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Turbilhão Feminino: Mulheres vão a campo

Por Caio Henrique

Turbilhão Feminino: Mulheres vão a campo
Foto: Acervo da Biblioteca Nacional

"Qual é, qual é?

Futebol não é pra mulher?

Eu vou mostrar pra você, mané

Joga a bola no meu pé...".

 

Foi no ritmo de Jogadeira, composição da atleta Cacau Fernandes, que o Brasil disputou a Copa do Mundo 2019.

 

"Essa musica é dedicada

A todas aquelas meninas que sonham

Em ser jogadora de futebol

Jogadeira".

 

Foto: Reprodução / SporTV

 

Duda Weizenmann, atleta de futebol e com passagem pela Base do São José (SP) fala sobre como é buscar a oportunidade em um esporte em pleno crescimento e que é o sonho de muitas atletas espalhadas pelo Brasil:

 

"Buscar uma oportunidade em uma modalidade em pleno crescimento é um desafio diário. Assim como a grande maioria das mulheres em seus respectivos ambientes de trabalho, devemos trabalhar o dobro para ter metade do reconhecimento. Buscar oportunidades no futebol feminino é matar 2 leões por dia, é ter que lidar com situações que nenhuma mulher deveria lidar, mas que infelizmente todas precisam, como desmotivação (de amigos e familiares), obstáculos dos mais diversos e assédio por parte de superiores. Apesar do desafio diário, buscar oportunidades no futebol feminino é uma luta da qual queremos participar, para que, assim como eu encontrei um caminho mais limpo do que quem veio antes de mim, as gerações que vierem depois de mim encontrem um caminho mais limpo do que eu". 

 

"Além de muito treino e dedicação

Não tem final de semana nem feriadão

E se quiser pagode só tem no buzão

Então fecha com a palma agora no refrão...".

 

Rita Bove, atleta do Cruzeiro, contou sobre as expectativas para o futuro do futebol feminino:

 

"O futebol feminino já quebrou muitas barreiras ao longo dos anos e os desafios ainda são grandes, mesmo nos tempos atuais. No entanto a grande sacada para o desenvolvimento cada vez melhor da modalidade, ainda continua sendo enxergar o futebol feminino como pilar estratégico. A visibilidade que a modalidade vem tendo, a formação de categorias de base, a criação e fomentação de  competições e eventos, acompanhamento das mídias (sociais e televisivas) e do público, vem garantindo novos olhares e melhores investimentos na modalidade. Dessa forma é possível acreditar que o futebol feminino cresça cada vez mais, com mais mulheres em dentro e fora de campo contribuindo para que isso aconteça". 

 

"Mina de fé, de garra, swing, samba no pé

Na ginga, catimba e encanta, por ser mulher

Dona da bola não enrola

Na roda entra de sola

Seja de bola ou de samba

Faz o que quer

Quem é?

Que toca, provoca, dá de mané

Assim como quem não quer nada

Na manha chega onde quer

Faz batucada, é ousada

Na roda é respeitada

Toca instrumento e o seu de trabalho é o pé

Qual é, qual é?

Futebol não é pra mulher?

Eu vou mostrar pra você, mané

Joga a bola no meu pé".

 

Foto: Lucas Figueiredo / CBF

 

Os desafios ainda são grandes, voltamos a jogar uma Copa do Mundo, agora na Oceania. Pelo fuso horário, jogos as 4h da manhã (em alguns lugares do Brasil até mais cedo). 

 

A última parte do "Você sabe o que é impedimento" trouxe jogadoras brasileiras contando sobre sonhos, realidade, passado, presente e futuro.

 

Vocês que questionam sobre impedimento, escalações e etc. Fica algumas perguntas: Sabe quem é o atual campeão brasileiro feminino? E o atual campeão da Libertadores feminina? E quem é a melhor jogadora do mundo? Contra quem o Brasil estreia na Copa? 

 

Futebol não é para mulher? Então joga a bola no pé dela, coloca ela para narrar ou cobrir um jogo e deixa elas ditarem o ritmo da arquibancada. Surpreenda-se.