UMA IMPRESSÃO CAIPIRA
Vou me valer da velha e saudosa linguagem do meu interior para externar o que me transmitem atualmente Bahia e Vitória. O tricolor é como uma espiga de milho, grande e bonita por fora, mas quando a gente tira as palhas encontra uma meia dúzia de caroços saudáveis, as outras fileiras todas esmirradas, apenas servindo para completar. Vejam se não é verdade? De confiáveis mesmo para disputar uma Copa do Brasil ou um Brasileiro qualquer o tricolor tem os dois zagueiros Rogério e Alysson e os dois meio-campistas Fausto e Elias. Pantico, Didi e Aleluia são folclóricos, ficam na base da loteria – e os demais, só uma injeção de muita melhora para ganharem a qualidade que o time precisa para disputar as jornadas nacionais com boas possibilidades de sucesso. O técnico Paulo Comelli, muito competente, até que tem se aplicado para encontrar os grãos necessários para formar bem o seu grupo, mas a cada jogo, mesmo liderando o campeonato, não tem escondido o seu desapontamento.
O Vitória passa uma impressão bem mais enfastiante: é como feijão sem sal, sem tempero, insosso; ou churrasco que não está no ponto, com pedaços quase assados, pedaços escorrendo sangue. Em síntese, é difícil para a torcida engolir um futebol desajustado, que parece fadado a nunca encontrar o seu ponto de equilíbrio. Até que o campão tem alguns bons jogadores, mas neste momento apresenta um time bem inferior ao que terminou a Série B e se classificou para o campeonato de elite. Na verdade, o Vitória tinha dois esteios muito importantes, que seguravam a sua barraca. As avançadas do lateral Apodi e a eficiência do atacante Joãozinho. Como já não os tem mais, está capenga, inconseqüente, trôpego. Há até bons jogadores de meio-campo (Vanderson, Ramirez, Bida, Jackson e Danilo Rios), mas o técnico Oswaldo Alvarez caiu em labirinto, porque não encontra a formula de fazer este setor fluir. Eu até concordo que o time melhora com a entrada do lateral Carlos Alberto, mas este rapaz só pode jogar na Copa do Brasil e no Brasileiro – e isso é outro problema grave. O que está jogando no Estadual sabe que não é titular e o que não joga e é titular certamente não pode ser aprimorado na tática e na técnica.
O Vitória passa uma impressão bem mais enfastiante: é como feijão sem sal, sem tempero, insosso; ou churrasco que não está no ponto, com pedaços quase assados, pedaços escorrendo sangue. Em síntese, é difícil para a torcida engolir um futebol desajustado, que parece fadado a nunca encontrar o seu ponto de equilíbrio. Até que o campão tem alguns bons jogadores, mas neste momento apresenta um time bem inferior ao que terminou a Série B e se classificou para o campeonato de elite. Na verdade, o Vitória tinha dois esteios muito importantes, que seguravam a sua barraca. As avançadas do lateral Apodi e a eficiência do atacante Joãozinho. Como já não os tem mais, está capenga, inconseqüente, trôpego. Há até bons jogadores de meio-campo (Vanderson, Ramirez, Bida, Jackson e Danilo Rios), mas o técnico Oswaldo Alvarez caiu em labirinto, porque não encontra a formula de fazer este setor fluir. Eu até concordo que o time melhora com a entrada do lateral Carlos Alberto, mas este rapaz só pode jogar na Copa do Brasil e no Brasileiro – e isso é outro problema grave. O que está jogando no Estadual sabe que não é titular e o que não joga e é titular certamente não pode ser aprimorado na tática e na técnica.