SUPERAR O DESCRÉDITO
Dá pena ouvir torcedores do Bahia insistindo em clamar por melhores dias, com o time cumprindo mais uma campanha ridícula fora da Primeira Divisão, faltando comida na concentração e empregados da rouparia e da cozinha valendo-se de uma greve para receber seus míseros salários.
Sem nenhuma intenção de ter a verdade nem ser o descobridor de alternativas saneadoras, o único jeito que há é a atual diretoria convocar uma reunião em caráter de urgência e passar o bastão para quem realmente se sinta em condições de superar esta agonia, cujo desfecho pode ser o mais trágico possível, pois entra ano e sai ano, não se vê uma solução prática nem algum auxílio condizente com as atuais necessidades. O que tem havido é muito choro, críticas e acusações, mas tudo vai continuando dentro da mesma pobreza de idéias e de realizações.
O Vitória, que no primeiro turno chegou a ser apontado como um dos favoritos ao título da Série A, agora anda envolvido em grande depressão, com o técnico Wagner Mancini confuso, fazendo verdadeira salada russa nas últimas escalações e o rubro-negro só não começa a ser ameaçado de degola, porque acumulou uma boa quantidade de pontos, enquanto o seu esquema não foi tão previsível quanto nesta fase do campeonato.
O descrédito é geral: os torcedores já não falam em ir ao estádio com a euforia de antes, até neste jogo de hoje contra o Flamengo, vencido em pleno Maracanã, por 1-0, é provável que as duas torcidas estejam rigorosamente equilibradas, porque há uma grande expectativa de o time carioca fazer valer a sua melhor fase.
É claro que o futebol sempre proporciona algumas surpresas, mas há uma verdade muito clara que o nosso representante entra nesta quarta-feira em seu próprio estádio sem o favoritismo de outros jogos, porque caiu tanto de produção, que vai ser preciso se superar muito para resgatar a confiança de seus adeptos.
Há problemas muito visíveis: o meio-campo seguidamente alterado, iniciando sem a experiência e o talento de Ramon Menezes, o ataque sem um goleador-referência, porque tanto Robert quanto Rodrigão estão muito longe do ideal e a zaga apresentando constantes falhas, com o lateral Marco Aurélio, de pouca força e sem brilho, o zagueiro Leonardo Silva no pior de sua fase, além da ausência de Anderson Martins, que tem sido o melhor do setor. É muito triste ver que o nosso futebol ainda não ganhou a pegada dos maiores centros do país. Cidades menos populosas do que Salvador, como Belo Horizonte e Porto Alegre, sempre competem com Rio e São Paulo com constante eficiência, principalmente com Grêmio, Inter e Cruzeiro.
Aqui é de caju em caju que nossos dois times fazem bonito em campeonatos brasileiros – o Bahia com um título em 1988 e o Vitória com um segundo lugar, em 1993 e raríssimas vezes chegando entre os cinco primeiros -, porque nos outros anos, permanecer na divisão de elite já tem sido uma sacrificada glória.
O Bahia, então, como as coisas se desenham, vai ser difícil voltar a dar alegrias na divisão que sua imensa e apaixonada torcida merece.
Precisamos, com certeza, superar esta fase de descrédito. E a receita é planejar com coragem, eficiência e profissionalismo. Não vai ser com omissão ou se fazendo de vítimas que os nossos dirigentes poderão chegar a uma situação menos complicada, mas com ação enérgica e tomada de posição firme e definitiva.
Sem nenhuma intenção de ter a verdade nem ser o descobridor de alternativas saneadoras, o único jeito que há é a atual diretoria convocar uma reunião em caráter de urgência e passar o bastão para quem realmente se sinta em condições de superar esta agonia, cujo desfecho pode ser o mais trágico possível, pois entra ano e sai ano, não se vê uma solução prática nem algum auxílio condizente com as atuais necessidades. O que tem havido é muito choro, críticas e acusações, mas tudo vai continuando dentro da mesma pobreza de idéias e de realizações.
O Vitória, que no primeiro turno chegou a ser apontado como um dos favoritos ao título da Série A, agora anda envolvido em grande depressão, com o técnico Wagner Mancini confuso, fazendo verdadeira salada russa nas últimas escalações e o rubro-negro só não começa a ser ameaçado de degola, porque acumulou uma boa quantidade de pontos, enquanto o seu esquema não foi tão previsível quanto nesta fase do campeonato.
O descrédito é geral: os torcedores já não falam em ir ao estádio com a euforia de antes, até neste jogo de hoje contra o Flamengo, vencido em pleno Maracanã, por 1-0, é provável que as duas torcidas estejam rigorosamente equilibradas, porque há uma grande expectativa de o time carioca fazer valer a sua melhor fase.
É claro que o futebol sempre proporciona algumas surpresas, mas há uma verdade muito clara que o nosso representante entra nesta quarta-feira em seu próprio estádio sem o favoritismo de outros jogos, porque caiu tanto de produção, que vai ser preciso se superar muito para resgatar a confiança de seus adeptos.
Há problemas muito visíveis: o meio-campo seguidamente alterado, iniciando sem a experiência e o talento de Ramon Menezes, o ataque sem um goleador-referência, porque tanto Robert quanto Rodrigão estão muito longe do ideal e a zaga apresentando constantes falhas, com o lateral Marco Aurélio, de pouca força e sem brilho, o zagueiro Leonardo Silva no pior de sua fase, além da ausência de Anderson Martins, que tem sido o melhor do setor. É muito triste ver que o nosso futebol ainda não ganhou a pegada dos maiores centros do país. Cidades menos populosas do que Salvador, como Belo Horizonte e Porto Alegre, sempre competem com Rio e São Paulo com constante eficiência, principalmente com Grêmio, Inter e Cruzeiro.
Aqui é de caju em caju que nossos dois times fazem bonito em campeonatos brasileiros – o Bahia com um título em 1988 e o Vitória com um segundo lugar, em 1993 e raríssimas vezes chegando entre os cinco primeiros -, porque nos outros anos, permanecer na divisão de elite já tem sido uma sacrificada glória.
O Bahia, então, como as coisas se desenham, vai ser difícil voltar a dar alegrias na divisão que sua imensa e apaixonada torcida merece.
Precisamos, com certeza, superar esta fase de descrédito. E a receita é planejar com coragem, eficiência e profissionalismo. Não vai ser com omissão ou se fazendo de vítimas que os nossos dirigentes poderão chegar a uma situação menos complicada, mas com ação enérgica e tomada de posição firme e definitiva.