Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
Você está em:
/
/
Coluna

Coluna

Menos com menos dá mais

Por Éder Ferrari

Menos com menos dá mais
Não sei o que passou pela minha cabeça, mas decidi que assistiria o duelo entre os Bahia`s para analisar taticamente o tricolor da capital. Talvez empolgado com o show dos clubes alemães na Liga dos Campeões da Europa, quis medir o tamanho do abismo que nos separa deles e, como um escritor de autoajuda, mostrar ser possível jogar bem coletivamente aqui nos trópicos. Claro que guardo as devidas proporções técnicas entre os boleiros. Lá, alguns dos melhores jogadores de meio de campo do mundo. Aqui, Fahel, Diones e Hélder. Da minha cadeira de balanço típica do sertão, me mantive confortável para assistir o desconfortável futebol tricolor. Nem ela conseguiu me relaxar. 
 
Logo no começo da partida notei duas mudanças com relação ao que vinha sendo feito (mal) até aqui na temporada. Sem Souza, Joel Santana apressou o posicionamento tático do time, de acordo com as quase eternas preferências. Marquinhos Gabriel foi recuado para o meio de campo e se posicionou principalmente pela direita, mas não se mantinha preso por ali. A depender da circunstância do lance, invertia ou se aproximava de Rosales, que estava do outro lado. Com essa estratégia, Obina ficou isolado no ataque. No entanto, essa era a intenção. Joel busca trazer o jogo para a intermediária com a intenção de deixar espaço suficiente para o atacante trombar, no caso do cilíndrico centroavante tricolor, literalmente, com os dois zagueiros. E quase deu certo, já que a dupla Menezes e Paulo Paraíba, trazida para os Bahia`s por Paulo Carneiro, estava assustada com Obina. E, sejamos justos, apesar da dificuldade com a bola, Obina se esforça muito e não desiste de nenhum lance. 
 
A outra alteração foi nas laterais. É algo que Joel sempre faz nos times dirigidos por ele. Um conceito anos 1990 do futebol brasileiro. Com o meio de campo mais povoado que a China, Joel tenta converter os dois laterais em alas. Muitas vezes ao mesmo tempo, Pablo e Magal apoiaram mais, principalmente no primeiro tempo. Entretanto, esbarravam em duas dificuldades: a falta de recurso técnico e a não aproximação dos homens de meio de campo próximo à área do adversário. Pablo até fez umas boas jogadas, mas cansou cedo e deixou de apoiar, o que atraiu o Bahia de Feira de vez para o jogo. Na defesa, o lateral direito lembrou Neto no BaVi. Magal corre, tenta, se esforça, contudo parece um guri de 10 anos jogando com adultos. Ou seja, a principal força de apoio ofensivo com alguma velocidade escolhida pelo treinador, é “kriptonisada” por natureza. 
 
Qualquer observação tática parou por aí. Não consegui ter mais boa vontade com esse grupo, ainda mais com Joel Santana à frente. A entrada de Jéferson no lugar de Marquinhos Gabriel foi sintomática. Mediocridade embaixo do braço! Parece um time de baba, que joga uma vez por semana sem treinar. Só resta o entrosamento e olhe lá. Por que realmente existe isso: equipes entrosadas, mas com sistema de jogo pífio. Todavia, acho que cheguei a uma resposta para essa escolha da diretoria, no quesito técnico. Esses dias, olhando minha irmã ajudar a filha de 12 anos estudar para uma prova de matemática, entendi a intenção em contratar Joel Santana. Afinal de contas, menos com menos dá mais! Essa deve ser a esperança. E viva o Campeonato Baiano e o regulamento medonho. Com um triunfo, uma derrota e cinco empates, o Bahia conseguiu se classificar por antecedência, tendo menos pontos que o lanterna do outro grupo. Tudo isso pelo medo de não rolar BaVi na competição. Pelos resultados, como dizer que estão errados? Parabéns aos envolvidos.