HORA DA VERDADE
Se os triunfos de Bahia e Vitória sobre Corinthians ainda não definem conquistas de vaga para a elite ou disputa de Libertadores, derrotas praticamente sepultam quaisquer possibilidades desses objetivos.
Não vejo bicho-de-sete-cabeças o tricolor ganhar do Corinthians, em Feira, e o Vitória derrotar o Fluminense, no Manoel Barradas, mas tenho que ser realista: vão ter que jogar com muito mais raça, brilho técnico e atitude.
O Vitória caiu muito de produção neste segundo turno. Dos quatro jogos que aqui realizou, ganhou dois (1x0 Coritiba e 3x1 Portuguesa), empatou os outros dois (0x0 Sport e 0x0 Ipatinga), mas jogou seis partidas fora, só ganhando uma (2x1 Figueirense), perdendo as outras (1x2 Cruzeiro, 0x2 Santos, 0x1 Inter, 0x3 Goiás e 1x3 Botafogo). Portanto, apesar de sua campanha ser até aceitável em casa, no geral é muito ruim, conquistando apenas 11 pontos em 30 disputados. E se não tivesse sido muito boa no primeiro turno, poderia até estar lutando contra o rebaixamento.
O Bahia é uma incógnita: o que precisa mostrar é se realmente mudou o astral com o novo técnico, Ferdinando Teixeira, ou se o sucesso obtido diante do Vila Nova (3x2), em Feira de Santana, foi apenas uma repetição das estréias de Arturzinho e Roberto Cavalo quando, também, o time fez bonito, jogando com desmedido empenho.
O drama tricolor nesta segunda etapa tem sido os jogos fora de casa, onde perdeu todos (1x5 Fortaleza, 2x3 Barueri, 0x3 Paraná, 1x5 ABC e 1x4 Avaí). Na primeira fase foi no terreiro adversário que o Bahia ganhou mais pontos. Já em Feira, neste atual turno, melhorou o comportamento, vencendo quatro das seis partidas (3x0 América, 2x0 Criciúma, 1x0 Juventude e 3x2 Vila Nova) empatando uma (1x1 Ceará), perdendo outra (1x4 Santo André). Conquistou 13 pontos em 33 disputados.
Assim, tanto tricolores quanto rubro-negros estão com bons históricos em suas casas nesta fase da competição e poderão melhorar esse desempenho justamente nestas partidas do sábado e do domingo. Mas ainda ficam distantes de seus objetivos. O Bahia, olhando pelo lado de não cair de divisão, fica tranqüilo, mas em termos de subir para a primeira, vai ter que continuar fazendo muitas contas, dependendo de tropeços dos que estão à sua frente, recorrendo a promessas e orações. O Vitória tem apenas uma vantagem: nunca esteve ameaçado de degola e, agora, se tiver juízo, se agarra na possibilidade concreta de disputar a Sul-Americana.
O que também preocupa é que, em semana de jogos tão difíceis, há denuncias de indisciplina, com jogadores de Bahia e de Vitória embriagados na calada da noite, dois dias antes de entrar em campo. Insisto que não cabe a cronistas o papel de policiar ou de punir, apenas – e isso eu tenho feito -, de achar que essas coisas só acontecem com pessoas irresponsáveis e que os dirigentes estão na obrigação de adotar medidas enérgicas.
Quanto a torcedores, já estou calejado: bastam ganhar os jogos, atingir os objetivos técnicos, esses desmandos passam a ser até pitorescos e aceitáveis.
Não vejo bicho-de-sete-cabeças o tricolor ganhar do Corinthians, em Feira, e o Vitória derrotar o Fluminense, no Manoel Barradas, mas tenho que ser realista: vão ter que jogar com muito mais raça, brilho técnico e atitude.
O Vitória caiu muito de produção neste segundo turno. Dos quatro jogos que aqui realizou, ganhou dois (1x0 Coritiba e 3x1 Portuguesa), empatou os outros dois (0x0 Sport e 0x0 Ipatinga), mas jogou seis partidas fora, só ganhando uma (2x1 Figueirense), perdendo as outras (1x2 Cruzeiro, 0x2 Santos, 0x1 Inter, 0x3 Goiás e 1x3 Botafogo). Portanto, apesar de sua campanha ser até aceitável em casa, no geral é muito ruim, conquistando apenas 11 pontos em 30 disputados. E se não tivesse sido muito boa no primeiro turno, poderia até estar lutando contra o rebaixamento.
O Bahia é uma incógnita: o que precisa mostrar é se realmente mudou o astral com o novo técnico, Ferdinando Teixeira, ou se o sucesso obtido diante do Vila Nova (3x2), em Feira de Santana, foi apenas uma repetição das estréias de Arturzinho e Roberto Cavalo quando, também, o time fez bonito, jogando com desmedido empenho.
O drama tricolor nesta segunda etapa tem sido os jogos fora de casa, onde perdeu todos (1x5 Fortaleza, 2x3 Barueri, 0x3 Paraná, 1x5 ABC e 1x4 Avaí). Na primeira fase foi no terreiro adversário que o Bahia ganhou mais pontos. Já em Feira, neste atual turno, melhorou o comportamento, vencendo quatro das seis partidas (3x0 América, 2x0 Criciúma, 1x0 Juventude e 3x2 Vila Nova) empatando uma (1x1 Ceará), perdendo outra (1x4 Santo André). Conquistou 13 pontos em 33 disputados.
Assim, tanto tricolores quanto rubro-negros estão com bons históricos em suas casas nesta fase da competição e poderão melhorar esse desempenho justamente nestas partidas do sábado e do domingo. Mas ainda ficam distantes de seus objetivos. O Bahia, olhando pelo lado de não cair de divisão, fica tranqüilo, mas em termos de subir para a primeira, vai ter que continuar fazendo muitas contas, dependendo de tropeços dos que estão à sua frente, recorrendo a promessas e orações. O Vitória tem apenas uma vantagem: nunca esteve ameaçado de degola e, agora, se tiver juízo, se agarra na possibilidade concreta de disputar a Sul-Americana.
O que também preocupa é que, em semana de jogos tão difíceis, há denuncias de indisciplina, com jogadores de Bahia e de Vitória embriagados na calada da noite, dois dias antes de entrar em campo. Insisto que não cabe a cronistas o papel de policiar ou de punir, apenas – e isso eu tenho feito -, de achar que essas coisas só acontecem com pessoas irresponsáveis e que os dirigentes estão na obrigação de adotar medidas enérgicas.
Quanto a torcedores, já estou calejado: bastam ganhar os jogos, atingir os objetivos técnicos, esses desmandos passam a ser até pitorescos e aceitáveis.