O INÉDITO ESPERADO
Discordo de que este domingo tenha sido um dia de feitos inéditos, com o Bahia comemorando uma classificação antecipada e o Vitória a virada de um jogo que já parecia perdido. Se é fato que nestes últimos anos, até para se classificar às fases decisivas o Bahia tem feito a custo de enfastiante masturbação mental e o Vitória, em dezessete rodadas não havia virado um só jogo em que o adversário partiu na frente, estava bem claro que todos esperávamos por esses dois acontecimentos.
Líder desde que o campeonato começou, ficando fora apenas em duas ou três rodadas, mesmo assim alternadamente, seria uma insanidade qualquer tipo de expecxtativa de o Bahia, faltando ainda quatro jogos para a fase preliminar acabar, deixasse de lograr o direito de decidir, por antecipação. E sobre o Vitória, diante de seus investimentos e suas inseguranças, era coerente esperar-se que alguma coisa de novo acontecesse para mudar a apatia do time. Este triunfo, de virada, contra o forte Atlético, em Alagoinhas, parece que dá esta oportunidade de o nosso campeão tomar rumo em sua vida.
Não vejo grandes diferenças de nível técnico entre nossos dois maiores times, até acho que o Vitória tem um material mais qualificado, só que sem a intensidade de equilíbrio que o Bahia mostra. Falta ao rubro-negro o que os estudiosos do esporte coletivo falam em equilíbrio tríplice, explicitado pelo técnico, tático e emocional. Em termos técnicos, há disparidade entre os jogadores, na tática ainda não tem as jogadas capitais que o fizeram um time vencedor na temporada que passou e no emocional, bastou perder três ou quatro chances, o desespero se apossa da equipe – e então o domínio que tem exercido praticamente em todos os jogos, não raras vezes, acaba sendo motivo de inquietação, porque quanto mais domina os erros se realçam, sofrendo duros golpes em contra-ataques.
O Bahia empatou com o Itabuna um jogo em que pareceu administrar o resultado. Agora, nos jogos que restam é importante não relaxar, mantendo a pegada para chegar em primeiro, com as vantagens do regulamento. Entendo que o eficiente Paulo Comelli ainda tem suas dúvidas sobre os dois homens de ataque, se Didi e Aleluia, ou se tem lugar para Pantico. Nas outras posições, o tricolor está definido, com quatro jogadores de boa qualidade (Rogério, Alysson, Fausto e Elias) e os outros que dão para completar uma receita simples e eficiente para o Estadual.
O Vitória virou contra o Atlético em jogo que pareceu encontrar dois fatores que não vinha encontrando, sorte e determinação. E tem mais: a entrada do Rodrigão e as mudanças táticas, com Bida e Jackson se revezando no papel de alas foram fundamentais. Faltam ao Vitória aquelas jogadas de lateral, tão bem executadas por Apodi, que já se foi. Rodrigão pode até não ser uma referência técnica, mas fustiga, fuça, azucrina os zagueiros, além de ser perigoso nas bolas alçadas sobre a área. Sem qualquer dúvida sobre a sua classificação (está com 37 pontos, a três de seu adversário já garantido), falta ao time de Oswaldo Alvarez a firmeza de uma equipe mais equilibrada, que saiba superar dificuldades.
E sobre os que vão fazer companhia do Bahia na decisão, os dois Vitórias devem passar tranqüilos (o da capital e o de Conquista), e a outra vaga vai sair mesmo entre Colo-Colo, 28 pontos, e Atlético, agora em quinto, com 27. O que continua me preocupando é que tanto Bahia quanto Vitória ainda não inspiram muita confiança para os Brasileiros que vão disputar, a partir de maio.
Líder desde que o campeonato começou, ficando fora apenas em duas ou três rodadas, mesmo assim alternadamente, seria uma insanidade qualquer tipo de expecxtativa de o Bahia, faltando ainda quatro jogos para a fase preliminar acabar, deixasse de lograr o direito de decidir, por antecipação. E sobre o Vitória, diante de seus investimentos e suas inseguranças, era coerente esperar-se que alguma coisa de novo acontecesse para mudar a apatia do time. Este triunfo, de virada, contra o forte Atlético, em Alagoinhas, parece que dá esta oportunidade de o nosso campeão tomar rumo em sua vida.
Não vejo grandes diferenças de nível técnico entre nossos dois maiores times, até acho que o Vitória tem um material mais qualificado, só que sem a intensidade de equilíbrio que o Bahia mostra. Falta ao rubro-negro o que os estudiosos do esporte coletivo falam em equilíbrio tríplice, explicitado pelo técnico, tático e emocional. Em termos técnicos, há disparidade entre os jogadores, na tática ainda não tem as jogadas capitais que o fizeram um time vencedor na temporada que passou e no emocional, bastou perder três ou quatro chances, o desespero se apossa da equipe – e então o domínio que tem exercido praticamente em todos os jogos, não raras vezes, acaba sendo motivo de inquietação, porque quanto mais domina os erros se realçam, sofrendo duros golpes em contra-ataques.
O Bahia empatou com o Itabuna um jogo em que pareceu administrar o resultado. Agora, nos jogos que restam é importante não relaxar, mantendo a pegada para chegar em primeiro, com as vantagens do regulamento. Entendo que o eficiente Paulo Comelli ainda tem suas dúvidas sobre os dois homens de ataque, se Didi e Aleluia, ou se tem lugar para Pantico. Nas outras posições, o tricolor está definido, com quatro jogadores de boa qualidade (Rogério, Alysson, Fausto e Elias) e os outros que dão para completar uma receita simples e eficiente para o Estadual.
O Vitória virou contra o Atlético em jogo que pareceu encontrar dois fatores que não vinha encontrando, sorte e determinação. E tem mais: a entrada do Rodrigão e as mudanças táticas, com Bida e Jackson se revezando no papel de alas foram fundamentais. Faltam ao Vitória aquelas jogadas de lateral, tão bem executadas por Apodi, que já se foi. Rodrigão pode até não ser uma referência técnica, mas fustiga, fuça, azucrina os zagueiros, além de ser perigoso nas bolas alçadas sobre a área. Sem qualquer dúvida sobre a sua classificação (está com 37 pontos, a três de seu adversário já garantido), falta ao time de Oswaldo Alvarez a firmeza de uma equipe mais equilibrada, que saiba superar dificuldades.
E sobre os que vão fazer companhia do Bahia na decisão, os dois Vitórias devem passar tranqüilos (o da capital e o de Conquista), e a outra vaga vai sair mesmo entre Colo-Colo, 28 pontos, e Atlético, agora em quinto, com 27. O que continua me preocupando é que tanto Bahia quanto Vitória ainda não inspiram muita confiança para os Brasileiros que vão disputar, a partir de maio.