SUCESSÃO ENTRAVADA
Prefiro opinar com mais clareza no dia que aparecer de fato um candidato disposto a concorrer às próximas eleições do Bahia e em condições de mudar este triste momento do clube.
A contar pelos orkuts, blogs e portais que se aprofundam no assunto, já tomei conhecimento de uns dez nomes, mas, depois de consultados, uns dizem que não se interessam, outros revelam impedimentos, como é o mais recente caso de Reub Celestino, que todos sabemos ser um homem público muito competente, tanto que acaba de fazer o milagre de ressuscitar a Cesta do Povo, que até fechou as portas no final do Governo passado. Este senhor que, além de ser competente é um cara de fino trato e de idéias sempre arejadas, declarou em matéria do excelente e sempre muito ético e confiável Éder Ferrari, aqui mesmo neste portal, que não era conselheiro nem sócio tricolor – e, portanto, não pode concorrer ao pleito sucessório.
Há outros nomes citados, todos competentes e de serviços prestados ao clube e ao futebol, como Fernando Jorge, Ruy Cordeiro, Wellington Cerqueira e Ademir Ismerin, mas nenhum deles confirmou que está disposto a um bate-chapa com a atual diretoria que, não sei por que razão, envolveu-se em um silêncio danado, não explicitando se tem candidato ou se simplesmente vai entregar o barco ao novo presidente, sem qualquer tipo de esforço para continuar no poder.
Na verdade, o único tricolor que chegou a disputar a presidência, mas isso na eleição passada, foi Fernando Jorge, que até apresentou planos, nomes do grupo que iria trabalhar com ele, inclusive apoiado pelo saudoso Luís Osório, que sempre fez oposição a Maracajá, Marcelo Guimarães, Petrônio Barradas e Ruy Aciolly. E é muito mais verdadeiro que uma maioria esmagadora da torcida só entende um nome capacitado a superar a insistente tragédia do Esquadrão de Aço: Márcio Martins.
Entendo que Márcio, um dos mais completos cronistas da nova geração, não vai cair no devaneio de apostar toda a sua brilhante carreira de radialista, apresentador de TV e jovem empresário em uma empreitada tão cheia de ingerências, labirintos e areia movediça. Ele, inteligente, com os pés no chão e a cabeça no lugar, já deve ter raciocinado que a probabilidade de sucesso é bem menor do que chegar à glória tão imediata que a torcida, sempre muito irracional e imprevidente, deseja, com urgência, nestes tempos de crise técnica e de recessão financeira. E voltar para o lugar que conquistou com tanto esforço sob o rastro de fracassos é muito doloroso e nunca deu sustentação a ninguém.
Acho que o Bahia precisa tomar uma injeção de maturidade democrática. Abrir logo as inscrições, mas só para os candidatos que realmente tenham legalidade para concorrer, sejam da situação ou da oposição, e fazer uma transição pacífica e voltada para uma vida mais saudável dentro do clube. Os dirigentes atuais já devem ter sentido que não podem mais continuar. Cada um deles já contribuiu muito, mas ultimamente estão na contramão da torcida, sempre em conflito, e os resultados são os mais desoladores possíveis.
Não creio que o processo sucessório tricolor tenha eficácia passando pelo crivo e pela orientação do governador Jacques Wagner, que deve ter muito mais problemas abrangentes a todo o povo baiano para resolver. Segundo se afirma há uma luta entre PMDB e PT para ver com quem fica o sucesso. Fatos idênticos muito contribuíram para o Bahia chegar aonde chegou. Houve tempo que se dizia, a pulmões fortes, que qualquer desmando tricolor poderia ser resolvido ou pela CBF ou pelos governantes. Porque o Bahia era gigantesco, tudo era possível, tudo era certo, tudo era fácil.
Mas os tempos mudaram: a CBF oficializou normas técnicas para acesso e descenso, os governantes mais éticos já sentiram que futebol e política não casam bem. Como dizem que esta próxima semana é muito decisiva, ceio que até o início da segunda quinzena de novembro, já tenham aparecidos nomes concretos para concorrer a essa eleição, até agora muito indefinida.
Senão vai continuar tudo entravado.
A contar pelos orkuts, blogs e portais que se aprofundam no assunto, já tomei conhecimento de uns dez nomes, mas, depois de consultados, uns dizem que não se interessam, outros revelam impedimentos, como é o mais recente caso de Reub Celestino, que todos sabemos ser um homem público muito competente, tanto que acaba de fazer o milagre de ressuscitar a Cesta do Povo, que até fechou as portas no final do Governo passado. Este senhor que, além de ser competente é um cara de fino trato e de idéias sempre arejadas, declarou em matéria do excelente e sempre muito ético e confiável Éder Ferrari, aqui mesmo neste portal, que não era conselheiro nem sócio tricolor – e, portanto, não pode concorrer ao pleito sucessório.
Há outros nomes citados, todos competentes e de serviços prestados ao clube e ao futebol, como Fernando Jorge, Ruy Cordeiro, Wellington Cerqueira e Ademir Ismerin, mas nenhum deles confirmou que está disposto a um bate-chapa com a atual diretoria que, não sei por que razão, envolveu-se em um silêncio danado, não explicitando se tem candidato ou se simplesmente vai entregar o barco ao novo presidente, sem qualquer tipo de esforço para continuar no poder.
Na verdade, o único tricolor que chegou a disputar a presidência, mas isso na eleição passada, foi Fernando Jorge, que até apresentou planos, nomes do grupo que iria trabalhar com ele, inclusive apoiado pelo saudoso Luís Osório, que sempre fez oposição a Maracajá, Marcelo Guimarães, Petrônio Barradas e Ruy Aciolly. E é muito mais verdadeiro que uma maioria esmagadora da torcida só entende um nome capacitado a superar a insistente tragédia do Esquadrão de Aço: Márcio Martins.
Entendo que Márcio, um dos mais completos cronistas da nova geração, não vai cair no devaneio de apostar toda a sua brilhante carreira de radialista, apresentador de TV e jovem empresário em uma empreitada tão cheia de ingerências, labirintos e areia movediça. Ele, inteligente, com os pés no chão e a cabeça no lugar, já deve ter raciocinado que a probabilidade de sucesso é bem menor do que chegar à glória tão imediata que a torcida, sempre muito irracional e imprevidente, deseja, com urgência, nestes tempos de crise técnica e de recessão financeira. E voltar para o lugar que conquistou com tanto esforço sob o rastro de fracassos é muito doloroso e nunca deu sustentação a ninguém.
Acho que o Bahia precisa tomar uma injeção de maturidade democrática. Abrir logo as inscrições, mas só para os candidatos que realmente tenham legalidade para concorrer, sejam da situação ou da oposição, e fazer uma transição pacífica e voltada para uma vida mais saudável dentro do clube. Os dirigentes atuais já devem ter sentido que não podem mais continuar. Cada um deles já contribuiu muito, mas ultimamente estão na contramão da torcida, sempre em conflito, e os resultados são os mais desoladores possíveis.
Não creio que o processo sucessório tricolor tenha eficácia passando pelo crivo e pela orientação do governador Jacques Wagner, que deve ter muito mais problemas abrangentes a todo o povo baiano para resolver. Segundo se afirma há uma luta entre PMDB e PT para ver com quem fica o sucesso. Fatos idênticos muito contribuíram para o Bahia chegar aonde chegou. Houve tempo que se dizia, a pulmões fortes, que qualquer desmando tricolor poderia ser resolvido ou pela CBF ou pelos governantes. Porque o Bahia era gigantesco, tudo era possível, tudo era certo, tudo era fácil.
Mas os tempos mudaram: a CBF oficializou normas técnicas para acesso e descenso, os governantes mais éticos já sentiram que futebol e política não casam bem. Como dizem que esta próxima semana é muito decisiva, ceio que até o início da segunda quinzena de novembro, já tenham aparecidos nomes concretos para concorrer a essa eleição, até agora muito indefinida.
Senão vai continuar tudo entravado.