UMA QUARTA DE LIÇÕES
Vocês viram o que deu nesta quarta-feira? O poderoso Cruzeiro, que muitos já o consideravam como verdadeira Seleção, teve que se curvar diante do sempre temível e compacto Boca Juniores, amargando a mesma derrota de 2x1, sofrida em Buenos Aires, oito dias antes. E o Flamengo, tido e havido como novo furor do futebol brasileiro, passou a maior vergonha, levando uma surpreendente surra do América mexicano, justamente pelo placar que não podia, de 3x0. Os dois deram um prematuro adeus ao mais importante campeonato entre clubes das Américas.
Esses exemplos servem de lição para os nossos dois clubes, que vão estrear neste sábado, no Campeonato Brasileiro – e que muitos torcedores e companheiros, pessimistas e agourentos, já dão como derrotas certas. No caso do Vitória, na Série A, dizem que o Cruzeiro, mordido pela eliminação da Libertadores, vai chegar atropelando o rubro-negro em pleno Barradão; no do Bahia, como seu jogo será pela Série B, o que dizem é que o Fortaleza, de menor tradição, pode chegar a Feira e fazer o que o Ameriquinha amarelo dos astecas fez com o clube de maior torcida do mundo, em pleno Maracanã.
Gente pessimista sempre encontra um meio de de expressar o seu sentimento de derrotista. Tenho certeza que, se o Cruzeiro brocasse o Boca, iam logo dizendo que era um presságio perigoso para o time da Toca, cantando e gritando grandeza dos mineiros e fraqueza dos baianos. Pois eu entendo que tanto Bahia quanto Vitória podem iniciar suas competições com bons resultados.
A receita não é tão difícil assim: determinação, garra, atitude – e, sobretudo, confiança. Entrar em campo com lentidão, com mormaço, sem o arejamento do destemor e de uma busca incessante do resultado, aí cai no labirinto que os pregadores do azar estão mostrando.
Já vi, ao longo desses quarenta anos, os nossos dois clubes começarem em pior situação e alcançar resultados positivos. Lembro sempre o título nacional tricolor e o vice rubro-negro, em que no largar da bola, eram tidos como galinhas-mortas, inexpressivos, sem as mínimas condições, até beirando crises e desavenças. Tiveram fé, trabalharam e superaram todos os percalços. Um chegou ao título, outro esteve bem perto, sendo o segundo melhor entre 32 clubes.
O problema é que foi instalada e sedimentada a cultura de se maximizar dificuldades, sempre mostrando que vai acontecer o pior. Há que se considerar vários pontos para se entender que os nossos maiores clubes estão, no mínimo, no caminho de uma boa perspectiva.
Ponto 1 – O Vitória perdeu três clássicos e nem por isso entrou em paranóia, com seus dirigentes não se afastando muito do planejamento inicial, a ponto de conquistar, conquanto de forma até inesperada, o título de bicampeão. E justiça se lhe faça, tem estrutura e grupo para chegar pelo menos entre os 10 melhores do campeonato. Basta ter a sensatez de não se desesperar ao primeiro sinal forte de fracasso e corrigir desníveis.
Ponto 2 – O Bahia, que não vai ao pódio há sete anos, nunca esteve tão perto de um título como agora, e, quando o perdeu, o que parecia ser o desabar do mundo, com torcedores fanáticos e inconseqüentes pedindo a cabeça dos dirigentes, aí, sim, de forma até comovente, todos se uniram, respiraram fundo e estão perseguindo os caminhos vitoriosos que sempre foram a marca deste clube. Esse talvez tenha sido o melhor exemplo de todos.
Ponto 3 – Eu até acho que o diretor de futebol da CBF, o confesso tricolor Virgílio Elísio, tenha sido muito seguidor da letra fria do regulamento ao não programar o jogo de estréia do Bahia para Camaçari, em lugar de Feira de Santana. Como não vai haver público, por força da punição imposta pelo STJD, parece justa a solicitação de Petrônio Barradas e seus companheiros.
Mas é preciso a gente começar a antever o que isso pode ocarretar: suponhamos que o Bahia seja isentado de cumprir os outros seis jogos de portões fechados, aí vai ter mesmo que voltar para o Jóia (capacidade superior a 10.000 como impõe o Regulamento em seu art. 20), e será um novo golpe ficar pulando de galho em galho.
Portanto, é bom logo enfrentar todas as dificuldades. Time grande joga com personalidade em qualquer situação ou lugar. Como fez o próprio Bahia, sem casa própria durante todo o Estadual.
Como fizeram o Boca e o América jogando fora de seus países, contra times de grande expressão.
Esses exemplos servem de lição para os nossos dois clubes, que vão estrear neste sábado, no Campeonato Brasileiro – e que muitos torcedores e companheiros, pessimistas e agourentos, já dão como derrotas certas. No caso do Vitória, na Série A, dizem que o Cruzeiro, mordido pela eliminação da Libertadores, vai chegar atropelando o rubro-negro em pleno Barradão; no do Bahia, como seu jogo será pela Série B, o que dizem é que o Fortaleza, de menor tradição, pode chegar a Feira e fazer o que o Ameriquinha amarelo dos astecas fez com o clube de maior torcida do mundo, em pleno Maracanã.
Gente pessimista sempre encontra um meio de de expressar o seu sentimento de derrotista. Tenho certeza que, se o Cruzeiro brocasse o Boca, iam logo dizendo que era um presságio perigoso para o time da Toca, cantando e gritando grandeza dos mineiros e fraqueza dos baianos. Pois eu entendo que tanto Bahia quanto Vitória podem iniciar suas competições com bons resultados.
A receita não é tão difícil assim: determinação, garra, atitude – e, sobretudo, confiança. Entrar em campo com lentidão, com mormaço, sem o arejamento do destemor e de uma busca incessante do resultado, aí cai no labirinto que os pregadores do azar estão mostrando.
Já vi, ao longo desses quarenta anos, os nossos dois clubes começarem em pior situação e alcançar resultados positivos. Lembro sempre o título nacional tricolor e o vice rubro-negro, em que no largar da bola, eram tidos como galinhas-mortas, inexpressivos, sem as mínimas condições, até beirando crises e desavenças. Tiveram fé, trabalharam e superaram todos os percalços. Um chegou ao título, outro esteve bem perto, sendo o segundo melhor entre 32 clubes.
O problema é que foi instalada e sedimentada a cultura de se maximizar dificuldades, sempre mostrando que vai acontecer o pior. Há que se considerar vários pontos para se entender que os nossos maiores clubes estão, no mínimo, no caminho de uma boa perspectiva.
Ponto 1 – O Vitória perdeu três clássicos e nem por isso entrou em paranóia, com seus dirigentes não se afastando muito do planejamento inicial, a ponto de conquistar, conquanto de forma até inesperada, o título de bicampeão. E justiça se lhe faça, tem estrutura e grupo para chegar pelo menos entre os 10 melhores do campeonato. Basta ter a sensatez de não se desesperar ao primeiro sinal forte de fracasso e corrigir desníveis.
Ponto 2 – O Bahia, que não vai ao pódio há sete anos, nunca esteve tão perto de um título como agora, e, quando o perdeu, o que parecia ser o desabar do mundo, com torcedores fanáticos e inconseqüentes pedindo a cabeça dos dirigentes, aí, sim, de forma até comovente, todos se uniram, respiraram fundo e estão perseguindo os caminhos vitoriosos que sempre foram a marca deste clube. Esse talvez tenha sido o melhor exemplo de todos.
Ponto 3 – Eu até acho que o diretor de futebol da CBF, o confesso tricolor Virgílio Elísio, tenha sido muito seguidor da letra fria do regulamento ao não programar o jogo de estréia do Bahia para Camaçari, em lugar de Feira de Santana. Como não vai haver público, por força da punição imposta pelo STJD, parece justa a solicitação de Petrônio Barradas e seus companheiros.
Mas é preciso a gente começar a antever o que isso pode ocarretar: suponhamos que o Bahia seja isentado de cumprir os outros seis jogos de portões fechados, aí vai ter mesmo que voltar para o Jóia (capacidade superior a 10.000 como impõe o Regulamento em seu art. 20), e será um novo golpe ficar pulando de galho em galho.
Portanto, é bom logo enfrentar todas as dificuldades. Time grande joga com personalidade em qualquer situação ou lugar. Como fez o próprio Bahia, sem casa própria durante todo o Estadual.
Como fizeram o Boca e o América jogando fora de seus países, contra times de grande expressão.