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Em 10 dias, relação entre Carlos Alberto e torcida foi do céu ao inferno

Por Felipe Santana

Em 10 dias, relação entre Carlos Alberto e torcida foi do céu ao inferno
Foto: Felipe Oliveira
A relação de amor entre a torcida do Bahia e o meia Carlos Alberto, considerado por muitos como o principal jogador do elenco, quando se trata de currículo dentro do futebol, dá sinais que passa por um momento de turbulência. Longe de ser aquele jogador que ajudou o Porto a conquistar a Liga dos Campeões da Europa em 2004 e o Vasco no retorno à elite do futebol brasileiro em 2009, o camisa 19 parece que de uma hora para outra entrou na lista negra dos tricolores.

Substituído contra o América Mineiro, dia 1º, em Pituaçu, o meia, vaiado pela grande parte da torcida presente, teve o nome gritado apenas pela Torcida Organizada Bamor, que agora é protagonista das reclamações envolvendo o comportamento do jogador.

Ainda no aeroporto de Belo Horizonte, onde o tricolor perdeu para o Atlético Mineiro neste domingo (11) e entrou na zona de rebaixamento, alguns membros da organizada, que foram até Sete Lagoas acompanhar o jogo, exigiram melhores atuações de alguns atletas. Contudo, o "protesto" não foi bem aceito e a discussão continuou dentro do avião.

Segundo Pedro Santos, membro da Bamor, em entrevista ao Correio*, o meia Carlos Alberto não gostou do que ouviu e respondeu aos torcedores chamando-os de palhaços. Enquanto isso, em Salvador, a torcida esboçou um protesto pacífico para recepcionar os atletas. No entanto, a ideia de cobrar melhores resultados foi por água abaixo. Para preservar os jogadores, a diretoria do Bahia optou por sair pelos fundos do Aeroporto Internacional de Salvador, evitando o contato com os poucos torcedores que saíram de casa com a intenção de cobrar dias melhores para o esquadrão.