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Por Maurício Naiberg

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É óbvio que golear, em uma rodada antes de um clássico, anima qualquer torcida. E assim será o clima na Toca do Leão nesta semana de clássico Ba x Vi na estreia da Arena Fonte Nova: muita tranquilidade. Não que o resultado de 4 x 1 sobre o Feirense tenha me agradado completamente. Longe disso. Mas o time evoluiu e isso ficou claro.
 
Desde a derrota para o Ceará, que tirou o rubro-negro da Copa do Nordeste, tenho frisado que o tempo 'conquistado' pelo técnico Caio Júnior para trabalhar com o grupo seria um fator determinante na temporada. Realmente, há males que vêm para o bem, mesmo sabendo do desejo da torcida em vencer a competição regional.
 
Ainda continuo sem ficar com os olhos cheios com o Leão, que tem, merecidamente, 100% de aproveitamento no Campeonato Baiano até agora. Vejo falhas táticas, mas também enxergo um treinador que está achando o ponto ideal e sendo justo com o elenco. Quem não vem bem, fica de fora. Isso é o mais importante. 
 
Tenho observado uma evolução muito boa no sistema defensivo, apesar de não gostar nem um pouco de Gabriel Paulista. Sempre afobado, não passa a segurança necessária que a torcida deseja. O problema que seu reserva, David Braz, é ainda pior. Mansur, mesmo com uma disposição impressionante, tem que ser trabalhado com cuidado para crescer, porque é um bom jogador. 
 
Nas últimas semanas havia criticado Nino Paraíba. Jogou muito contra o Feirense, isso é fato, mas é um atleta que se destaca em campeonatos estaduais. Para jogar Baianão, ótimo. Porém, Série A é outra história completamente diferente. Essas duas laterais precisam ser repensadas com urgência para o segundo semestre. 
 
Mas, mas não ficar só 'metendo o pau', vou fazer elogios do meio campo para frente. Michel cresceu demais com a presença de Luís Alberto. Sabem porque? Está jogando em sua real posição: primeiro volante. Não adianta colocá-lo para sair com a bola, porque sua característica não é essa. Ele é marcador e tem feito excelentes partidas assim.
 
E por falar em Luís, digo sem nenhuma dúvida: melhor contratação do Vitória nesta temporada. Acompanhei ele no Cluj, durante a Liga dos Campeões no ano passado, e já cantava a pedra: está na melhor fase da carreira. Marca com eficiência, tem qualidade no passe e pode fazer o papel até de terceiro homem se Caio desejar assim. 
 
Vejo um setor ofensivo também muito ajustado. Gosto da velocidade três meias-atacantes – Renato Cajá, Maxi e Escudero – que se revezam com muita eficiência e atrapalham a defesa adversária quase sempre. Só é preciso ter cuidado para que haja uma variação tática ainda maior com este trio, que tem feito a diferença nos jogos do Leão. 
 
Foi até bom lembrar do ataque. Sei que Marcelo Nicácio é artilheiro da temporada no clube, está em boa fase, mas de uma coisa tenho certeza: Dinei é mil vezes mais jogador que ele, em todos os sentidos. Independente do resultado do seu exame, que pode apontar lesão ou não, colocaria o segundo em campo no clássico, de olho fechados. 
 
O certo mesmo é que preciso ver mais deste time de Caio Júnior. Atuar contra Feirense, Juazeiro e Botafogo-BA, com todo respeito a esses clubes, não é parâmetro para um clube grande como o Vitória. Preciso ver mais.