UM BOM PRENÚNCIO
A jornada deste sábado me provocou o prenúncio de que Bahia e Vitória não serão o grande fracasso que, duas semanas atrás, torcedores e até mesmo nós da imprensa estávamos prevendo. Poderão, sim, conseguir os seus objetivos fundamentais: o Bahia de subir para a primeira divisão e o Vitória manter-se em uma posição confortável entre os clubes de elite.
Não vamos exigir que sejam campeões, mas, já será ótimo se o tricolor arrancar umas das quatro vagas e o rubro-negro não tiver que ficar lutando por um pontinho aqui, outro acolá, para não voltar para a segunda. Ficar entre os 10 ou 12 á será um bom negócio.
Prenúncio é sempre um sentimento muito pessoal, que a gente não consegue definir muito bem, nem mesmo os catedráticos da Morfologia lingüística, ciência que se encarrega em estudar a formação e o significado das palavras e das expressões. Meu prenúncio, depois da vitória tricolor sobre o América/RN, por 1x0 e do empate rubro-negro contra o Sport/PE, por 0x0, ambos fora de casa, certamente, como todo prenúncio, não é uma verdade absoluta, mas, certamente, é um prognóstico, uma premunição, porque não dizer, um vaticínio do que mais parece que vai acontecer. Sem búzios ou sem manifestações mediúnicas, mas com os fundamentos do que foi visto nos dois jogos.
Vejam bem: depois do pálido empate do Bahia contra o Fortaleza, em Feira, quando teve todas as portas abertas para somar três pontos, com um pênalti perdido pelo Elias, algumas chances imperdíveis, a viagem para Natal foi feita sob tensão. Uns alertavam para o fato de que o América havia perdido o primeiro jogo (Criciúma, 1x0) e que voltava para o seu habitat mordido, devendo jogar o que podia e não podia; outros, mais desesperados, já repetiam a conversa de que o Bahia ultimamente só faz entregar jogos fáceis. Mas o que se viu foi o tricolor, depois de um bom primeiro tempo e de marcar um gol, ter forças suficientes para suportar a pressão potiguar. Foi ótimo resultado, foi ótima lição. Porque defensivamente o Bahia é forte, mas falta um ataque de melhor qualidade – e uma boa defesa é meia-estrada percorrida.
E o Vitória? Perdeu o primeiro jogo em casa para o Cruzeiro, todos creditaram o resultado ao goleiro do time mineiro, Fábio, mas não deixaram de argumentar que, contra o Sport, que havia eliminado no meio de semana o Inter da Copa do Brasil, era mais uma derrota tranqüila. Mas o rubro-negro deu boa resposta: defendeu-se muito bem no primeiro tempo e jogou como time grande no tempo final. Criou até mais chances, tendo um gol anulado pelo Leonardo Caciba, no mínimo muito discutível.
O importante é que, desta vez, o bicampeão baiano foi um time firme na defesa, valente nos outros setores e estreou um goleiro, o colombiano Viásfara, de excelente envergadura: bom nas bolas altas e baixas, arrojado, tranqüilo, orientador. Mesmo nos momentos mais críticas, mostrou segurança, tino, frieza em todas as suas atitudes. Nota 10. Estimo que mantenha a competência do jogo de estréia. Titular absoluto. E o mais importante é que mostrou que tem capacidade de ganhar muitos pontos dentro e fora de seus domínios.
Portanto, tenho a impressão que essas duas apresentações, a do tricolor e a do rubro-negro, deram novo alento aos torcedores e mais credibilidade junto à imprensa. Claro que os dirigentes não podem deixar de contratar ainda bons reforços para os setores carentes.
Porque o que disse é apenas uma premunição, um sentimento do que realmente os jogos da segunda rodada me apresentaram. A verdade absoluta tem que ser construída em campo pelos jogadores e técnicos.
Com atitudes coerentes dos dirigentes, que parecem ainda desatentos ao verdadeiro profissionalismo.
Não vamos exigir que sejam campeões, mas, já será ótimo se o tricolor arrancar umas das quatro vagas e o rubro-negro não tiver que ficar lutando por um pontinho aqui, outro acolá, para não voltar para a segunda. Ficar entre os 10 ou 12 á será um bom negócio.
Prenúncio é sempre um sentimento muito pessoal, que a gente não consegue definir muito bem, nem mesmo os catedráticos da Morfologia lingüística, ciência que se encarrega em estudar a formação e o significado das palavras e das expressões. Meu prenúncio, depois da vitória tricolor sobre o América/RN, por 1x0 e do empate rubro-negro contra o Sport/PE, por 0x0, ambos fora de casa, certamente, como todo prenúncio, não é uma verdade absoluta, mas, certamente, é um prognóstico, uma premunição, porque não dizer, um vaticínio do que mais parece que vai acontecer. Sem búzios ou sem manifestações mediúnicas, mas com os fundamentos do que foi visto nos dois jogos.
Vejam bem: depois do pálido empate do Bahia contra o Fortaleza, em Feira, quando teve todas as portas abertas para somar três pontos, com um pênalti perdido pelo Elias, algumas chances imperdíveis, a viagem para Natal foi feita sob tensão. Uns alertavam para o fato de que o América havia perdido o primeiro jogo (Criciúma, 1x0) e que voltava para o seu habitat mordido, devendo jogar o que podia e não podia; outros, mais desesperados, já repetiam a conversa de que o Bahia ultimamente só faz entregar jogos fáceis. Mas o que se viu foi o tricolor, depois de um bom primeiro tempo e de marcar um gol, ter forças suficientes para suportar a pressão potiguar. Foi ótimo resultado, foi ótima lição. Porque defensivamente o Bahia é forte, mas falta um ataque de melhor qualidade – e uma boa defesa é meia-estrada percorrida.
E o Vitória? Perdeu o primeiro jogo em casa para o Cruzeiro, todos creditaram o resultado ao goleiro do time mineiro, Fábio, mas não deixaram de argumentar que, contra o Sport, que havia eliminado no meio de semana o Inter da Copa do Brasil, era mais uma derrota tranqüila. Mas o rubro-negro deu boa resposta: defendeu-se muito bem no primeiro tempo e jogou como time grande no tempo final. Criou até mais chances, tendo um gol anulado pelo Leonardo Caciba, no mínimo muito discutível.
O importante é que, desta vez, o bicampeão baiano foi um time firme na defesa, valente nos outros setores e estreou um goleiro, o colombiano Viásfara, de excelente envergadura: bom nas bolas altas e baixas, arrojado, tranqüilo, orientador. Mesmo nos momentos mais críticas, mostrou segurança, tino, frieza em todas as suas atitudes. Nota 10. Estimo que mantenha a competência do jogo de estréia. Titular absoluto. E o mais importante é que mostrou que tem capacidade de ganhar muitos pontos dentro e fora de seus domínios.
Portanto, tenho a impressão que essas duas apresentações, a do tricolor e a do rubro-negro, deram novo alento aos torcedores e mais credibilidade junto à imprensa. Claro que os dirigentes não podem deixar de contratar ainda bons reforços para os setores carentes.
Porque o que disse é apenas uma premunição, um sentimento do que realmente os jogos da segunda rodada me apresentaram. A verdade absoluta tem que ser construída em campo pelos jogadores e técnicos.
Com atitudes coerentes dos dirigentes, que parecem ainda desatentos ao verdadeiro profissionalismo.