FIM DE FEIRA
Estamos chegando na fase dos ajustes de contas. Uma parecida hora do rescaldo – ou melhor: uma espécie de fim de feira. Não vou exagerar, porque o momento do rescaldo é quando os competentes profissionais do Corpo de Bombeiros praticam a ação de resfriar apenas os escombros, porque geralmente não ficou nada de positivo.
Parece-me que o mais sensato é considerar que os nossos dois maiores representantes de campeonatos nacionais, o Vitória da elite e o Bahia da intermediária, estão no fim de feira. Escombros mesmo foi o que deixaram Itabuna, Atlético e Vitória da Conquista, que participaram de uma terceira divisão e só acumularam imprevidências e fracassos.
Outro dia, ouvi de uma dona de casa o protesto contra a empregada desonesta que recebia até uma boa quantia para fazer a feira, mas que todo sábado, saía de casa bem cedinho e só voltava no início da noite. Não raras vezes, com a desculpa de que o ônibus quebrou, de que pegou um engarrafamento enorme – e até mesmo que havia dois assaltantes no buzu e o motorista levou todo mundo para o distrito policial.
Tamanha era a reincidência que a ilustre senhora seguiu cautelosamente a secretária do lar e acabou descobrindo que a espertalhona chegava cedo na feira, mas ficava esperando a tarde cair, quando chega a hora de pechincha. E então, escolhia os produtos hortifrutigranjeiros que ainda podiam ser consumidos, a preço baixo, e ficava com o troco. Só que, quando chegava a quarta-feira, tudo começava a murchar – o tomate, o pimentão, a cebolinha, o coentro, o hortelã, tudo mesmo não passava de velhos e imprestáveis ingredientes. Ela até contou que em algumas semanas, mesmo comprados no fim de feira, as mercadorias serviram para alguma coisa.
Prefiro pensar em Bahia e Vitória nesta última hipótese, servindo para alguma coisa, depois de fazer os prós e contras de seus desempenhos nos campeonatos que participam. Que o Bahia pelo menos permaneça na segunda divisão, porque há muito tempo pensar em subir é uma grande utopia e o Vitória consiga manter-se entre os 12 primeiros colocados, para garantir presença na Sul-Americana.
É duro ter que ver o Bahia, com 42 pontos e em 11º lugar, cair mais uma vez, principalmente quando, na situação em que se encontra, mesmo que não ganhe neste sábado do Bragantino, lá no Marcelo Stefani, em Bragança, só precisa de mais uns seis pontos nestes 18 que ainda disputa, para atingir esse objetivo que, se não é o ideal, pelo menos não é tão desastroso quanto voltar ao fundo do poço. Além de Bragantino e Ponte Preta, que teoricamente são adversários difíceis, o tricolor ainda joga contra Brasiliense, CRB, Marília e Gama, sendo que três destes jogos serão em Feira de Santana. Se não bater nestes times, aí então merece mesmo o castigo de cair.
O Vitória, com 45 pontos e 9º da Série A, já não cai mais para a segunda divisão, mas jogou fora o sonho de chegar a uma Libertadores, só lhe restando a meta de disputar a Sul-Americana. Mas vai ter que jogar com mais atitude neste segundo turno, a começar pelo jogo deste sábado, em Recife, contra o Náutico. Aliás, o rubro-negro, a partir de hoje, só pega times dos dois extremos – isto é, seus jogos serão contra os que estão disputando título ou estão lutando contra o rebaixamento -, sendo, portanto, batalhas difíceis e interessantes. Náutico, os dois Atléticos e o Vasco da Gama, que estão na corda bamba, Grêmio e Palmeiras, que brigam pela glória.
É preciso saber se Wagner Mancini vai continuar fazendo tantas experiências e contradizendo os anseios da torcida, com escalações que só mesmo ele entende.
Torço para que o técnico rubro-negro seja mais feliz neste seu final de feira, encontrando ingredientes mais resistentes para condimentar o time do Vitória.
Parece-me que o mais sensato é considerar que os nossos dois maiores representantes de campeonatos nacionais, o Vitória da elite e o Bahia da intermediária, estão no fim de feira. Escombros mesmo foi o que deixaram Itabuna, Atlético e Vitória da Conquista, que participaram de uma terceira divisão e só acumularam imprevidências e fracassos.
Outro dia, ouvi de uma dona de casa o protesto contra a empregada desonesta que recebia até uma boa quantia para fazer a feira, mas que todo sábado, saía de casa bem cedinho e só voltava no início da noite. Não raras vezes, com a desculpa de que o ônibus quebrou, de que pegou um engarrafamento enorme – e até mesmo que havia dois assaltantes no buzu e o motorista levou todo mundo para o distrito policial.
Tamanha era a reincidência que a ilustre senhora seguiu cautelosamente a secretária do lar e acabou descobrindo que a espertalhona chegava cedo na feira, mas ficava esperando a tarde cair, quando chega a hora de pechincha. E então, escolhia os produtos hortifrutigranjeiros que ainda podiam ser consumidos, a preço baixo, e ficava com o troco. Só que, quando chegava a quarta-feira, tudo começava a murchar – o tomate, o pimentão, a cebolinha, o coentro, o hortelã, tudo mesmo não passava de velhos e imprestáveis ingredientes. Ela até contou que em algumas semanas, mesmo comprados no fim de feira, as mercadorias serviram para alguma coisa.
Prefiro pensar em Bahia e Vitória nesta última hipótese, servindo para alguma coisa, depois de fazer os prós e contras de seus desempenhos nos campeonatos que participam. Que o Bahia pelo menos permaneça na segunda divisão, porque há muito tempo pensar em subir é uma grande utopia e o Vitória consiga manter-se entre os 12 primeiros colocados, para garantir presença na Sul-Americana.
É duro ter que ver o Bahia, com 42 pontos e em 11º lugar, cair mais uma vez, principalmente quando, na situação em que se encontra, mesmo que não ganhe neste sábado do Bragantino, lá no Marcelo Stefani, em Bragança, só precisa de mais uns seis pontos nestes 18 que ainda disputa, para atingir esse objetivo que, se não é o ideal, pelo menos não é tão desastroso quanto voltar ao fundo do poço. Além de Bragantino e Ponte Preta, que teoricamente são adversários difíceis, o tricolor ainda joga contra Brasiliense, CRB, Marília e Gama, sendo que três destes jogos serão em Feira de Santana. Se não bater nestes times, aí então merece mesmo o castigo de cair.
O Vitória, com 45 pontos e 9º da Série A, já não cai mais para a segunda divisão, mas jogou fora o sonho de chegar a uma Libertadores, só lhe restando a meta de disputar a Sul-Americana. Mas vai ter que jogar com mais atitude neste segundo turno, a começar pelo jogo deste sábado, em Recife, contra o Náutico. Aliás, o rubro-negro, a partir de hoje, só pega times dos dois extremos – isto é, seus jogos serão contra os que estão disputando título ou estão lutando contra o rebaixamento -, sendo, portanto, batalhas difíceis e interessantes. Náutico, os dois Atléticos e o Vasco da Gama, que estão na corda bamba, Grêmio e Palmeiras, que brigam pela glória.
É preciso saber se Wagner Mancini vai continuar fazendo tantas experiências e contradizendo os anseios da torcida, com escalações que só mesmo ele entende.
Torço para que o técnico rubro-negro seja mais feliz neste seu final de feira, encontrando ingredientes mais resistentes para condimentar o time do Vitória.