Turbilhão Feminino: A Seleção Brasileira na Era Pia Sundhage
Apaixonada por futebol, fã do futebol brasileiro, observadora e movida a desafios. Assim a técnica da Seleção Brasileira Pia Sundhage se define. Primeira estrangeira a assumir o comando da Seleção Canarinha, ela foi anunciada em 2019, após a Copa do Mundo da França.
O momento agora é se preparar para Copa América de 2022. Os amistosos contra a Argentina e Austrália foram importantes. O Brasil não teve muita dificuldade contra as “hermanas”: 3x1 e 4x1. Mas, nos dois jogos contra as Matildas, o Brasil perdeu o primeiro por 3x1 e empatou o segundo por 2x2.
Mesmo com as eliminações nos pênaltis (Torneio Uber e Olímpiadas) e os resultados negativos, esses primeiros anos de Pia Sundhage à frente da Seleção ressaltam a importância da mudança de postura e posicionamento: além da experiência e do estudo de campo, a sueca ajuda a aproximar cada vez mais torcida e Seleção quando demonstra também sua paixão pela cultura brasileira. Pia não só declarou inúmeras vezes que é apaixonada pelo país, cultura e nosso futebol, como já aprendeu nossas músicas, cantou e demonstrou profundo respeito ao Brasil.
Desde que assumiu a Seleção Brasileira, Pia Sundhage e a Comissão Técnica tem investido em renovação. Novas caras. Do gol ao ataque. Novos nomes foram surgindo ao longo de suas convocações. Garimpa jogadoras que tenham entre as características a coragem! Ousadia também. Assim como ficou conhecido nosso futebol.
Para isso vem acompanhando as competições do Brasileirão Feminino Séries A1 e A2, estando presente em diversos duelos da Fase de Grupos e decisivos. Essas presenças garantiram ao Brasil em suas convocações algumas novidades se comparado com o período até a Copa de 2019. Busca imprimir sempre um estilo mais ofensivo, com mais posse de bola.
Essa é uma característica da Era Pia, acompanhar e observar o dia a dia das competições. Apaixonada pelo Brasil, a Técnica é referência na modalidade. Como atacante conquistou a marca de 144 jogos e 71 gols pela Seleção da Suécia. Como treinadora foram dois ouros olímpicos no comando da Seleção dos EUA (2008 e 2012) e uma medalha de prata a frente da Seleção da Suécia nas Olimpíadas (2016). Eleita a melhor Treinadora de Futebol Feminino pela FIFA em 2012.
A trajetória impressiona. Mostra o porque Pia tem um olhar treinado, criterioso e atento. Seu repertório, somado a essa paixão pelo futebol brasileiro, resulta em se preocupar em desenvolver com sensibilidade e respeito o futebol feminino brasileiro. Mostrou que é uma sueca com alma brasileira.
