IGUAIS E DIFERENTES
Por Edson Almeida
Pode ser um negócio desses? Pode, sim. Bahia e Vitória, vistos sem as lentes da análise, cumprem campanhas muito semelhantes. Disputaram seis jogos (18 pontos), conquistaram oito, duas vitórias, duas derrotas, dois empates, estão em 10º lugar de suas Séries e é justamente este último aspecto que determina uma diferença muito grande em favor do rubro-negro.
O campeonato que o Bahia disputa só vale mesmo para os quatro primeiros colocados – e neste início de semana, o Corinthians, que tanto ganha que parece embalado rumo ao título de campeão, o São Caetano, o Juventude e o Ceará seriam os contemplados com a subida de divisão, enquanto os demais 16, 12 deles ficam no caminho e os quatro últimos caem para o abismo da terceira.
Já na divisão que o Vitória disputa, além de ser muito mais difícil, contra os clubes de elite, tem as suas vantagens estar em 10º lugar, porque os quatro primeiros ganham o rumo das disputas da Libertadores e os oito seguintes, a Sul-Americana. E neste caso, o nosso bi-campeão estaria inserido.
Há outra peculiaridade na campanha tricolor que me preocupa muito, o fato de só haver conquistado dois dos nove pontos disputados em seus domínios, Feira de Santana. Empatou com Fortaleza e Paraná e perdeu para o Barueri. Seu melhor desempenho tem sido fora de casa, com duas vitórias (América e Criciúma) e uma derrota diante do Santo André, o que é atípico, a contar pela própria história do clube. Bom aproveitamento de 66,6% fora, apenas 24 % em casa. O Vitória é o contrário, com duas vitórias (Figueirense e Santos) e uma derrota (Cruzeiro), no Manoel Barradas (66,6%), uma derrota (Ipatinga) e dois empates (Sport e Coritiba), fora de seus domínios, o que lhe confere um insignificante aproveitamento de 24%, embora não se possa negar que tenham sido aceitáveis os resultados da Ilha do Retiro e do Couto Pereira.
Estive no jogo do Bahia. Foi um empate normal, mas contra o pior Paraná que já esteve por aqui. E o mais desolador é que, mesmo com o nosso tricolor insistindo mais nos últimos minutos, ainda assim, taticamente o time paranista apresentou um esquema de melhor toque de bola e quase ganha em três ou quatro contragolpes bem coordenados. O Bahia teve maior volume de jogo, mas é um time inconseqüente, indefinido, sem forças reais para impor a sua condição de mandante, de dono da casa, de time lutador e bicampeão brasileiro. Vai ter que melhorar muito para almejar a classificação e não ficar até mesmo ameaçado de rebaixamento. Como sua melhor desenvoltura tem sido fora de Feira de Santana, se conseguir dois bons resultados nestes jogos que vai realizar contra o Ceará (Fortaleza) e Juventude (Caxias do Sul), aí sim passa a beirar o chamado G-4. Mas vai ter que mudar sua vida no Jóia da Princesa.
Tenho uma sugestão para o Bahia: já é hora e vez de adotar Feira como sua verdadeira casa. O tricolor manda seus jogos no Jóia, mas teima em permanecer distante, tanto na quilometragem (107 quilômetros que separam Salvador de Feira), quanto no envolvimento afetivo e social. Adotar Feira como sua cidade é empreender várias ações de comportamento: passar a treinar seus coletivos-aprontos no Jóia da Princesa, seus jogadores visitarem com freqüências creches e entidades beneficentes, uma maior integração com o povo feirense, porque assim vai conquistar simpatia e apoio, até porque nenhuma das duas equipes locais – o Fluminense e o Feirense – participa atualmente de qualquer uma das três divisões do futebol brasileiro. Mas o Bahia continua se distanciando de tudo, apenas com os queixumes de sempre para justificar os seus fracassos. Neste sábado mesmo, depois do decepcionante empate, o técnico Arturzinho, já muito menos estressado do que na passagem anterior, disse que o campo é ruim, o gramado é duro e o seu time, por essas coisas, foi o mais prejudicado, porque tinha a difícil missão de atacar com maior intensidade.
Uma outra coisa sobre o Vitória: quando cheguei ao meu destino, após o trabalho do sábado pela Transamérica FM, ouvi o dirigente Alexi Portela Júnior dizer, direto do Paraná, que continua havendo uma parceria entre o seu clube e o Atlético/PR, mas que está fora de cogitação ceder jogadores como Bida, Willians Santana, Marquinhos, Ramirez, Anderson Martins e Stefan, que eram anunciados como favas contadas para uma mudança de camisas.
Foi bom ouvir isso e é muito melhor que a torcida fique de olho e ouvidos bem abertos. Afinal, pareceria com esse tipo de transação é um negócio que tira qualquer um do sério.
Pode ser um negócio desses? Pode, sim. Bahia e Vitória, vistos sem as lentes da análise, cumprem campanhas muito semelhantes. Disputaram seis jogos (18 pontos), conquistaram oito, duas vitórias, duas derrotas, dois empates, estão em 10º lugar de suas Séries e é justamente este último aspecto que determina uma diferença muito grande em favor do rubro-negro.
O campeonato que o Bahia disputa só vale mesmo para os quatro primeiros colocados – e neste início de semana, o Corinthians, que tanto ganha que parece embalado rumo ao título de campeão, o São Caetano, o Juventude e o Ceará seriam os contemplados com a subida de divisão, enquanto os demais 16, 12 deles ficam no caminho e os quatro últimos caem para o abismo da terceira.
Já na divisão que o Vitória disputa, além de ser muito mais difícil, contra os clubes de elite, tem as suas vantagens estar em 10º lugar, porque os quatro primeiros ganham o rumo das disputas da Libertadores e os oito seguintes, a Sul-Americana. E neste caso, o nosso bi-campeão estaria inserido.
Há outra peculiaridade na campanha tricolor que me preocupa muito, o fato de só haver conquistado dois dos nove pontos disputados em seus domínios, Feira de Santana. Empatou com Fortaleza e Paraná e perdeu para o Barueri. Seu melhor desempenho tem sido fora de casa, com duas vitórias (América e Criciúma) e uma derrota diante do Santo André, o que é atípico, a contar pela própria história do clube. Bom aproveitamento de 66,6% fora, apenas 24 % em casa. O Vitória é o contrário, com duas vitórias (Figueirense e Santos) e uma derrota (Cruzeiro), no Manoel Barradas (66,6%), uma derrota (Ipatinga) e dois empates (Sport e Coritiba), fora de seus domínios, o que lhe confere um insignificante aproveitamento de 24%, embora não se possa negar que tenham sido aceitáveis os resultados da Ilha do Retiro e do Couto Pereira.
Estive no jogo do Bahia. Foi um empate normal, mas contra o pior Paraná que já esteve por aqui. E o mais desolador é que, mesmo com o nosso tricolor insistindo mais nos últimos minutos, ainda assim, taticamente o time paranista apresentou um esquema de melhor toque de bola e quase ganha em três ou quatro contragolpes bem coordenados. O Bahia teve maior volume de jogo, mas é um time inconseqüente, indefinido, sem forças reais para impor a sua condição de mandante, de dono da casa, de time lutador e bicampeão brasileiro. Vai ter que melhorar muito para almejar a classificação e não ficar até mesmo ameaçado de rebaixamento. Como sua melhor desenvoltura tem sido fora de Feira de Santana, se conseguir dois bons resultados nestes jogos que vai realizar contra o Ceará (Fortaleza) e Juventude (Caxias do Sul), aí sim passa a beirar o chamado G-4. Mas vai ter que mudar sua vida no Jóia da Princesa.
Tenho uma sugestão para o Bahia: já é hora e vez de adotar Feira como sua verdadeira casa. O tricolor manda seus jogos no Jóia, mas teima em permanecer distante, tanto na quilometragem (107 quilômetros que separam Salvador de Feira), quanto no envolvimento afetivo e social. Adotar Feira como sua cidade é empreender várias ações de comportamento: passar a treinar seus coletivos-aprontos no Jóia da Princesa, seus jogadores visitarem com freqüências creches e entidades beneficentes, uma maior integração com o povo feirense, porque assim vai conquistar simpatia e apoio, até porque nenhuma das duas equipes locais – o Fluminense e o Feirense – participa atualmente de qualquer uma das três divisões do futebol brasileiro. Mas o Bahia continua se distanciando de tudo, apenas com os queixumes de sempre para justificar os seus fracassos. Neste sábado mesmo, depois do decepcionante empate, o técnico Arturzinho, já muito menos estressado do que na passagem anterior, disse que o campo é ruim, o gramado é duro e o seu time, por essas coisas, foi o mais prejudicado, porque tinha a difícil missão de atacar com maior intensidade.
Uma outra coisa sobre o Vitória: quando cheguei ao meu destino, após o trabalho do sábado pela Transamérica FM, ouvi o dirigente Alexi Portela Júnior dizer, direto do Paraná, que continua havendo uma parceria entre o seu clube e o Atlético/PR, mas que está fora de cogitação ceder jogadores como Bida, Willians Santana, Marquinhos, Ramirez, Anderson Martins e Stefan, que eram anunciados como favas contadas para uma mudança de camisas.
Foi bom ouvir isso e é muito melhor que a torcida fique de olho e ouvidos bem abertos. Afinal, pareceria com esse tipo de transação é um negócio que tira qualquer um do sério.