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Sem sustos, Brasil vence o Chile e pega a Holanda

Fotos: Agência EFE

 

Encarando pela primeira vez um adversário que encaixa direitinho no seu esquema de contra-ataque, o Brasil venceu sem problemas o Chile por 3x0 nesta segunda-feira (28) e garantiu a vaga para pegar a Holanda nas quartas de final, na próxima sexta-feira (2), às 11 horas, horário de Brasília. Com quatro atacantes e uma postura super ofensiva, os chilenos foram pra cima e ensaiaram uma pressão nos primeiros minutos. Porém, o espaço para os contra-ataques eram muitos. Logo aos 4, Daniel Alves viu a passada livre de Luis Fabiano pela direita e lançou. O atacante dominou, mirou, mas chutou torto, para fora, perdendo uma grande chance. Depois do susto, o time de Dunga tomou comando. Aos 8, Gilberto Silva arriscou de longe e Raul Bravo mandou para escanteio com a ponta dos dedos. Pressão canarinho. No minuto seguinte, Kaká chutou da meia lua, sem marcação, no entanto a bola saiu mascada, à direita. A defesa chilena parecia assustada, mas faltava o trio de astros brasileiros entrarem em cena. Robinho, Kaká e Luis Fabiano pouco apareciam, o que dificultava a objetividade.

 

 

A impressão é que o Brasil não estava aproveitando a tensão adversária. Aos poucos os andinos voltavam a se soltar, mas não assustavam. Lance polêmico aos 26. Lúcio pegou a sobra em cobrança de escanteio da esquerda e tomou uma rasteira do zagueiro Contreras dentro da área, mas o árbitro, encoberto, nada marcou, para desespero do capitão. Com os responsáveis por decidir momentaneamente apagados, o jogo aéreo entrou em cena. Aos 34, Maicon cobrou escanteio da direita, Juan foi no terceiro andar e, de cabeça, mandou forte, no ângulo, sem chances para Bravo. Porém, craque é craque. Aos 37, contra-ataque mortal do trio ofensivo brasileiro. Robinho arrancou pela esquerda, tocou para Kaká que, de primeira, deixou Luis Fabiano com a faca e o queijo na mão para ampliar. O “Fabuloso” girou, driblou o goleiro e “só não entrou com bola e tudo, porque teve humildade em gol”. Desesperado no banco de reservas, Marcelo Bielsa desceu soltando os cachorros para os vestiários ao final da etapa.

 

 

Para tentar mudar o quadro, “El Loco” colocou os meias Rodrigo Tello e Valdivia, nos lugares do zagueiro Contreras e do atacante Mark Gonzalez, respectivamente. O Chile ganhou em posse de bola e qualidade no passe, mas os espaços na defesa eram ainda maiores, mas o time de Dunga pecava nos contra-ataques. Na primeira jogava inspirada, saiu o terceiro. Aos 13, Ramires arrancou pelo meio, deixou três para trás e tocou com carinho para Robinho. O atacante do Santos observou o goleiro e colocou, na gaveta, e comemorou seu primeiro gol na Copa. Aos 15, Daniel Alves arriscou de longe, a Jabulani pegou seu famoso efeito e passou tirando tinta do travessão. Já no desespero, aos 20, Valdivia recebeu na entrada da área e chutou forte, por cima. Uma infantilidade aos 25. Em lance morto, Ramires derrubou Sanchez por trás e recebeu cartão amarelo: o segundo dele, que fica de fora contra a Holanda. Aos 32, Tello cobrou escanteio da esquerda, Suazo pegou de primeira e acertou o travessão. Aos 35, pendurado com o amarelo, Kaká saiu para a entrada de Kléberson. Aos 37, Michel Bastos cruzou da esquerda, mas Nilmar, sozinho, cabeceou torto, para fora. Aos 46, Bastos, mais adiantado após a entrada de Gilberto, fez grande jogada e chutou forte, cruzado, mas a bola pegou efeito demais e saiu pela linha de fundo. Foi o último lance. Festa brasileira no estádio Ellis Park, em Johanesburgo.

 

Brasil - Júlio Cesar; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Ramires, Daniel Alves e Kaká (Kléberson); Robinho (Gilberto) e Luis Fabiano (Nilmar). Técnico: Dunga

 

Chile - Bravo; Islas (Rodrigo Millar), Fuentes, Pablo Contreras (Valdívia) e Carmona; Vidal e Jara; Mark Gonzalez (Rodrigo Tello), Alexi Sanchez, Beausejour e Suazo.


Cartão amarelo - Kaká, Ramires (Brasil); Vidal, Fuentes, Rodrigo Millar (Chile)
Gols - Juan, Luis Fabiano e Robinho