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Relações obscuras

Por Glauber Guerra

Relações obscuras
O presidente do Fluminense de Feira, Rubem Cerqueira, fez uma acusação muito grave no meio da semana. Ele demitiu o técnico Zanata com a justificativa que o treinador escalava o time a mando de empresários de atletas. Depois, o dirigente voltou atrás e se arrependeu das declarações. Zanata se defendeu e garantiu que nunca agiu dessa forma e classificou a acusação como leviana.

Uma acusação dessas, sem prova, é uma irresponsabilidade, pois pode acabar com a carreira de qualquer um. Acredito que nesse caso pode ter acontecido um mal-entendido.

Mas cá para nós, quem nunca estranhou a presença de craque não praticante no seu time e o treinador insiste em mantê-lo, quando existem opções melhores e incontestáveis no banco de reservas? Ou a contratação daquele ex-jogador em atividade com salários astronômicos? Muitas vezes com o aval da diretoria. Aí quando tem a participação de dirigentes nessas relações obscuras, a situação piora de vez.

Exemplos existem aos montes. E não é só nos clubes. Na Seleção Brasileira, algumas convocações no passado, deixaram dúvidas no ar. O volante Leomar, ex-Sport, e que disputou a Copa das Confederações em 2001 é um bom exemplo. Sua convocação causou espanto. Depois de ficar em terceiro na competição, quem convocou foi demitido e Leomar esquecido.

Tenho certeza que os profissionais que agem de má-fé, são uma pequena minoria. Mas o torcedor tem que ficar atento a esses movimentos.

Campeonato Baiano
A primeira fase do Campeonato Baiano está totalmente aberta. O certame embolou e na próxima rodada o cenário pode mudar completamente. Porém, alguns equipes tem deixado a desejar. O Atlético de Alagoinhas é uma delas. Tinha uma boa base , que disputou a Copa Estado. Depois da mudança de presidente, o elenco foi desmontado. E aí, fica difícil. Ferreira, atual técnico e presidente, pegou um pepino e o Carcará anda flertando com a degola.