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O PREÇO DE UM CASTIGO

Os próximos jogos com o mando de campo do Bahia – Barueri e Paraná -, ainda terão hoje o local definido, se mesmo em Feira, pouco mais de 100 quilômetros de Salvador ou se uma localidade igual ou superior a 150 quilômetros, pois a Justiça Desportiva e os dirigentes da CBF ainda vão definir esta questão nesta sexta-feira.
O que já foi definido é que o tricolor teve reduzida a sua pena de sete para três partidas de mando de campo perdido, o que significa que cumpre agora apenas dois outros, contando-se o jogo já realizado contra o Fortaleza – e que a multa, também reduzida, cai de R$ 80 mil para R$ 30 mil.
A reunião da quinta-feira no Superior Tribunal de Justiça Desportiva trouxe uma grande notícia para todos os clubes: agora, declarada a nulidade dos artigos 52 e 54 do Regulamento Geral das Competições da CB, não haverá mais na perda de mando de campo, a situação de se jogar com os portões fechados, decisão que já vale desde este 15 de maio. Caberá à CBF decidir o local e a distância mínima da praça para a realização de jogos nesta situação.
Estimo que o sufoco que o Bahia vem passando, pela reincidência de alguns de seus mais exaltados torcedores, sirva de grande lição. Porque é muito cômodo se exigir bons jogadores, colocar a culpa de más campanhas sobre os ombros de diretores, técnicos e jogadores, mas o futebol profissional – e principalmente um clube do porte do Bahia – só pode ser bem planejado à luz de recursos e de receitas de estádios. E essas coisas têm ficado muito distantes do grande campeão brasileiro.   
Não adianta o torcedor se orgulhar das duas estrelinhas que tem no peito e uma minoria irresponsável levar o clube a esta situação vexatória em que se encontra, onde faltam divisas para suportar os rigores de tantas competições, principalmente um Brasileiro tão importante como o atual em que a grande meta é reconquistar o direito de voltar ao grupo de elite do futebol nacional.
O Bahia, por mais que o seu Marketing se esforce em buscar dinheiro, ainda é uma entidade de prática desportiva cuja sobrevivência tem sido através das receitas de bilheteria, tal a grandeza de sua torcida e a sempre confirmada presença em seus jogos. Só que, sem a Fonte Nova, ficou muito difícil arrecadar até mesmo para as despesas mais triviais, e com a perda de mando de campo então, tendo que sair das cercanias de Salvador, aí então ficou tudo bem mais complicado.
É fundamental que a torcida tricolor entenda, de uma vez por todas, que todo protesto é válido, à medida que o time não ande bem no campeonato, mas, sobretudo, sem os desvarios que tanto têm causado essas dificuldades. Porque atitudes impensadas, invadindo gramados, quebrando equipamentos, em lugar de alertar para medidas reabilitadoras, só representam prejuízos, punições e descrédito.
Este sábado será muito importante para os nossos dois maiores clubes: o Bahia jogando em Natal, pela Série B, contra o América, e o Vitória, pela Série A, em Recife, diante do Sport. Jogos difíceis, em que se pode até dizer que os donos da casa são os favoritos, mas que, com uma postura de times grandes, sem covardia e temores inexplicáveis, tanto Paulo Comelli quanto Wagner Mancini poderão levar tricolores e rubro-negros a bons resultados.
O Bahia tem um bom histórico contra o América, mesmo em Natal, onde já conseguiu resultados muito positivos e o Vitória precisa quebrar um velho tabu de décadas de anos, já que em Recife, consegue ganhar bem do Santa Cruz e do Náutico, mas de bom mesmo contra o Sport só tem contabilizado alguns empates.
Espero não ter que ficar analisando atuações pálidas nem derrotas humilhantes, porque será muito oportuno que nossas equipes comecem a mostrar força, determinação e atitude.