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Advertência

Por Edson Almeida

Advertência
É prudente que Bahia e Vitória, que vão mandar seus jogos na Arena Fonte Nova, Pituaçu e Barradão, tomem como exemplo o episódio que acaba de acontecer em Oruro, Bolívia, quando a morte de um jovem ganhou as páginas da mídia internacional e somente o Corinthians, clube visitante foi punido até agora.
 
É de se entender que o Estatuto do Torcedor também prevê penalidades para os mandantes dos jogos, como já ocorreu com o Bahia e o Vitória. Seguramente neste caso do jogo da Libertadores o que causa estranheza é a Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) apenas punir o time visitante, porque o torcedor que cometeu ato ilícito (soltando sinalizador que acabou matando o jovem Kelvin Espada), sofra todas as consequências. Seria correto que, também, o San José e a Federação Boliviana, por não adotarem as medidas preventivas, também sofressem as consequências do lamentável acontecimento.
 
Então, diante do ocorrido, é pertinente não apenas que os nossos clubes adotem todas as providências em seus jogos em casa, como, também, atuem, de forma decisiva e exaustiva, mostrando aos seus torcedores que, lá fora, o único papel que eles podem desempenhar é o de torcer, como cidadãos, sem ferir a ninguém, sem cometer qualquer tipo de desordem.
 
Aliás, esta atuação didática diante das torcidas deve ser exercita sempre, sem parar. Em todos os jogos de nossos times temos visto tricolores e rubro-negros nas arquibancadas dos estádios mais distantes do país, até agora torcendo sem qualquer dano para os adversários – e isso tem sido uma marca muito positiva entre os baianos.
 
Será, assim, de fundamental importância que esse comportamento seja mantido fora de casa, que os clubes adotem medidas rígidas e constantes em suas praças esportivas, porque assim será evitado qualquer tipo de punição.
 
É bom lembrar que, no caso de Oruro, Bolívia, até mesmo os torcedores corintianos, consultados pelas redes sociais, acham válida a punição ao campeão mundial e da Libertadores: 77% acham justa a medida da CONMEBOL, 23% não concordam.
 
Não discordo da grande maioria, mas entendo que o clube e a federação promotores deveriam também arcar com a responsabilidade do infausto acontecimento.