Turbilhão Feminino: ABC do futebol - a modalidade e o seu descaso com sonhos
Essa semana tivemos o início do campeonato brasileiro feminino A3, e o União ABC, do Rio Grande do Norte (RN), seria um dos times participantes. O planejamento para essa competição começou no ano passado e, de forma surpreendente, a equipe foi informada de que não poderia participar do torneio nacional.
O regulamento da CBF indica que, para a participação no torneio nacional, é necessário um torneio estadual com, pelo menos, 4 clubes, fato este que não ocorreu no campeonato feminino potiguar.
O clube que não cometeu nenhum erro em seu planejamento, pelo contrário, comentaram diversos acertos que as levaram ao título do estado, recebeu uma exclusão e teve seu calendário destruído pela má administração feita ao futebol feminino.
Em nota oficial o clube demonstrou surpresa com a exclusão da "competição mais importante do ano" e cobrou algumas respostas para "o maior pesadelo da história do clube". Na nota, foi possível ver também algumas cobranças a entidade máxima de futebol: "Quem protege o clube quando se tem erros de terceiros? E porque a CBF deixou o Estado de fora".
O caso virou matéria em vários meios de comunicação e causou revolta na torcida e atletas do clube.
Situações como o ocorrido com o time do União ABC mostram como o futebol feminino brasileiro ainda engatinha para alcançar patamares maiores.
Mais que não ter calendário nacional, os sonhos de meninas foram destruídos. E se elas não são as culpadas, por qual motivo recebem a culpa? Quem arcará com todo investimento feito?
O Turbilhão Futebol feminino existe para divulgar a modalidade da melhor forma possível e fazemos, acompanhamos o campeonato brasileiro da A3 e vimos os jogos de ida ocorridos no final de semana (22-23/04) e lamentamos que a matéria da semana seja mais um descaso com o esporte que tanto lutamos para uma evolução.
Até o momento da reportagem não houve resposta da Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol sobre o ocorrido.
