A dor crônica do Bahia
Único contratado, Fonseca ficou fora da decisão | Foto: Felipe Olveira / ECB
Já estava escrito. Só faltava o momento acontecer. E aconteceu. Em virtude da saída de Lucas Fonseca, Robson assumiu a posição e acabou se tornando um ponto negativo no gol que sacramentou a eliminação do Bahia da Copa do Nordeste na tarde do domingo passado. Claro que a campanha do Bahia é de se louvar, memorável, incrível. São 21 jogos: 16 triunfos, três empates e duas derrotas. O torcedor tricolor comemorou majoritariamente neste ano, mas sabe aquela dor crônica?
O que minou o objetivo do Bahia de retornar para a elite do futebol brasileiro foi o setor defensivo, que atuou muito abaixo da crítica e protagonizou algumas cenas de se lamentar. Fora da briga pelo acesso depois de tomar 3 a 0 do Boa Esporte, o presidente Marcelo Sant'Ana, no dia 16 de novembro de 2015, anunciou a saída do diretor de futebol Alexandre Faria e fez questão de decretar: "Hoje a gente começa o trabalho para 2016. Iremos reformular o departamento de futebol".
O trabalho para 2016 se iniciou no dia 16 de novembro de 2015. A dor crônica do setor defensivo não foi remediada. Na pré-temporada, o Esquadrão contou com quatro zagueiros: Gustavo, Robson, Éder e Dedé. Os dois últimos, revelados na base tricolor, eram volantes. Éder demonstrou qualidade com a saída de bola e a sua tranquilidade. Mostrou-se uma grata surpresa, enquanto Dedé não teve muitas oportunidades.
Sabe aquela dor crônica? Ela voltou. A defesa tricolor sofreu logo de cara, na partida contra a Juazeirense. A defesa errou muito e virou alvo principal das críticas dos torcedores.
Sabe aquela dor crônica? A primeira contratação do setor veio no dia 1º de março de 2016. Com passagens anteriores, Lucas Fonseca foi o único contratado.
Que se volte a ressaltar: o trabalho começou no dia 16 de novembro de 2015. A pergunta: por que não houveram contratações para o setor? Não se pode trazer qualquer um só para dar satisfações, mas o trabalho para o ano já estava em curso há um bom tempo.
Sabe aquela dor crônica? A torcida pede um remédio para a Série B. Que o departamento de futebol tome as decisões corretas para a sequência.
