Bahia tenta esclarecer “doping” de quatro jogadores
No momento em que os jogadores do Bahia se alinharam em campo para cantar o hino nacional, uma coisa chamou atenção: a presença de apenas três opções no banco de reservas, e a ausência de quatro dos atletas relacionados para a despedida da Série B, contra o Bragantino, no Morumbi, neste sábado (27). Logo em seguida, veio a informação pouco convincente. Os laterais esquerdos Ávine e Diego Corrêa, além dos atacantes Mendes e Rodrigo Grahl, teriam tomado um tranqüilizante durante o vôo Salvador/São Paulo. Os jogadores foram proibidos de dar entrevistas. Como poucos acreditaram no que foi passado, a diretoria do clube soltou um comunicado oficial reiterando o que havia dito no Morumbi. Confira a nota colocado no site oficial do clube.
"Antes da partida contra o Bragantino, no Estádio do Morumbi, os jogadores do Bahia fizeram todo o aquecimento aplicado pelo preparador físico Marcelo Rezende e voltaram para o vestiário para colocar o uniforme e entrar em campo.
Como é de praxe em todos os jogos, o médico que acompanhou a delegação, no caso Dr. Elias Natan, consultou todos os jogadores sobre os medicamentos usados nas últimas horas, para que fossem registrados no controle do DM tricolor.
Os jogadores Ávine, Diego Corrêa, Rodrigo Grahl e Mendes informaram que fizeram uso de um medicamento, que não consta na lista de drogas permitidas e poderia ser acusado no exame de doping, que é realizado após todas as partidas do campeonato brasileiro da Série B.
Por desinformação, os atletas usaram a medicação para dormir no vôo entre Salvador e São Paulo, sem comunicar o departamento médico.
Ao tomar conhecimento do uso desta medicação, o Vice Presidente Médico Dr. Marcos Lopes e Dr. Elias Natan, que estavam no vestiário, vetaram os atletas de imediato e comunicaram a comissão técnica.
Esta atitude visou preservar os jogadores com possíveis punições, prejudicando suas carreiras e o Esporte Clube Bahia".