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Rever conceitos

Por Maurício Naiberg

Rever conceitos
Escrevi aqui, nesta coluna, após o jogo de ida, no Barradão, contra o Coritiba, que, apesar do triunfo, o fato de Caio Júnior ter poupado atletas no confronto poderia acarretar na eliminação do clube da Copa Sul-Americana. Não deu outra. Isso estava claro que aconteceria depois da decisão equivocada do treinador no resultado de 1 x 0 em casa.
 
O Coxa chegou em Salvador 'armengado', cheio de problemas e fragilizado taticamente. Era o momento do Leão fazer sua vantagem, garantir o desespero do adversário no Couto Pereira e ficar com a vaga na fase internacional, mas a falta de ousadia de alguns prejudicou a sequência da equipe na competição. Paciência. 
 
Admito: o Vitória não jogou mal durante a derrota em Curitiba, mas se tivesse feito um placar mais elástico em Salvador seu torcedor poderia estar comemorando uma classificação importante para o clube nesta temporada. 
 
O cara tem uma oportunidade de ouro para conquistar um título que ficaria na história do clube – pois o nível da Sul-Americana é baixo e tudo poderia acontecer –, garantiria sua vaga na Libertadores em 2014 e, simplesmente, joga fora, por medo do nacional. 
 
Afinal de contas, não tem nenhum idiota aqui pensando que esse grupo vai ficar entre os quatro primeiros colocados da Série A. Ou tem? Sei que é ruim ler isso, mas pensem que, para mim, rubro-negro como vocês, é mais duro ainda escrever. 
 
Quem fala isso está contando história para boi dormir, pois, a realidade do Vitória, hoje, no Brasileirão, é brigar para fugir do rebaixamento. Qualquer coisa diferente disso é ilusão para a torcida se sentir valorizada.
 
Acho que alguns conceitos precisam ser revistos. O que Renato Cajá está jogando para ser titular desse time? Nada, há muito tempo. Tem que modificar, assumir suas limitações e ter humildade. Se tiver que jogar feio, com três volantes, que se atue assim, mas vença. Adianta ter um bom rendimento e perder?
 
Não precisa ir muito longe para ter um exemplo desse. O Bahia atua com três atletas de marcação no meio de campo – Fahel, Helder e Rafael Miranda – e não deixa de ser agressivo. Joga feio? Sim, mas o que importa? Assumiu suas dificuldades. 
 
E tem mais uma coisa que está me incomodando bastante: o preparo físico. Várias peças importantes neste ano sofreram com lesões musculares. Das duas, uma: ou o grupo é azarado ou tem um certo grau de incompetência de quem está responsável por isso no clube. 
 
Espero que essa situação se mude em tempo da torcida rubro-negra ter momentos mais prazerosos em 2013, pois, três sonhos já se foram: Nordestão, Copa do Brasil e Sul-Americana.