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ALÍVIO, MANGABA E SUFOCO

Finalmente o Bahia deu um forte alívio à sua torcida, ganhou do Brasiliense (1-0) e acabou com a triste possibilidade de cair para a terceira divisão. Fica no meio da tabela em um campeonato que foi uma mangaba para o Corinthians, que se classificou com cinco rodadas de antecedência e campeão quatro antes de o campeonato terminar.
A Série B tem demonstrado que, fora o Corinthians, que realmente se preparou, formando um time de qualidade, os demais são todos quase do mesmo nível e é muito lamentável que o nosso tricolor tenha projetado um péssimo planejamento, contratando jogadores de nível de Série C – e a permanência na segunda divisão acaba sendo até uma “gloriosa” conquista para tantos problemas e tanta incompetência.
Foi hilário saber que houve efusivas comemorações entre os tricolores pela vitória contra os candangos. Que foi alívio, isso foi, mas o time ganhou sem mudar de cara, jogando menos que o adversário, mostrando os mesmos erros de outras batalhas.
Acho que o resultado do Vitória, derrotado pelo fraco Atlético/MG, coloca o rubro-negro em situação de sufoco, porque, embora ainda em décimo lugar, é prematuro afirmar que esteja se encaminhando rumo a uma Sul-Americana, porque a possibilidade de rebaixamento ainda é concreta.
 Vamos raciocinar à luz da coerência, sem faniquitos ou azaramentos: o Náutico, que é o 17º colocado, primeiro do pelotão dos rebaixáveis, está com 37 pontos, abaixo dele a Portuguesa, com 36, o Fiigueirense com 35 e o Ipatinga com 31, este realmente já rebaixado, porque ainda serão disputados 12 pontos (quatro jogos) e p rubro-negro tem mais 14 pontos do que o time mineiro, mas só está com 10 mais do que o Figueirense, nove da Portuguesa e oito do que o Náutico, mesma quantidade de pontos sobre Fluminense e Vasco, que têm os mesmos 37 do Náutico, na boca do grupo do –G4.
O pior de tudo é que o nosso campeão está repetindo aquela triste façanha de 2004, quando teve uma enorme quantidade de jogos para ganhar um e se livrar de qualquer tragédia e foi acumulando resultados negativos até o fundo do poço.
Agora, Wagner Mancini comete o pecado mortal de ainda procurar uma definição para o time, fazendo experiências incompreensíveis – e o resultado é que o Vitória só conquistou dois míseros pontos nos seis últimos (18 pontos!) que disputou. Empates contra Fluminense e Flamengo dentro de casa, mas perdeu para Botafogo, São Paulo, Náutico e agora o Atlético. Conquistar dois pontos em 18 é realmente de assustar.
Neste jogo contra o Atlético, quando todos os jogadores que estavam pendurados receberam o amarelo para não jogar contra o Atlético/PR, foi a mesma coisa da vez que o Vitória caiu. Usou deste expediente e se já estava bombardeado aí é que não se equilibrou mais. Aliás, se esta partida ainda estivesse sendo jogada, o Vitória estaria encurralando o Galo e o jogo não teria mudado de resultado, porque o ataque de Mancini foi caótico. Apertou, apertou, apertou – e não criou nada que prestasse. Parece que o treinador do Vitória andou comendo muita casca de queixo (é assim que dizem lá no meu interior) e se esqueceu de tudo que parecia saber. 
É bom que Mancini e os dirigentes do Vitória tomem consciência que, depois deste jogo em Curitiba, quando tudo leva a crer que o rubro-negro já viaja entregando os pontos ao time da Baixada, vai pegar três pedreiras: Palmeiras e Grêmio, mesmo no Barradão, ainda disputando título e o Vasco da Gama, em São Januário,. que pode precisar de uma vitória para espantar qualquer ameaça de degola. E se os dois estiverem em situação crítica, o Vasco tem mais prestígio na cartilha da arbitragem, além das atuais fragilidades do Vitória.
Para não me alongar, informo que os adversários do Náutico serão bem manos ferozes: Cruzeiro em casa, Figueirese fora, Atlético/PR em casa e Santos fora.
É duro, duríssimo mesmo, ter que fazer esse alerta – mas é bom advertir agora do que ter que lamentar depois.