Meiaketing Tricolor
O momento do Bahia dentro de campo requer toda atenção possível. É uma crise. Não tem para onde correr. É um time que infelizmente não passa confiança. Ousadia e alegria, musicalmente falando, parecem que são duas palavras que passam longe do vocabulário de muitos boleiros que frequentam o Fazendão. É o assunto para ser debatido em outro momento. Eu quero falar de outro tema relacionado ao tricolor. Tão assustador quanto o futebol apresentado em 2013.
Por aí, pelo que entendo do assunto, quando usamos o termo meia-boca significa dizer que algo está entre o regular e o ruim. Uma equipe, se o assunto for futebol, que pode até vencer partidas, mas fica longe de encantar. Muito burocrática. O sucesso é uma coisa improvável. Ou pode ser aquela agremiação derrotada. Mas, durante os noventa minutos, deu uma falsa impressão de qualidade, que segue sem qualquer perspectiva que vai apresentar melhoras na competição.
Pois bem, com essa definição, dá para falar tranquilamente do marketing do Bahia. Mas, neste momento, fica uma dúvida: o Bahia tem marketing? Não conheço ninguém deste departamento, nunca tive problemas com qualquer um deles, mas esse assunto me irrita. Vou ser mais claro. Não consigo entender como temos um bando de apaixonados, em certos momentos até cegos de amor, e os mesmos não podem corresponder materialmente com isso.
É inadmissível que um clube como o Bahia contrate o ‘Rei de Roma’, Paulo Roberto Falcão, e isso tenha passado despercebido comercialmente falando. Sequer uma camisa, boné ou caneta para reverenciar um ídolo do futebol mundial. Na mesma época, quando um jornalista soteropolitano viajou para Roma, ele solicitou uma camisa oficial do clube. Ouviu um não. Deu um jeito, levou uma camisa do Bahia e presentou Totti, ídolo do clube italiano. Será que eles sabem quem é o camisa 10? Prefiro deixar no ar. É só o começo. O tricolor, meses depois, anunciou a contratação de Kléberson. Quem é este? Jogou onde? Para quem não lembra, Kléberson atuou no Manchester United, ao lado de Cristiano Ronaldo, e foi pentacampeão em 2002. Será que não caberia uma forcinha do marketing para explorar a imagem do atleta? No Bahia não. Se o time foi campeão baiano depois de dez anos e nada foi feito com grande apelo, imagine o resto. Aliás, eles fizeram. Uma camisa e só. Eu vou dar um salto para manter o assunto dentro do elenco profissional. E olhem que não vou nem citar a falta de 'exploração' em cima de Gabriel. Norte-americano, apelidado de Pelé dos Estados Unidos no início da carreira, Freddy Adu desembarcou em Salvador. E o que o marketing fez? Nada. Aliás, o diretor nem sabia quem era o rapaz. O mais grave estava por vir. Voltamos para a Fonte Nova, quase sete anos depois, e o Esporte Clube Bahia, através do departamento de marketing, não se movimentou. Lançou alguma camisa comemorativa? Campanhas pelas redes sociais? Patrocínios exclusivos para o jogo de reinauguração? Vou seguir em busca das respostas depois dessa coluna.
Por aí, pelo que entendo do assunto, quando usamos o termo meia-boca significa dizer que algo está entre o regular e o ruim. Uma equipe, se o assunto for futebol, que pode até vencer partidas, mas fica longe de encantar. Muito burocrática. O sucesso é uma coisa improvável. Ou pode ser aquela agremiação derrotada. Mas, durante os noventa minutos, deu uma falsa impressão de qualidade, que segue sem qualquer perspectiva que vai apresentar melhoras na competição.
Pois bem, com essa definição, dá para falar tranquilamente do marketing do Bahia. Mas, neste momento, fica uma dúvida: o Bahia tem marketing? Não conheço ninguém deste departamento, nunca tive problemas com qualquer um deles, mas esse assunto me irrita. Vou ser mais claro. Não consigo entender como temos um bando de apaixonados, em certos momentos até cegos de amor, e os mesmos não podem corresponder materialmente com isso.
É inadmissível que um clube como o Bahia contrate o ‘Rei de Roma’, Paulo Roberto Falcão, e isso tenha passado despercebido comercialmente falando. Sequer uma camisa, boné ou caneta para reverenciar um ídolo do futebol mundial. Na mesma época, quando um jornalista soteropolitano viajou para Roma, ele solicitou uma camisa oficial do clube. Ouviu um não. Deu um jeito, levou uma camisa do Bahia e presentou Totti, ídolo do clube italiano. Será que eles sabem quem é o camisa 10? Prefiro deixar no ar. É só o começo. O tricolor, meses depois, anunciou a contratação de Kléberson. Quem é este? Jogou onde? Para quem não lembra, Kléberson atuou no Manchester United, ao lado de Cristiano Ronaldo, e foi pentacampeão em 2002. Será que não caberia uma forcinha do marketing para explorar a imagem do atleta? No Bahia não. Se o time foi campeão baiano depois de dez anos e nada foi feito com grande apelo, imagine o resto. Aliás, eles fizeram. Uma camisa e só. Eu vou dar um salto para manter o assunto dentro do elenco profissional. E olhem que não vou nem citar a falta de 'exploração' em cima de Gabriel. Norte-americano, apelidado de Pelé dos Estados Unidos no início da carreira, Freddy Adu desembarcou em Salvador. E o que o marketing fez? Nada. Aliás, o diretor nem sabia quem era o rapaz. O mais grave estava por vir. Voltamos para a Fonte Nova, quase sete anos depois, e o Esporte Clube Bahia, através do departamento de marketing, não se movimentou. Lançou alguma camisa comemorativa? Campanhas pelas redes sociais? Patrocínios exclusivos para o jogo de reinauguração? Vou seguir em busca das respostas depois dessa coluna.
Falei muito superficialmente do que eles poderiam ter feito. É passado. Então vamos para os projetos em andamento. Ou seriam projetos em greve?! Cito quatro excelentes projetos. São ideias dignas de aplausos. Uma pena que por motivos desconhecidos não saibamos corretamente sobre seus respectivos status atualmente. Faltou dinheiro? Competência? Comprometimento? Sei que dois deles foram atingidos por problemas comerciais. A TV Bahêa, um excelente canal entre clube e torcida, ficou para trás. Renegociaram uma dívida com a empresa responsável pelo pontapé inicial do projeto e ficou por isso mesmo. Mas, como não sou injusto, vou exaltar os guerreiros da assessoria e outros profissionais que ainda fazem materiais especiais para mantê-la viva. Longe da quantidade e intensidade dos primeiros meses. O ‘Jornal do Bahêêêêêaaa’ é outro. Excelente ideia. Podem parabenizar de boca cheia. Mas só durou os três jogos da Copa do Nordeste e apenas um do Campeonato Baiano. O ‘marketing’ não conseguiu vender. Resultado? Mais um projeto ‘em greve’.
Tem outros dois que começaram e também seguem no mesmo ritmo: Revista ‘A Voz do Campeão’ e o quadro ‘Palavra do Presidente’. O primeiro deles, lançado em outubro de 2012, eu ganhei e comprei. Muito bem feito, por sinal. A segunda edição, até agora, não encontrei nas bancas. Muito menos explicações para não divulgação da revista número dois. Quanto ao segundo, até onde eu sei, não tinha custos. Foram feitas, se não estou enganado, mais de dez edições. A contagem assim como aconteceu com os demais projetos foi interrompida.
Uma pena que isso aconteça com o departamento de marketing de um clube que detém uma das maiores forças do futebol brasileiro, quando se trata de torcida. Eles não conseguem botar a máquina para funcionar, nós (torcedores do Bahia) não compramos, e o clube arrecada menos. Ou seja, é o Bahia trabalhando contra seu próprio sucesso financeiro.
