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UMA VAGA PARA QUATRO

                                                                                                           Por Edson Almeida
 O Vitória, mesmo sem brilho, com 38 pontos, se juntou a Bahia (44) e Vitória da Conquista (42) no grupo dos classificados por antecipação, ficando a última vaga para três: Itabuna, 32; Atlético e Colo-Colo, 31 e Ipitanga, 28. O Feirense, com 26 pontos, está fora. 
 Todos os pretendentes terão as suas dificuldades: o Itabuna joga em casa com o Fluminense, mas termina fora contra o fortíssimo Vitória da Conquista; o Atlético pega logo nesta quarta-feira o líder Bahia em terreno adversário para encerrar contra o Ipitanga, em casa, em jogo de seis pontos; o Colo-Colo recebe o Vitória da Conquista e, depois, visita o Fluminense de Feira; e o Ipitanga, cujas chances são as mais remotas, além de pegar o Atlético, em Alagoinhas, na última rodada, ainda terá que enfrentar o Vitória, neste meio de semana.
 Entre os já classificados, o Bahia segue superando todo tipo de obstáculos, pois nem sempre tem jogado bem, mas vai acumulando pontos sobre pontos, encontrando sempre um jeito de mostrar que é, sem qualquer tipo de dúvida, a equipe mais eficiente do campeonato. Neste último jogo, em Ilhéus, bateu o Colo-Colo, por 2x1, com o time ilheense criando muito mais chances no primeiro tempo, só que muito enroscado no expediente do desarme. Sua defesa parecia enfrentar uma distância terrível até conseguir construir as jogadas. Rebatia dali, rebatia daqui, a bola sempre voltando da intermediária, até que Elias foi premiado com um gol em chute despretensioso, que o goleiro Lee papou um peru. Mas a vida é assim, além de bom de bola, Elias foi sortudo. E o cara que nem tem sorte, se ficar em casa o telhado lhe cai sobre a cabeça e se for pra rua ou é atropelado ou vítima de ladrões e gente safada.
 No segundo tempo, outra vez o Bahia mostrou a sua predestinação em busca do título: continuou em dificuldades técnicas e táticas, mas o Colo-Colo abusou tanto da violência, que o árbitro Gleidson Oliveira, omisso na primeira etapa, foi enérgico e colocou três ilheenses e um tricolor na rua. E mesmo levando um gol, o Bahia criou chances de construir uma goleada.
   No Barradão, apesar de enfrentar o Vitória da Conquista, melhor time do interior e candidato em potencial ao título, diria mesmo maior ameaça ao Bahia, o Vitória voltou a explicitar suas falhas que o levam a não contar com a confiança de sua torcida. O empate foi fruto de uma atuação mais uma vez oscilante, o que leva a crer que, para chegar ao título, o atual campeão terá que melhorar consideravelmente até chegar à fase final, que já será na próxima semana. Até agora, para encurtar a conversa, o técnico Oswaldo Alvarez não tem uma equipe titular completamente definida.
 O Vitória da Conquista, ao contrário, sem ter os mesmos recursos humanos e logísticos do rubro-negro, é uma equipe ousada, de futebol insinuante e bem coordenada, de toques bonitos, consciente em todas as suas linhas. Encontrou a receita de como se participar de um campeonato jogando o mesmo futebol atrevido fora e dentro de casa, sem aqueles velhos recursos da retranca, toda vez que pega um adversário tradicional distante de sua torcida.
 Acho mesmo que, se o campeonato fosse por pontos corridos, sem turno final e decisivo, a colocação dos três primeiros já estaria dentro dos conformes: Bahia, Vitória da Conquista, Vitória. Só haveria mesmo necessidade de definir o quarto colocado, porque aí reside a maior briga de foice.