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PÁSCOA COM NOVO LÍDER

Por Edson Almeida
Os resultados da quarta-feira não chegaram a assustar, tanto no Estadual quanto na Copa do Brasil. Talvez uma certa surpresa na goleada do Itabuna contra o nômade Ipitanga, em Porto Seguro e a atuação do Bahia, no Jóia da Princesa, já classificado e com algumas mudanças, mas que voltou a se engasgar com o novato Feirense, empatando em 1x1, mesmo escore da partida do turno, lá em Camaçari. Foi tão igual que até um outro jogador do “caçula” foi expulso e o tricolor não soube tirar proveito.
 A goleada do embalado Vitória da Conquista no oscilante Camaçari e o triunfo apertado do Colo-Colo sobre o fracassado Juazeiro e o empate do Atlético em Poções foram fatos normalíssimos. O time de Conquista não apenas chega líder na Páscoa como demonstra ser, sem qualquer dúvida, um candidato em potencial ao titulo deste ano. Tem bom grupo de atletas, está bem preparado fisicamente e apresenta um esquema muito coordenado. E mais: está conseguindo ótimos resultados fora e dentro de casa.
 Conquista e Bahia (41 pontos), já classificados, Vitória (37) e Colo (31) me parecem tranquilamente os dois outros times da decisão, apesar de Atlético e Itabuna ainda terem as suas chances. Mas esta programação de domingo tem uma rodada que será repetida no turno final, através dos jogos Colo-Colo x Bahia, em Ilhéus, e Vitória x Vitória da Conquista, no Barradão. Vai servir para mostrar quem realmente tem condições de chegar ao título, pois é preciso saber se o time do Sudoeste tem capacidade de dobrar um grande na capital e se o Bahia, mesmo enfrentando os rigores do Mário Pessoa, saberá se impor ante o sempre muito valente Colo-Colo.
 É certo que o Bahia continua sendo um grande favorito ao título, mas já sem tanta supremacia sobre os demais. O empate contra o Feirense não apenas voltou a explicitar falhas no time, mas, também, erros de precisão do seu treinador, Paulo Comelli, cuja competência não pode, nem deve ser questionada, mas que fez uma substituição equivocada, trocando Ananias por Daniel, quando quem deveria sair era o lateral-esquerdo Adilson, vindo de um longo tempo de inatividade, completamente extenuado durante todo o segundo tempo. Foi justamente em cima dele que os atacantes do Feirense andaram aprontando – e só não construíram um belo triunfo porque foram incompetentes nas finalizações. O Bahia chegou a ser absoluto no primeiro terço do segundo tempo, mas nos dois outros levou um sufoco de causar dó.  
   O Vitória foi a Curitiba jogar pela Copa do Brasil e não aconteceu. Perdeu de 1x0 trazendo apenas a esperança de poder reverter a situação aqui, dia 02 de abril, contra o Paraná, que tem a mania de eliminar o rubro-negro de competições nacionais, conforme aconteceu com a decisão da Série B 92 e de outra segunda fase da Copa do Brasil, em 1996. Se não há motivo para desespero é bom que o Vitória obtenha bons resultados nos seus jogos que ainda restam na fase classificatória do Baiano (Vitória da Conquista, Feirense e Ipitanga) para, pelo amenos, chegar contra os paranaenses de ânimo renovado. Porque até agora a sua temporada 2008 tem sido muito confusa e desequilibrada.
 Certo mesmo é que estamos chegando à Páscoa com um líder do interior, o Vitória da Conquista, que já não é mais uma promessa, mas uma realidade que pode causar dores de cabeça para os sempre favoritos Bahia e Vitória.