Vitória tática
Até que não foi um clássico tão desequilibrado como o anterior, porque no segundo tempo, mesmo sem uma coordenação tática muito eficiente, o Bahia teve força e criou algumas jogadas mais contundentes.
Mas o Vitória sobrou no primeiro tempo, mostrando ser um time mais equilibrado em todas as suas peças, com jogadores em melhor momento técnico. Caio Júnior voltou a dar novo nó tático em seu mestre Papai Joel.
O maior problema do Bahia é que ele não tem jogadores que desequilibrem os jogos, como aconteceu com Renato Cajá e Maxi Biancucchi, cujo passe para o segundo gol (o de Mansur), foi uma pintura. Só quem sabe jogar faz uma jogada tão rápida e plasticamente perfeita como ele fez. Maxi e Cajá foram os melhores em campo. Talisca o mais saliente dos tricolores.
O que realmente impacienta a imensa torcida do Bahia é que, voltando à “sua” casa, a Arena Fonte Nova, o time ainda não conseguiu ganhar, com dois empates contra times do interior e duas derrotas para o arquirrival.
O Bahia não pode é se queixar da sorte, porque vai pegar agora o time mais fraco dos semifinalistas, o Juazeiro, com chances de chegar à final, enquanto o Vitória, que teoricamente é o time mais cotado para levantar o título, pega a Juazeirense que, além de jogar a segunda partida em seus domínios, seguramente é um perigoso pretendente à final.
Quem ficou mais decepcionado ontem foi o artista Carlinhos Brown, que levou “caxirolas” para as duas torcidas e seus companheiros tricolores em lugar de usar o instrumento na alegria de um gol, arremessaram vários deles em campo, em sinal de protesto contra a má fase do Bahia.
Sobre o pênalti de Gabriel em Magal, existiu. Mas, também, o gol de Titi foi ilegal, porque foi feito com o auxílio da mão.
