Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
Você está em:
/
/
Coluna

Coluna

Precisa mais o quê?

Por Éder Ferrari

Precisa mais o quê?
Não tem sido fácil ser torcedor do Bahia. Essa diretoria tem conseguido fazer algo inimaginável: tirar a alegria tida como quase infinita de ser tricolor. Eu já vi momentos patéticos do clube. Foram duas Série’s C! Contudo, nem naquela desgraçada época, percebia nos torcedores tamanho desgosto quanto atualmente. Como se fosse um vampiro sádico, estão tirando o sangue pouco a pouco dos tricolores. A mística e a alma do grande esquadrão de aço não existem mais. Os Guimarães se apegam a pequenos e OBRIGATÓRIOS feitos, para justificar todo o resto medíocre. Algumas das maiores humilhações da história do clube estão na conta deles. De 1998 para cá, apenas em 2006, 2007 e 2008 eles não eram os manda chuvas. Mesmo assim, o fiel escudeiro Ruy Accioly estava lá para lembrar a todos quem manda. O Esporte Clube Bahia tem donos e eles são comprovadamente incompetentes! 
 
O único título de Marcelo Guimarães Filho tem como grande personagem Maurício Pantera. Sim, não fossem os gols incrivelmente perdidos por ele na semifinal do Baiano de 2012, o Conquista teria eliminado o Bahia dos Guimarães. Não consigo me acostumar com essa mediocridade. O clube é fechado e sem transparência. Tudo é muito obscuro. Impressionante como nada chega cristalino. Quanto de fato vai custar o novo centro de treinamento, que fica uns 70 quilômetros distante de onde os jogadores costumam morar em Lauro de Freitas? O que será feito das Transcons da sede de praia? E quanto vai render ao clube? O Estatuto foi mudado para ser do jeitinho da diretoria. Mesmo assim, ele não era e não é cumprido! Quanto a OAS paga por mês e qual é a real relação? O departamento de marketing é composto por amigos e não pela competência. O futebol é feito por nome e não por desempenho.
 
Mantiveram a base ruim, que quase rebaixou o clube por dois anos seguidos. Fazem contratos caros e longos com jogadores claramente em fim de carreira e/ou com qualidade duvidosa. E o maluco sou eu, que afirmei lá em dezembro que deveriam reformular pelo menos 90% do grupo. Doaram Gabriel, Filipe, Mansur, Maranhão e Vander. Os quatro primeiros seriam titulares hoje em dia. Gabriel tinha tudo para ser trabalhado como um ídolo puro sangue, como há tempos não existe no Fazendão. Não souberam trabalhar Vander, Jussandro, Madson, Rafael, Talisca, Fábio Gama, Anderson Melo, etc. Acabaram com a carreira de Ávine. Precisa mais o quê?
 
Quando se trata de futebol, procuro observar e analisar cada detalhe e não apenas o produto final. Por isso mesmo, achei correta, apesar de atrasada, a demissão de Jorginho. Ele teve muitos méritos na fuga do rebaixamento em 2012 e mostrou coragem e pulso, ao barrar o descompromissado Souza e tirar a faixa de capitão do controverso Titi. Poucas vezes um treinador de Série A teve tanto tempo para arrumar o time. O mínimo que se esperava era progresso tático, apesar de Jorginho ter mantido o esquema. O sistema de jogo, então, não evoluiu em nada! Claro que a qualidade técnica do elenco é abaixo da crítica, mas não justifica tamanha desorganização e completa ausência de trabalho coletivo.
 
Jorginho já se mostrava resignado desde janeiro. Aquele cara aguerrido, com sangue nos olhos que chegou ao Fazendão, havia dado lugar a um sujeito ranzinza, de olhar perdido e declarações infelizes. Externamente, a diretoria não demonstrava apoio ao treinador. Aliás, quando não se trata de oba oba ou mimimi, os dirigentes tricolores se escondem igual diabo da cruz. Para mim, claramente, Jorginho tinha atingido o limite. Não o via motivado a tirar algo mais desse elenco, da maneira que conseguiu no início do trabalho. Não fez questão de esconder que broxou com algumas decisões e o planejamento feito pela diretoria. Ele não foi o culpado, no entanto o técnico deveria ter saído após o fiasco na Copa do Nordeste. Boa sorte no próximo clube e que tenha humildade de mudar conceitos e a metodologia do trabalho de campo. 
 
Pelo placar do clássico, tinha certeza que muita gente diria que a culpa do resultado foi à ausência de Diones. Não foi nem de perto! O resumo óbvio é que o time é fraco, mas é preciso diferenciar caso a caso. Neto falhou diretamente nos quatro primeiros gols, cometeu um pênalti infantil não marcado e foi omisso no quinto gol. Em nenhum desses lances, Neto estava abandonado, sem cobertura, o que de cara acaba com essa história de tentar proteger o superestimado lateral, usando a falta de Diones como desculpa. Falhou por que estava em um dia mais infeliz do que os infelizes dias normais. Faltam recursos técnicos, velocidade e inteligência de jogo. Nem parece ter a experiência que tem. A equipe foi um bando, desorganizado, lento, com setores afastados e sem capacidade técnica de fazer algo diferente. Bastou ao Vitória colocar minimamente a bola no chão, usar bem as triangulações dos laterais com os meias, para dominar completamente taticamente. 
 
Fahel, Titi, Magal e Danny Morais foram totalmente envolvidos. Deu a impressão de ser a primeira vez que jogaram juntos e ainda por cima sem treinar. Não tenho as estatísticas do jogo, mas duvido que Fahel tenha acertado 20% dos passes que deu. Titi se comporta como cego em tiroteio. Danny parece jogar depois de comer três pratos de feijoada com um litro de refrigerante. Magal aparenta ser um jogador sub-12. Rosales e Marquinhos se esconderam. Não chamaram a responsabilidade e foram facilmente dominados por Michel e Luís Alberto. Adriano e Obina lembram as duplas de ataque dos antigos times do interior. Um é peladeiro e o outro completamente fora de forma. Marcelo Lomba desligado, no mundo da lua. É duro assistir esses caras e dizer que se trata do Bahia. O treinador tinha realmente de sair, mas juntando diretoria e jogadores, tem mais uns 40 que poderiam seguir o mesmo caminho. Novamente pergunto: precisa acontecer mais o que para mudar?