UM ADVERSÁRIO TRAIÇOEIRO
Por Edson Almeida
Enquanto esperava o trânsito fluir, ouvi várias afirmações de torcedores, tentando justificar porque o Vitória perdeu para o São Paulo de forma tão contundente. Falaram motivos de todo tipo, mas dois deles me pareceram os de maior efeito para traduzir a derrota rubro-negra: o São Paulo é um time traiçoeiro, é um time que sabe esperar. Verdades inquestionáveis: tem ótimos jogadores, todos praticamente no mesmo nível, um goleiro excepcional, forte pegada no meio-campo, mas que tem como maior de todas as virtudes jogar sem pressa, ser taticamente aplicado e paciente, cronometrar o exato momento de contra-atacar e fazer os seus gols.
Não acho que o Vitória tenha feito o pior jogo de sua vida nem se apequenado diante do bicampeão brasileiro. Foi valente, buscou o triunfo, a partida teve momentos de grande emoção, tanto pela disposição dos times quanto pela fantástica e animada torcida dos 40.000 que lotaram o Barradão. As ausências de Renan e Marcelo Cordeiro foram sentidas, não porque o Marco Antônio e o Daniel tivessem sido fracos, mas os que saíram vêm sendo de fundamental importância no esquema de Wagner Mancini. Renan como segundo protetor de zaga, Cordeiro pelas jogadas de fundo, apoiando e servindo o ataque.
Mas o São Paulo, sem precisar jogar sempre no ataque, chegou a um placar expressivo jogando no contragolpe, com Rogério Ceni fazendo um jogo irrepreensível, umas três defesas de um goleiro realmente fantástico. Foi, sem qualquer dúvida, o melhor de todos em campo – e isso mostra que o dono da casa lutou, não se intimidou, mas acabou tendo que se curvar diante seguramente do melhor desempenho do time do Morumbi no atual campeonato.
Acho que o Vitória está na média, porque seria até uma insanidade apresenta-lo como favorito ao título. O que o time da Toca tem que fazer é manter-se tranqüilo, trabalhar com firmeza, continuar unido em todos os seus segmentos para conseguir uma das vagas para a Libertadores ou Sul-Americana. São conquistas perfeitamente possíveis.
Ficou claro que a grande torcida que foi ao estádio, proporcionando uma linda festa, certamente voltou para casa desapontada e vai se retrair no jogo de quarta-feira, contra o Náutico, caso o seu time não consiga surpreender o líder Flamengo neste domingo, no Maracanã. Mas é preciso entender que o Vitória disputa o maior e mais difícil campeonato do mundo, contra as melhores equipes nacionais, estando sempre exposta a esses problemas dentro da competição. Situação terrível é a dos inicialmente favoritos Santos e Fluminense, que agora transitam congestionados na zona do rebaixamento.
Uma disputa deste nível não pode ser considerada como favas contadas para ninguém, mesmo quando se joga em casa. Até o campeonato terminar, tenho certeza, muitas alegrias serão comemoradas, mas, também, vários momentos de tristeza terão que ser absorvidos. Portanto, é fundamental não entrar em desespero. Aliás, este próximo final de semana exige calma, empenho, superação. Nossos dois grandes times estarão envolvidos em jogos dificílimos, em que os adversários são francos favoritos: o Bahia contra o Corinthians, no sábado, no Pacaembu, pela Série B e o Vitória diante do Flamengo, no domingo, no Maracanã, pela Série A.
O país inteiro aposta no Corinthians e no Flamengo, líderes de suas competições, de ótimas campanhas. Mas isso não quer dizer que os dois times baianos já estejam derrotados. Já os vi em situações bem piores chegando a resultados positivos. E não se trata de jogar na defesa, como coelhos acuados, com medo dos cães perdigueiros. Tem que dar calor neles também.
Pelo menos, se perder, perder com a dignidade que o Vitória teve contra o bicampeão e sempre favorito São Paulo.
Enquanto esperava o trânsito fluir, ouvi várias afirmações de torcedores, tentando justificar porque o Vitória perdeu para o São Paulo de forma tão contundente. Falaram motivos de todo tipo, mas dois deles me pareceram os de maior efeito para traduzir a derrota rubro-negra: o São Paulo é um time traiçoeiro, é um time que sabe esperar. Verdades inquestionáveis: tem ótimos jogadores, todos praticamente no mesmo nível, um goleiro excepcional, forte pegada no meio-campo, mas que tem como maior de todas as virtudes jogar sem pressa, ser taticamente aplicado e paciente, cronometrar o exato momento de contra-atacar e fazer os seus gols.
Não acho que o Vitória tenha feito o pior jogo de sua vida nem se apequenado diante do bicampeão brasileiro. Foi valente, buscou o triunfo, a partida teve momentos de grande emoção, tanto pela disposição dos times quanto pela fantástica e animada torcida dos 40.000 que lotaram o Barradão. As ausências de Renan e Marcelo Cordeiro foram sentidas, não porque o Marco Antônio e o Daniel tivessem sido fracos, mas os que saíram vêm sendo de fundamental importância no esquema de Wagner Mancini. Renan como segundo protetor de zaga, Cordeiro pelas jogadas de fundo, apoiando e servindo o ataque.
Mas o São Paulo, sem precisar jogar sempre no ataque, chegou a um placar expressivo jogando no contragolpe, com Rogério Ceni fazendo um jogo irrepreensível, umas três defesas de um goleiro realmente fantástico. Foi, sem qualquer dúvida, o melhor de todos em campo – e isso mostra que o dono da casa lutou, não se intimidou, mas acabou tendo que se curvar diante seguramente do melhor desempenho do time do Morumbi no atual campeonato.
Acho que o Vitória está na média, porque seria até uma insanidade apresenta-lo como favorito ao título. O que o time da Toca tem que fazer é manter-se tranqüilo, trabalhar com firmeza, continuar unido em todos os seus segmentos para conseguir uma das vagas para a Libertadores ou Sul-Americana. São conquistas perfeitamente possíveis.
Ficou claro que a grande torcida que foi ao estádio, proporcionando uma linda festa, certamente voltou para casa desapontada e vai se retrair no jogo de quarta-feira, contra o Náutico, caso o seu time não consiga surpreender o líder Flamengo neste domingo, no Maracanã. Mas é preciso entender que o Vitória disputa o maior e mais difícil campeonato do mundo, contra as melhores equipes nacionais, estando sempre exposta a esses problemas dentro da competição. Situação terrível é a dos inicialmente favoritos Santos e Fluminense, que agora transitam congestionados na zona do rebaixamento.
Uma disputa deste nível não pode ser considerada como favas contadas para ninguém, mesmo quando se joga em casa. Até o campeonato terminar, tenho certeza, muitas alegrias serão comemoradas, mas, também, vários momentos de tristeza terão que ser absorvidos. Portanto, é fundamental não entrar em desespero. Aliás, este próximo final de semana exige calma, empenho, superação. Nossos dois grandes times estarão envolvidos em jogos dificílimos, em que os adversários são francos favoritos: o Bahia contra o Corinthians, no sábado, no Pacaembu, pela Série B e o Vitória diante do Flamengo, no domingo, no Maracanã, pela Série A.
O país inteiro aposta no Corinthians e no Flamengo, líderes de suas competições, de ótimas campanhas. Mas isso não quer dizer que os dois times baianos já estejam derrotados. Já os vi em situações bem piores chegando a resultados positivos. E não se trata de jogar na defesa, como coelhos acuados, com medo dos cães perdigueiros. Tem que dar calor neles também.
Pelo menos, se perder, perder com a dignidade que o Vitória teve contra o bicampeão e sempre favorito São Paulo.