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'As duas trabalhavam', diz MGF sobre irmãs como advogadas do Bahia

Por Felipe Santana

'As duas trabalhavam', diz MGF sobre irmãs como advogadas do Bahia
Foto: Raphael Carneiro / Globoesporte.com
Durante o processo de intervenção, o advogado Carlos Rátis divulgou oficialmente no site oficial do Bahia a lista de funcionários do clube. Entre os nomes, como membros do departamento jurídico, estavam as duas irmãs do então presidente Marcelo Guimarães Filho.
 
Ao falar sobre o assunto pela primeira vez, em entrevista ao Globoesporte.com, o ex-mandatário do tricolor baiano não se arrepende da contratação das irmãs e destaca a competência de ambas, como defesa para as respectivas presenças dentro do Esporte Clube Bahia.

Marcelo Guimarães Filho minimizou o fato dos valores recebidos por cada uma delas, que juntas custavam ao clube cerca de R$ 20 mil, e questionou a quantia paga ao interventor Carlos Rátis.

- Existem no departamento jurídico, duas irmãs minhas, que são advogadas do clube. Recebiam a remuneração dentro do que o mercado paga. Uma recebia R$ 15 mil bruto e era coordenadora, que tratava com Ismerim, e outra recebia R$ 8 mil. Aliás eu me arrependo. Devia ter pago R$ 30 mil. Os interventores recebiam R$ 60 mil, como recebia Rátis pra esse trabalho. Estou pagando muito menos do que o mercado pagava. Todas duas trabalhavam no clube, sem nenhum problema. Davam o seu horário de trabalho normal no clube, assim como o advogado Raimundo, o doutor Igor, a doutora Laila, que eram também pessoas com que Ismerim não tinha o contato diário – afirmou.

Outro nome que chamou a atenção de todos, quando divulgada a lista de funcionários, foi do comentarista esportivo, ex-gerente do clube, Elizeu Godoy. Marcelo Guimarães Filho, que havia demitido o ex-jogador do departamento de futebol em 2009, garante que o ídolo tricolor prestava serviços ao clube e por isso era remunerado.

- É, ele saiu do cargo específico de diretor. Ajudava o clube, talvez não desse a carga horária que devesse dar, mas trabalhava no clube, ia lá, nos assessorava, nos reuníamos semanalmente, não vejo nenhuma ilegalidade nisso, mas é uma questão subjetiva – completou.