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PERDA DE POSIÇÕES

O Bahia empatou com o Vila Nova (1x1), Bragantino e Ponte Preta ganharam os seus jogos e, no balanço das contas, o tricolor perdeu mais uma posição, caindo para o 12º lugar da Série B, ainda distanciado dos classificáveis para a Série A. O Vitória perdeu para o Fluminense, no Maracanã (2x1), foi ultrapassado por Cruzeiro e Grêmio, que ganharam os seus jogos, e o rubro-negro caiu também duas casas, passando de segundo para quarto colocado, seis a menos que o líder Flamengo, que dispara a cada rodada e apenas um de gremistas e cruzeirenses.
Não foram apresentações tão decepcionantes, o que se pode contestar é a forma como os resultados ocorreram. Vacilo, descuido, falta de compenetração. O Bahia, outra vez, abriu o placar, jogou muito bem todo o primeiro tempo e voltou com a mesma apatia dos segundos tempos de vários outros jogos. Parece um negócio já programado. E que não me digam que é apenas por uma suposta falta de preparo físico, até porque seria uma grande injustiça duvidar da capacidade do excelente profissional que sempre foi Dudu Fontes. Entendo, sim, que o Bahia ainda não se compenetrou que é um time grande, pelo menos dentro de sua competição, que pode continuar com um só ritmo durante todo o jogo. Quando chega cada etapa final o nosso tricolor tem se apequenado, aceitando uma inexplicável superioridade de seus adversários.
O Vitória praticamente imitou o seu arquirrival na derrota contra o Fluminense, no Rio. Jogou com altivez durante todo o primeiro tempo, teve um melhor desempenho, poderia até já sair com vantagem, mesmo com o Flu perdendo um pênalti, que Dodô chutou para fora. Mas o bi-campeão baiano foi superior e voltou com a mesma pegada, até que marcou o gol com o menino Marquinhos, servido de excelente lançamento do experiente Ramon. Aos poucos, contudo, foi cedendo terreno, aos 20 os cariocas já eram melhores e quando chegou ao gol da virada (2x1), já eram também inexplicavelmente absolutos. Aliás, a única explicação é que, desta vez, Wagner Mancini demorou muito para consertar alguns setores da equipe, de visível desgaste técnico e físico. 
O que mais preocupa é que tanto tricolores quanto rubro-negros pegam adversários dificílimos nestas duas próximas rodadas. O Vitória recebe o reabilitado São Paulo, na quarta-feira, e volta ao Rio para enfrentar o líder invicto Flamengo, sempre favorito no Maracanã. O SP venceu o Palmeiras (2x1) e o Fla meteu 3x1 no Vasco. Mas como em casa, o Vitória anda aprontando, espera-se que possa ganhar mais uma do São Paulo, já que no Barradão o retrospecto lhe é ligeiramente favorável: em sete jogos, quatro vitórias e três derrotas.
O Bahia só volta a jogar no sábado, no Pacaembu, contra o líder e invicto Corinthians, recebendo depois o imprevisível São Caetano, em Feira, no início da próxima semana. Reafirmo não achar o Bahia um caso perdido, basta encaixar mais um resultado expressivo e o time pode ganhar jeito de pretendente a uma das quatro vagas. E quem sabe não seja neste jogo contra o Corinthians, que há algumas rodadas já não tem mostrado ser tão poderoso como se pensava...
De positivo mesmo neste final de semana que passou foi o Vitória da Conquista, que ganhou em casa do CSA (2x0) e lidera invicto o Grupo 08 da Série C. O Itabuna perdeu para o Sergipe (2x1), em Aracaju, e o Atlético para o Asa (2x0), em Arapiraca. O que abre esperança para itabunenses e atleticanos é que, agora nos três jogos da segunda fase, vão jogar duas vezes em seus domínios. Mas o Conquista, bem encaminhado, apenas confirma uma melhor preparação para disputar a terceirona. O importante mesmo é que, em todas as três divisões, ainda permanecemos vivos e respirando ares de concretas esperanças. O Vitória de permanecer entre os principais da Série A, o Bahia de entrar definitivamente na disputa de uma das quatro vagas à elite e os do interior de passarem ao segundo round.
Mas é preciso não continuar vacilando.