GRANDEZA NÃO PÕE MESA
Minha saudosa e sábia mãe sempre dizia, em seus ensinamentos constantes aos 14 filhos, que “Grandeza não põe mesa”. Claro que o velho adágio popular fala é sobre a beleza de pessoas arrogantes, inconseqüentes, de crença exagerada, abusiva e prejudicial quando utilizam mal os seus dotes de aparência. Mas didaticamente substituir a palavra beleza por grandeza até que ensina com mais utilidade a gente feia como eu.
Foi por causa desse ensinamento que, ao ser convidado pelo Ricardo Luzbel para escrever uma crônica no portal eletrônico “BahiaNotícias”, tive os meus receios e calafrios. Afinal, não é tarefa fácil escrever para um blog idealizado e mantido por Samuel Celestino, um dos mais completos e respeitados jornalistas do país. Desde os meus primeiros tempos de Salvador, nos anos 60, 70 e 80, já sabia que Samuel Celestino era um dos mais competentes e festejados escribas, com uma coluna extraordinária em “A Tarde”, de texto exato, de críticas pertinentes, algo praticamente inatingível para todos nós, seus aprendizes e admiradores.
E como aposentado neste país tem que fazer uns bicos para não deixar a tapioca faltar em casa, coloquei o receio na gaveta e topei. Até agora ainda não mandaram eu parar, acho que não estou sendo um contra-senso ou pirata em serviço eletrônico tão maravilhosamente ancorado por este magnífico mestre da comunicação baiana. Aliás, outro grande jornalista e advogado, atualmente delegado de Polícia, Antônio Matos, tem sido um dos meus maiores incentivadores para continuar escrevendo essas “mal traçadas linhas”.
E, afinal, o que é que tem essas paladoxias com o esporte ou, especificamente, com o futebol? É que o Bahia tem que avaliar a sua verdadeira grandeza (sem humildade indevida, mas, também, sem arroubos desvairados), para aceitar ou não o tal convite feito pelo presidente da Federação Sergipana, Carivaldo (que nome!) Souza, para mandar seus jogos de Brasileiro da Série B, lá em Aracajú, no Batistão. Que o Bahia tem a maior e mais fiel torcida de todo Nordeste, isso é inquestionável. Mas não pode voltar a cometer o mesmo erro de precisão, quando alguns “estudiosos” andaram descobrindo que, em sendo Feira de Santana, uma cidade com quase 700 mil habitantes, o glorioso Bahia, mandando seus jogos no Jóia da Princesa, teria uma média de 1% da população (7.000 torcedores), por jogo. E a média não chega a 2.000... porque está provado que, em se tratando de freqüência em estádios, em cidades com um milhão de habitantes, apenas 5% (50 mil) comparecem aos jogos de futebol, mesmo assim de forma rotativa, com média de 5.000 torcedores para os times locais de maior apelo popular. No Brasil só há um time que pode fazer essa avaliação, que é o Flamengo. Neste caso, o Jóia ficaria cheio em todos os jogos, porque vinha gente de tudo que é lugar do interior. Nem o Corinthians pode pensar em públicos assim, fora de seus domínios, talvez só pelo interior de SP.
O Bahia tem o dever de estudar bem essa proposta, para não se arrepender depois. Aracaju, 350 quilômetros de Salvador, pode até encher o Bastão em alguns jogos, mas a maioria deles (e serão 19 jogos), vai ter muito cimento descoberto e prejuízo inevitável.
A não ser que o pessoal de Sergipe pague tudo. Taxas, hotel, transporte. E ainda deixe uma boa ponta na mão tricolor, depois de cada partida. Do contrário, nem a grandeza vai por mesa – e o que será pior: o Bahia vai ficar bem mais distante do seu torcedor.
Foi por causa desse ensinamento que, ao ser convidado pelo Ricardo Luzbel para escrever uma crônica no portal eletrônico “BahiaNotícias”, tive os meus receios e calafrios. Afinal, não é tarefa fácil escrever para um blog idealizado e mantido por Samuel Celestino, um dos mais completos e respeitados jornalistas do país. Desde os meus primeiros tempos de Salvador, nos anos 60, 70 e 80, já sabia que Samuel Celestino era um dos mais competentes e festejados escribas, com uma coluna extraordinária em “A Tarde”, de texto exato, de críticas pertinentes, algo praticamente inatingível para todos nós, seus aprendizes e admiradores.
E como aposentado neste país tem que fazer uns bicos para não deixar a tapioca faltar em casa, coloquei o receio na gaveta e topei. Até agora ainda não mandaram eu parar, acho que não estou sendo um contra-senso ou pirata em serviço eletrônico tão maravilhosamente ancorado por este magnífico mestre da comunicação baiana. Aliás, outro grande jornalista e advogado, atualmente delegado de Polícia, Antônio Matos, tem sido um dos meus maiores incentivadores para continuar escrevendo essas “mal traçadas linhas”.
E, afinal, o que é que tem essas paladoxias com o esporte ou, especificamente, com o futebol? É que o Bahia tem que avaliar a sua verdadeira grandeza (sem humildade indevida, mas, também, sem arroubos desvairados), para aceitar ou não o tal convite feito pelo presidente da Federação Sergipana, Carivaldo (que nome!) Souza, para mandar seus jogos de Brasileiro da Série B, lá em Aracajú, no Batistão. Que o Bahia tem a maior e mais fiel torcida de todo Nordeste, isso é inquestionável. Mas não pode voltar a cometer o mesmo erro de precisão, quando alguns “estudiosos” andaram descobrindo que, em sendo Feira de Santana, uma cidade com quase 700 mil habitantes, o glorioso Bahia, mandando seus jogos no Jóia da Princesa, teria uma média de 1% da população (7.000 torcedores), por jogo. E a média não chega a 2.000... porque está provado que, em se tratando de freqüência em estádios, em cidades com um milhão de habitantes, apenas 5% (50 mil) comparecem aos jogos de futebol, mesmo assim de forma rotativa, com média de 5.000 torcedores para os times locais de maior apelo popular. No Brasil só há um time que pode fazer essa avaliação, que é o Flamengo. Neste caso, o Jóia ficaria cheio em todos os jogos, porque vinha gente de tudo que é lugar do interior. Nem o Corinthians pode pensar em públicos assim, fora de seus domínios, talvez só pelo interior de SP.
O Bahia tem o dever de estudar bem essa proposta, para não se arrepender depois. Aracaju, 350 quilômetros de Salvador, pode até encher o Bastão em alguns jogos, mas a maioria deles (e serão 19 jogos), vai ter muito cimento descoberto e prejuízo inevitável.
A não ser que o pessoal de Sergipe pague tudo. Taxas, hotel, transporte. E ainda deixe uma boa ponta na mão tricolor, depois de cada partida. Do contrário, nem a grandeza vai por mesa – e o que será pior: o Bahia vai ficar bem mais distante do seu torcedor.