FORA DO PONTO
Segunda-feira, o Divino, premiado cozinheiro do Exército e torcedor do Bahia, descobriu-me em um ônibus que vinha de Feira de Santana, puxou papo e aprendi muita coisa com o simpático jovem.
Conversa vai, conversa vem – e porque ambos temos prazer em cozinhar, ele por profissão, eu por hobby – o futebol foi comparado à arte de cozinhar.
- Tudo tem que ficar no ponto, senão fica desenchavido, insosso, sem presença e sabor! – disse-me o Luiz Cláudio Divino, dando-me uma verdadeira aula de culinária durante os 90 minutos do percurso Feira-Salvador.
Entre os vários ensinamentos, explicou como se faz um bom bacalhau gratinado, com batatas, ervilhas, milho verde e molho branco; tirou-me a grande cisma de uma tal salada de polvo que me meti a fazer, mas que sempre acaba em pedaços de chicletes, que a gente mastiga, mastiga, mas não consegue engolir.
- Para ficar molinho e no ponto, polvo tem que ser cozido com muita cebola, muita cebola mesmo – explicou-me o Divino, acrescentando: “Fazer comida é como futebol, se o técnico não encontra o ponto, o time desanda, não apruma, têm altas e baixas, perde o equilíbrio”.
É justamente isso que está acontecendo com o Vitória: o time não encontra mais aquele ponto que o transformou em um prato saboroso para a sua torcida. Até neste jogo contra o São Paulo, quando resolveu encarar o famoso time do Morumbi, não foi um time equilibrado, ficou procurando o ponto da receita e acabou perdendo um jogo que bem poderia ter empatado.
Não posso deixar de lembrar que o careca Héber Roberto Lopes andou prejudicando o rubro-negro, deixando de marcar uma penalidade máxima. Mas o Vitória, que fez a sua melhor apresentação nesta etapa do campeonato, não encontrou o ponto definitivo que o fez elogiável na etapa inicial da competição.
E quais são os motivos? Além de alguns dos seus principais jogadores haverem caído muito de produção, Wagner Mancini tem mexido muito na estrutura da equipe – tem até cometido vários pecados de incoerência, escalando jogadores que podem até ser bons para ele, mas que não caem no gosto da torcida nem da imprensa. E então seria o momento de o treinador se questionar e ter a humildade de seguir alguns clamores da maioria esmagadora.
É bom o nosso bicampeão tomar tenência e ganhar pelo menos mais umas duas ou três partidas das sete que ainda restam, sob pena de nem conquistar uma vaga para a Sul-Americana. E de ter a sua participação na Primeira Divisão muito questionada.
Falar em questionamentos, o Bahia, nosso representante da Segunda Divisão, tenta reabilitar-se nestes dois próximos jogos, sendo que o primeiro ocorre neste sábado, 25, contra o São Caetano, no Anacleto Campanella, e o outro na próxima semana em Bragança Paulista, contra o sempre perigoso Bragantino.
Está neste pé: ou ganha pelo menos dois pontinhos nestas partidas, ou fica ameaçado até de degola. Mas ainda prefiro afirmar que o Tricolor se não sobe mais, também não vai dar o vexame de voltar para o Inferno da Terceira Divisão.
Conversa vai, conversa vem – e porque ambos temos prazer em cozinhar, ele por profissão, eu por hobby – o futebol foi comparado à arte de cozinhar.
- Tudo tem que ficar no ponto, senão fica desenchavido, insosso, sem presença e sabor! – disse-me o Luiz Cláudio Divino, dando-me uma verdadeira aula de culinária durante os 90 minutos do percurso Feira-Salvador.
Entre os vários ensinamentos, explicou como se faz um bom bacalhau gratinado, com batatas, ervilhas, milho verde e molho branco; tirou-me a grande cisma de uma tal salada de polvo que me meti a fazer, mas que sempre acaba em pedaços de chicletes, que a gente mastiga, mastiga, mas não consegue engolir.
- Para ficar molinho e no ponto, polvo tem que ser cozido com muita cebola, muita cebola mesmo – explicou-me o Divino, acrescentando: “Fazer comida é como futebol, se o técnico não encontra o ponto, o time desanda, não apruma, têm altas e baixas, perde o equilíbrio”.
É justamente isso que está acontecendo com o Vitória: o time não encontra mais aquele ponto que o transformou em um prato saboroso para a sua torcida. Até neste jogo contra o São Paulo, quando resolveu encarar o famoso time do Morumbi, não foi um time equilibrado, ficou procurando o ponto da receita e acabou perdendo um jogo que bem poderia ter empatado.
Não posso deixar de lembrar que o careca Héber Roberto Lopes andou prejudicando o rubro-negro, deixando de marcar uma penalidade máxima. Mas o Vitória, que fez a sua melhor apresentação nesta etapa do campeonato, não encontrou o ponto definitivo que o fez elogiável na etapa inicial da competição.
E quais são os motivos? Além de alguns dos seus principais jogadores haverem caído muito de produção, Wagner Mancini tem mexido muito na estrutura da equipe – tem até cometido vários pecados de incoerência, escalando jogadores que podem até ser bons para ele, mas que não caem no gosto da torcida nem da imprensa. E então seria o momento de o treinador se questionar e ter a humildade de seguir alguns clamores da maioria esmagadora.
É bom o nosso bicampeão tomar tenência e ganhar pelo menos mais umas duas ou três partidas das sete que ainda restam, sob pena de nem conquistar uma vaga para a Sul-Americana. E de ter a sua participação na Primeira Divisão muito questionada.
Falar em questionamentos, o Bahia, nosso representante da Segunda Divisão, tenta reabilitar-se nestes dois próximos jogos, sendo que o primeiro ocorre neste sábado, 25, contra o São Caetano, no Anacleto Campanella, e o outro na próxima semana em Bragança Paulista, contra o sempre perigoso Bragantino.
Está neste pé: ou ganha pelo menos dois pontinhos nestas partidas, ou fica ameaçado até de degola. Mas ainda prefiro afirmar que o Tricolor se não sobe mais, também não vai dar o vexame de voltar para o Inferno da Terceira Divisão.