sempre pareceu ser o lugar Tricolor. Eu discordo de festa e comemoração, mas acho que foi um grande alívio e mais uma extraordinária lição para que os tricolores do comando tomem tenência – e neste caso só mesmo passando a bola para um grupo mais realizador.