O FALSO E O VERDADEIRO
O que mais preocupa não é o fato de o Bahia haver levado esta goleada de 5x1 contra o inexpressivo ABC. Afinal, de uns cinco anos pra cá, é apenas mais uma humilhante derrota. Levar de quatro, cinco e até sete já não é mais novidade neste clube de gigantesca história e que, agora, vive a penúria de time pequeno, sem recursos financeiros, de idéias e criatividade, sem orientação técnica e administrativa, envolvido em cavernoso labirinto, sem qualquer esperança de saída, como nos famosos contos de terror.
Não chega a ser irremediável a mácula causada pelas denúncias de que jogadores se reúnem na calada da noite para programar derrotas acachapantes e derrubar treinadores. Afinal, essas ruidosas revelações são muito próprias da paixão ferida, do medo de reconhecer quanto se apequenou o famoso “Esquadrão de Aço”, ultimamente participando de competições regionais e nacionais como mero coadjuvante e caixa de pancadas.
Se essas mazelas estivessem acontecendo a um grande clube, bem administrado, de divisas econômicas concretas e meios reais de sobrevivência, em um estalar de dedos, dirigentes e treinadores tomariam atitudes enérgicas e essas arestas seriam dissipadas.
O maior problema tricolor – e isso tem lhe causado uma enfermidade quase irreversível – é que se não há qualquer tipo de representatividade ou atitude nos atuais dirigentes, também não existe o menor sinal de uma oposição forte, de pessoas qualificadas, que assumam a postura de opositores com os meios de resolver esses descaminhos.
O Bahia atual tem três facções, todas elas muito débeis, portanto inconseqüentes: dirigentes omissos, torcedores fanáticos ou raivosos e uma oposição que só aparece para criticar, sem apresentar qualquer projeto que possa recuperar todos os títulos e todas as glórias de um passado que está ficando cada vez mais distante.
Toda família ou grupo social que cai em desgraça financeira ou falência de valores não pode jamais deixar de abandonar o princípio da humildade – e isso o Bahia não sabe fazer. A cada farinha molhada que come, arrota caviar. Em lugar de reconhecer as suas fraquezas, arregimentar forças e partir para uma nova vida, sem promessas ou vãs pretensões, continua exercitando o oposto, criando expectativas até de ser, com todas as tragédias que tem enfrentado, campeão estadual, da Copa do Brasil, do Brasileiro e da Libertadores.
Falta, portanto, a sinergia de um pensamento bem direcionado, de busca dos quesitos de vencedor, já perdidos há quase uma década. Tem, sim, que reconhecer o drama em que se meteu, reestruturar a Divisão de Base, estabelecer um planejamento operacional de quem realmente quer voltar a ser forte.
Já é muito cansativo, para qualquer pessoa sensata, ficar dando ouvidos a acusações que nada resolvem: que neste jogo foi o técnico que mudou errado, naquele outro porque o goleiro falhou, na goleada seguinte por causa do gramado encharcado, na próxima decepção porque o time fez corpo mole. É assim que as grandes instituições se acabam, porque os seus adeptos e dirigentes sofismam muito e não meditam as verdadeiras causas de seus fracassos momentâneos.
Sobre o Vitória, que voltou a ganhar na Série A (3x1 contra a Portuguesa), bem que poderia até estar disputando o título se não houvesse aderido à pequenez contra Sport e Ipatinga, em seu próprio estádio, quando não passou de empates sem gols, e em outros jogos lá fora, quando respeitou muito os seus adversários.
Mas, de qualquer jeito, parece que o Robert é o melhor substituto para o goleador Dinei e Marquinhos já restabelece a eficiência de seu bom futebol. O que me preocupa são as seguidas mudanças que Wagner Mancini vem fazendo no time, deixando a impressão de haver perdido a liga e o tempo do esquema que ele próprio montou.
Tanto Bahia quanto Vitória, cada um na sua devida situação, precisam distinguir bem o que é conceito salso ou verdadeiro.
Não chega a ser irremediável a mácula causada pelas denúncias de que jogadores se reúnem na calada da noite para programar derrotas acachapantes e derrubar treinadores. Afinal, essas ruidosas revelações são muito próprias da paixão ferida, do medo de reconhecer quanto se apequenou o famoso “Esquadrão de Aço”, ultimamente participando de competições regionais e nacionais como mero coadjuvante e caixa de pancadas.
Se essas mazelas estivessem acontecendo a um grande clube, bem administrado, de divisas econômicas concretas e meios reais de sobrevivência, em um estalar de dedos, dirigentes e treinadores tomariam atitudes enérgicas e essas arestas seriam dissipadas.
O maior problema tricolor – e isso tem lhe causado uma enfermidade quase irreversível – é que se não há qualquer tipo de representatividade ou atitude nos atuais dirigentes, também não existe o menor sinal de uma oposição forte, de pessoas qualificadas, que assumam a postura de opositores com os meios de resolver esses descaminhos.
O Bahia atual tem três facções, todas elas muito débeis, portanto inconseqüentes: dirigentes omissos, torcedores fanáticos ou raivosos e uma oposição que só aparece para criticar, sem apresentar qualquer projeto que possa recuperar todos os títulos e todas as glórias de um passado que está ficando cada vez mais distante.
Toda família ou grupo social que cai em desgraça financeira ou falência de valores não pode jamais deixar de abandonar o princípio da humildade – e isso o Bahia não sabe fazer. A cada farinha molhada que come, arrota caviar. Em lugar de reconhecer as suas fraquezas, arregimentar forças e partir para uma nova vida, sem promessas ou vãs pretensões, continua exercitando o oposto, criando expectativas até de ser, com todas as tragédias que tem enfrentado, campeão estadual, da Copa do Brasil, do Brasileiro e da Libertadores.
Falta, portanto, a sinergia de um pensamento bem direcionado, de busca dos quesitos de vencedor, já perdidos há quase uma década. Tem, sim, que reconhecer o drama em que se meteu, reestruturar a Divisão de Base, estabelecer um planejamento operacional de quem realmente quer voltar a ser forte.
Já é muito cansativo, para qualquer pessoa sensata, ficar dando ouvidos a acusações que nada resolvem: que neste jogo foi o técnico que mudou errado, naquele outro porque o goleiro falhou, na goleada seguinte por causa do gramado encharcado, na próxima decepção porque o time fez corpo mole. É assim que as grandes instituições se acabam, porque os seus adeptos e dirigentes sofismam muito e não meditam as verdadeiras causas de seus fracassos momentâneos.
Sobre o Vitória, que voltou a ganhar na Série A (3x1 contra a Portuguesa), bem que poderia até estar disputando o título se não houvesse aderido à pequenez contra Sport e Ipatinga, em seu próprio estádio, quando não passou de empates sem gols, e em outros jogos lá fora, quando respeitou muito os seus adversários.
Mas, de qualquer jeito, parece que o Robert é o melhor substituto para o goleador Dinei e Marquinhos já restabelece a eficiência de seu bom futebol. O que me preocupa são as seguidas mudanças que Wagner Mancini vem fazendo no time, deixando a impressão de haver perdido a liga e o tempo do esquema que ele próprio montou.
Tanto Bahia quanto Vitória, cada um na sua devida situação, precisam distinguir bem o que é conceito salso ou verdadeiro.