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TREZE PONTOS EM 15

Um fim de semana muito positivo, com 13 pontos conquistados nos 15 disputados, entre jogos das Séries A, B e C. Quatro vitórias de 2x1 e um empate de 2x2. Para completar, o Bahia quebrou a invencibilidade do Avaí em toda segundona e o Vitória a da Portuguesa dentro do Canindé.
Na Série C tivemos boas estréias, com os triunfos do Atlético (2x1), sobre o Confiança, no Antônio Carneiro, do Itabuna (2x1) contra o CSA, no Luis Viana Filho e o empate do Conquista (2x2) diante do Sergipe, em Aracaju. Na sexta-feira, pela Série B, o Bahia acabou com o jejum de triunfos no Jóia da Princesa e chegou a 2x1 contra o até então invicto Avaí e no domingo, o Vitória fez ótimo jogo com a Portuguesa, vencendo-a por 2x1.
O triunfo tricolor não foi tão importante pelo futebol apresentado quanto pelo descarrego de dois pesados fardos que tanto o atormentaram após o lastimável jogo de Caxias, quando perdeu para o Juventude, por 4x1. De uma só vez, pulou da zona de rebaixamento para uma posição mais cômoda (hoje é o 10º) e superou a síndrome não ganhar em Feira, onde só somava dois míseros empates em nove pontos disputados.
O Bahia precisa jogar muito mais do que jogou, até porque teve todas as facilidades para aplicar uma goleada, inicialmente com um jogador a mais e boa parte do segundo tempo com dois, mas quase cede o empate no final, salvando-se graças ao desempenho do goleiro Darci, que andou operando duas milagrosas defesas em chutes à queima-roupa. Precisa, também, que o técnico Arturzinho não volte a pregar susto na fiel torcida, deixando o excelente Alyson no banco de reservas. Mas valeu, porque já não foi um time tão apático quanto em outros jogos do Jóia.
O Vitória teve um primeiro tempo de time grande, no Canindé, fez dois gols e bem poderia ter dobrado o placar, tal a superioridade exercida sobre a dona da casa Portuguesa. Dominou, tocou como quis, criou inúmeras chances, fez dois gols com a maior naturalidade. Mas no segundo tempo, após um ligeiro predomínio, dando a impressão de que ampliaria o marcador, o melhor jogador da primeira fase, Marco Aurélio, cometeu uma imperdoável bobagem, sendo expulso e levando o seu time ao desespero de ter que se valer da boa fase do goleiro Viasfara, outra vez muito expressivo.
Claro que o mau segundo tempo rubro-negro não anula o mérito de sua primeira vitória fora do Barradão, mas deve ter servido de lição. Um time tão absoluto no primeiro tempo não podia, jamais, ter cometido os erros de precisão que cometeu. Estimo que deva ser o tema-central da primeira palestra de Wagner Mancini antes deste jogo contra o Botafogo, programado para quarta, oito e meia da noite, no Barradão.
Falar sobre Mancini não resta a menor dúvida de tratar-se de um jovem treinador de opinião forte, que não se curva aos clamores dos que gostam de escalar times, muito centrado em sua função de orientador tático e disciplinador. Aliás, conforme já disse, certo dia o meia Douglas Franklin, que foi um dos maiores craques e ídolos do nosso futebol, me garantiu que conhecia o trabalho deste rapaz e que ele seria uma grata confirmação no comando do Vitória. Falou que ele sabe armar times, trabalha com muita seriedade, não se deixa levar por opiniões dos outros e não admite maus profissionais no grupo que comenda.
O bom de tudo é que temos uma semana tranqüila pela frente: o Bahia tentando mais um triunfo em Feira, contra o ABC, o Vitória manter-se entre os principais times da primeira divisão, em partida muito importante contra o Botafogo e os três interioranos da Série C com amplas possibilidades de continuar com todas as chamas acesas, porque mostraram fogo na estréia.
Uma semana de expectativa de bons resultados para todos.