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JORNADA DE SUCESSO

Pela primeira vez, já na quinta rodada, nossos dois times vencem os seus jogos, o Bahia lá fora, contra o Criciúma, pela Série B e o Vitória em seus domínios, diante do Santos. Não foram de goleadas, foram escores apertados (2x1 e 1x0), mas foram resultados expressivos e reabilitadores, depois de o tricolor haver perdido em casa para o Barueri (1x0) e o Vitória haver jogado a sua pior partida no campeonato, contra o Ipatinga, na derrota de 2x0, lá em Minas.
Em Criciúma, o resgatado Arturzinho, que voltou sob intensas críticas e muita desconfiança, conseguiu dar uma nova dinâmica ao time. É preciso que todos nós sejamos prudentes, sem os arroubos de um entusiasmo desmedido, mas, também, que se reconheça o bom primeiro tempo tricolor, quando teve atitude, partindo para cima, buscando os gols, que aconteceram com naturalidade e com méritos de time grande e tradicional, partindo para cima, buscando os gols, que aconteceram com naturalidade. Agora, já não foi a que bando desesperado, sem rumo e sem fibra.
Eu até concordo que o árbitro não tenha marcado um outro pênalti para os catarinenses e que o Bahia já não foi o mesmo no segundo tempo, mas que o resultado foi muito bom, isso foi - e dá credibilidade e confiança para o próximo jogo, a ser realizado em Feira, neste sábado, contra o Paraná, que anda muito mal na competição, mas que é uma equipe de bom histórico em tudo que disputa e, portanto, merece muito respeito e toda atenção.
Aliás, é bom lembrar que os torcedores mais atirados devem medir as conseqüências que qualquer movimento extremista pode causar neste momento de extrema depressão tricolor. Tudo de muito ruim tem acontecido: a falta de um estádio em Salvador, os recursos financeiros muito ínfimos, os desencontros entre dirigentes e torcedores, as críticas apaixonadas e sem fim. Entendo até que os atuais gestores deveriam criar coragem e passar o bastão. Mas, enquanto isso não acontece, é fundamental que todos apóiem o time e busquem os melhores resultados, porque, nesta segunda divisão, parece que umas das quatro vagas já tem dono, o Corinthians, que cumpre exemplar desempenho, com 100% de aproveitamento nas cinco primeiras rodadas.
O Vitória, nosso representante da elite, teve um extraordinário primeiro tempo contra o famoso Santos da Vila, que pode não atravessar uma boa fase, mas em cujas camisas pesam grande tradição e muitos títulos nacionais e internacionais. Foi uma primeira fase surpreendente: quando Wagner Mancini colocou em campo um time com dois meninos da Base no meio da zaga - Anderson Martins e Wallace - e preferiu Willians Santana no meio-campo, em lugar de Ramon Menezes, outra vez injustificadamente castigado no banco, tanto a imprensa quanto os torcedores ficamos apreensivos.
Mas o time jogou muita bola e o garoto Santana foi o melhor de todos em campo. Aí, vem o segundo tempo, o Santos tem um jogador expulso, Vitória na frente do placar, com mais um jogador e comandando as ações e Mancini saca Willians para colocar Muriqui. Foi um desastre. Água fria na fervura rubro-negra, o Santos cresceu e quase empata. Tá certo que o bicampeão baiano até que teve outras belas chances, também muito bem defendidas pelo Fábio Costa. Mas que a torcida viu todo o segundo tempo com o coração na mão, não se tem a menor dúvida. No final, Mancini explicou que só tirou o garoto Willians por força de uma contusão e que realmente fora muito infeliz nas mudanças. Até quando colocou Ramon e Rodrigão, não obteve o efeito que desejava.
De todas as formas, foram resultados muito expressivos e que dão oxigênio para que os nossos dois times respirem com mais alívio até o sábado: o Vitória no Couto Pereira contra o sempre perigoso Coritiba e o Bahia em Feira, diante do Paraná, que não atravessa boa fase, mas que merece muito respeito pela ótima história que tem em todos os campeonatos que participa.