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GRANDES DESAFIOS

Esta próxima rodada é de desafios para os nossos dois treinadores: de um lado, Arturzinho tenta provar a sua competência e que mesmo com o grupo limitado de jogadores que tem o Bahia pode perfeitamente sair do buraco em que se enfiou. Quatro jogos de uma segunda divisão, quatro pontos conquistados, aproveitamento pífio de 25%. Uma vitória, um empate e duas derrotas.
Wagner Mancini, sem o zagueiro Leonardo Silva e o apoiador Vanderson, que vão cumprir suspensão automática, vai ter que apresentar uma zaga compacta, a partir da proteção do meio-campo – e só lhe resta mesmo, para formar a dupla de zagueiros, os dois meninos da Base, o Anderson Martins que já vem sendo titular há mais de uma temporada e o Wallace que, de boa notícia mesmo, traz a informação de que tem sido companheiro de Anderson há longas e longas jornadas nas categorias amadoras. Mas, também, em quatro jogos tem o fraquíssimo desempenho de 25%, com os mesmos um empate, duas derrotas e uma vitória.
Por todos os aspectos, o desafio de Arturzinho é bem maior: primeiro, a missão dele é fazer o Bahia subir de divisão, e só há vagas para quatro times, com o tricolor atualmente beirando a zona de rebaixamento; depois, além de comprovadamente o time ainda necessitar de muitos reforços, o técnico substitui Paulo Comelli precisando promover testes e mais testes, para ver quem realmente tem condições de ser titular; também, o atual grupo de jogadores encontra-se sob pressão, a contar da crise que a diretoria vive, desacreditada e ameaçada de ser posta para fora, a qualquer momento, como dizem os torcedores mais fanáticos. E para completar, o tricolor vai pegar a duríssima batalha do Criciúma, no Heriberto Hulse, onde os catarinenses dificilmente perdem. Isso sem se falar no péssimo ingrediente de que o campeão brasileiro sem a Fonte Nova joga em Feira, sem uma autêntica identidade de verdadeiro dono da casa. E essa tem sido uma vantagem para os adversários.
A situação do Vitória até que está sendo mais tolerada pela sua torcida, porque, jogando uma primeira divisão, onde existem participantes bem mais fortes do que ele, alguns tropeços não afetam muito. Até porque, com a metade dos jogos que ainda faltam (17) em seu Manoel Barradas, é doloroso prensar que não vai conquistar a quantidade de pontos suficientes para se manter na divisão de elite. Só que, pensando-se mais alto, diante do grupo e dos salários disponíveis, o que se pretende mesmo é que o time da Toca pelo menos fique entre os 10 primeiros.
O que não pode é dar aulas de irregularidade, com atuações brilhantes como a da goleada diante do Figueirense e apresentações irritantes e de péssima qualidade, como foi aquela da derrota diante do fraco Ipatinga. Porque assim vai criar insegurança na torcida, que nunca poderá mesmo planejar uma ação de apoio mais festiva e menos desconfiada.
Portanto, estimo que Bahia e Vitória possam dar uma boa resposta aos anseios de suas torcidas; De um lado, o do Bahia, que realmente a equipe tenha uma atitude de time grande em uma divisão inferior, como tem feito o atual Corinthians. Jogando com personalidade fora e dentro de seus domínios. Assim, mesmo quando os resultados não forem satisfatórios a torcida saberá entender. De outro, o Vitória ser mais contundente com os seus propósitos e a sua situação. Não adianta ficar dizendo que o grupo do meio-campo rubro-negro é farto e de boa qualidade, que o ataque tem bom potencial, e, dentro de campo, uma inconstância de causar raiva. Outra coisa: Mancini tem logo que definir o time, porque esse negócio de ainda estar pesquisando quem é o melhor parece coisa de treinador inconseqüente.
Os desafios existem, estarão colocados em campo neste sábado e no domingo, mas o que a torcida espera é que sejam atuações firmes, de postura concreta, sem a vacilação das rodadas anteriores.